A estimativa para a inflação deste ano voltou a subir nesta semana depois de nove quedas consecutivas, segundo o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central com analistas de mercado, divulgado nesta segunda-feira (11).
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deverá encerrar 2011 em 6,31%, ou seja, longe do centro da meta de 4,5%, mas dentro da expectativa do governo federal, que admite que o índice suba a 6,5% ou desça a 2,5%.
Se a previsão para a inflação sobe, a expectativa para a taxa básica de juros, controlada pela Selic, também deverá ficar mais alta no fim de 2011. De acordo com o BC, o menor patamar dos juros no Brasil deverá ficar em 12,75% ao ano – contra 12,5% das últimas previsões.
O governo costuma usar a taxa Selic como arma para conter a inflação. Isso ocorre porque, ao subir a taxa básica de juros, tomar empréstimos ou conseguir crédito no mercado fica mais caro, o que freia o consumo e, em consequência, se reflete na inflação.
Ao contrário do índice geral de preços, a inflação do aluguel deverá encerrar o ano em 5,94%, o que configura a sexta queda consecutiva da previsão, segundo o BC.
Riquezas e dólar
A previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do país) se manteve estável em 3,94% nesta semana. A produção industrial, entretanto, que contribui em grande parte para a expansão da economia nacional, deverá acabar o ano com crescimento menor que o estimado na semana passada, de 3,28%.
Ainda de acordo com as projeções do BC, o dólar deverá fechar 2011 valendo R$ 1,60 - a mesma estimativa das últimas quatro semanas. Vale lembrar que, quanto mais valorizado o real diante do dólar, menor é a competitividade dos produtos estrangeiros nos mercados internacionais, o que prejudica a indústria e pode se traduzir em redução das contratações do setor.
Fonte: Record
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