As taxas de inflação verificadas nos últimos meses estão dentro do percentual que corresponde a uma taxa anual de 4,5%, segundo o Banco Central. O valor é o centro da meta fixada para este e para os próximos dois anos.
O presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que, apesar desse recuo, a taxa em 12 meses continuará subindo até agosto ou setembro. Disse ainda que não será possível reduzir a meta para 2013 e que, juros mais baixos como em outros países, só no "futuro".
Em apresentação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Tombini afirmou que a inflação mensal entre junho e dezembro de 2011 ficará, em média, em 0,33%, segundo a previsão do mercado financeiro. O percentual está abaixo dos 0,37% ao mês que correspondem a uma taxa de 4,5% ao ano.
"A inflação mensal já está normalizada e compatível com o nosso sistema de metas. Quando nós chegarmos ao período mais desafiador, no acumulado em 12 meses, a trajetória de inflação estará apontando na direção dos 4,5%", afirmou.
JUROS
O presidente do BC afirmou que "o instrumento convencional", ou seja, a taxa básica de juros, está sendo utilizado para conter a demanda e trazer a inflação de volta à meta.
Disse ainda que os juros no Brasil só poderão convergir para as taxas praticadas internacionalmente no futuro, pois hoje a prioridade é combater a inflação.
"Há indignação em relação a essa convergência que ainda falta, mas temos de buscá-la no futuro. Lá na frente, não haverá motivo para termos uma taxa tão diferente de outros países", afirmou.
Disse ainda que o BC espera um "crescimento forte e sustentável" da economia para os próximos anos.
Em relação à meta de inflação para 2013, fixada na semana passada pelo governo, afirmou que a economia global ainda vai sofrer as consequências da crise de 2008 até aquele ano, por isso não foi possível buscar um resultado menor que 4,5%.
Fonte: Folha Online
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