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quarta-feira, 2 de março de 2011

Cartões pré-pagos podem ser opção para compras durante viagens

Uma excelente forma de pagamento de despesas no exterior, mas pouco conhecida entre os turistas, é o cartão de viagens pré-pago em moedas estrangeiras, que pode ser usado para saque e débito na moeda do local de destino.

Outras características que beneficiam os usuários deste tipo de serviço são a isenção de anuidade e as taxas inferiores - enquanto no cartão pré-pago é cobrada taxa de 0,38% de IOF para as cargas, no cartão de crédito a IOF é de 2,38% sobre todas as transações. Entre as vantagens, destacam-se ainda o acesso ao saldo e ao extrato online, a reposição em caso de perda ou roubo e um programa de assistência emergencial global.

Outro fator ao qual o consumidor deve estar atento é levar na viagem a moeda corrente do país de destino em espécie, pois, assim, evita-se despesas desnecessárias com a troca de moedas durante o tempo de permanência fora do Brasil.

Fonte: Economia SC

Financiamento de carro fica mais caro

O crédito ao consumidor tem ficado cada vez mais caro. Medidas do BC (Banco Central) a fim de desacelerar a economia foram deflagradas em dezembro. O objetivo é frear a alta de preços, que começou a preocupar o mercado após ano de intenso consumo interno.

Contudo, especialistas ouvidos pelo Diário frisam que os mais pobres sofrerão mais em cada frente de ação. Pois, para impedir alta de preços, as ações englobam os financiamentos de médio e longo prazo quando não houver entrada. Então, parcelas maiores que 24 meses serão mais onerosas.

O setor automotivo é o mais prejudicado. O consumidor, que antes precisava pagar 1,35% de juros mensalmente aos bancos, agora paga 1,80%. As informações são do economista Ayrton Fontes, da MSantos - empresa do varejo automotivo.

Por exemplo, um carro popular que custa R$ 28 mil, na antiga taxa e sem entrada, custaria, ao final de 60 parcelas, R$ 41.032,80. Com mais juros, o valor do mesmo veículo atinge R$ 46.018,80. Alta de R$ 4.986. "A taxa de juros ficou mais forte nessas áreas. No dia 30 de novembro era fácil o banco aprovar o crédito. Hoje isso não é assim."

Para se aproveitar de juros menos doloridos, o consumidor precisa arcar com 50% do valor total do carro na entrada - inviabilizando o negócio para classes baixas.
Mesmo assim, a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos automotores) estima ano bom para o setor. A expectativa de vendas é de alta de 4,5%.

 No curto prazo, no entanto, o presidente da entidade, Sérgio Reze, admite que o preço do crédito já "subiu alguma coisa". Mas para o representante, o fato de janeiro ter desempenhado bom volume de vendas é sinal de que as medidas econômicas ainda não interferem de modo significativo, apesar de o bolso do consumidor já pesar. "Ainda tem espuma (no setor), mas não tem intensidade", afirma Reze.

E ainda tem mais: o Banco Central irá elevar a Selic (taxa básica de juros). Analistas apontam que ela pode atingir 12,50% ao ano, contra os 11,25% atuais. A série de ações delineiam que 2011 poderá ser um ano menos favorável para o consumo do que no ano passado.

RENDA - A menor faixa de renda é a que mais sofre com as mudanças no crédito. Os mecanismos adotados pelo governo para arrefecer o consumo causaram impacto direto nesse público consumidor. /CWCW-30

Um desse dispositivos foi acionado em dezembro para inibir a inflação. Trata-se da elevação dos depósitos compulsórios aos bancos. Isso acarreta arrocho de dinheiro disponível entre as instituições financeiras, que têm menos dinheiro para oferecer aos consumidores. E, para não amargarem os prejuízos, elevaram o preço do crédito. Esse deve ser o tom de 2011.

Dantas exemplifica que é um processo em cadeia. E, no final das contas, irá eliminar o consumidor do mercado. "Quando há expectativa de aumento desses depósitos, as instituições financeiras praticam taxas de juros mais altas. Aí, o crédito encarece", ressalta.

Outro problema para faixas de renda menores é a falta de orientação financeira. Quando tudo são flores na hora de financiar - preços baixos no varejo, mais crédito atrativo - a classe não se planeja, segundo Dantas. "Houve concessão de crédito a pessoas que, às vezes, não fizeram nenhuma avaliação quanto aos pagamentos. Isso pode aumentar a inadimplência", analisa.
 

Fonte: Diário do Grande ABC


Código de Defesa do Consumidor vai mudar para abranger internet

O CDC (Código de Defesa do Consumidor), principal meio de proteção dos compradores, que completou 20 anos em setembro de 2009, vai passar por uma reforma. As mudanças devem incluir normas específicas para o comércio eletrônico – que não existia quando o código foi criado.


Especialistas disseram que a reforma é positiva, mas abre espaço para interferências, tanto econômicas como políticas.
A comissão de juristas, instalada pelo Senado, será presidida pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Herman Benjamin, e terá este primeiro semestre para elaborar um anteprojeto de lei.

Para a coordenadora institucional da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), Maria Inês Dolci, o atual CDC já tem o mérito de ser genérico. Ou seja, não se prende a um tópico muito específico e pode abranger meios diferentes de comércio, como a internet. Ela diz que o código sobreviveu por 20 anos e se tornou um inegável sucesso. Na avaliação dela, a reforma envolve riscos.

- A preocupação da Proteste é que o CDC seja preservado. Mas, apesar do mérito reconhecido da comissão que vai tratar da reforma, há riscos de retrocesso, de que o texto final possa passar por intervenções da parte de parlamentares que envolva outros interesses econômicos pouco técnicos.

Para Maria Inês, o CDC “colocou ordem na casa nas relações de consumo”, por ser um fator educativo e mobilizador: com esse instrumento, o consumidor aprendeu a lutar por seus direitos.

O presidente da ABC (Associação Brasileira do Consumidor), Marcelo Segredo, afirma que a internet é um meio seguro de fazer compras. Mesmo não sendo à prova de falhas e fraudes, a principal reclamação de quem compra na web não é sobre a qualidade dos produtos, mas referente a prazos de entrega.

Ele destaca, no entanto, que a falta de informação sobre as empresas dificulta para o consumidor fazer valer seus direitos. Por exemplo, o CDC prevê que o consumidor pode trocar o produto ou exigir o cancelamento da compra no prazo de sete dias após a entrega, caso não atenda suas expectativas. A falta de um endereço físico ao qual dirigir a reclamação, ou um telefone, no entanto, é um obstáculo para o consumidor.

- As empresas dão canseira no consumidor, com a finalidade de deixar vencer esses sete dias. Aí o consumidor perde o direito.
Ele recomenda que o consumidor, antes de fazer uma compra online, procure se certificar da marca, verificar se é conhecida, se oferece assistência técnica na cidade onde o consumidor mora.

Segredo diz ainda que a reforma deveria tornar obrigatório que os sites tragam um endereço para o qual o consumidor possa enviar sua eventual queixa, telefone para contato, CNPJ e razão social – dados que precisam estar à mão caso a pessoa queira formalizar uma reclamação.

Comércio eletrônico
As compras pela internet movimentaram um volume expressivo de dinheiro em 2004 (R$ 4,4 bilhões), mas o resultado do ano passado, caso se confirme a expectativa (R$ 15 bilhões), vai mostrar a força que o comércio eletrônico ganhou no país. Os dados são da e-bit, empresa especializada em informações sobre comércio eletrônico.
Eletrodomésticos foram o item mais procurado pelo consumidor no Natal do ano passado, e o gasto médio ficou em R$ 370.



Até o primeiro semestre do ano passado, 20 milhões de pessoas compraram pela internet ao menos uma vez, principalmente livros e assinaturas de revistas e jornais, eletrodomésticos, artigos de beleza e medicamentos, informática e produtos eletrônicos. Além disso, o índice de satisfação dos consumidores brasileiros com o comércio virtual atingiu 86% no primeiro semestre.

 
Fonte: Record


terça-feira, 1 de março de 2011

Banco Central alerta para golpes de falsas financeiras

O Banco Central (BC) alerta os consumidores que querem pegar empréstimos oferecidos em anúncios de jornal, na rua, por telefone ou internet para conferir se a instituição tem autorização de funcionamento da autoridade monetária antes de fechar a operação.

O chefe do Departamento de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas de Informações do Sistema Financeiro do BC, Ricardo Liáo, destaca que, geralmente, instituições financeiras falsas ou não autorizadas oferecem muitas facilidades e pedem para depositar dinheiro como garantia.

“Em qualquer transação que esteja iniciando com alguém que não é autorizado, o grau de risco é muito grande, como ter que pagar pelo dinheiro [empréstimo] sem ter recebido, pagar consórcio e não ter o bem. Ou ter que pagar uma taxa de cadastramento ou avaliação cadastral”.

Segundo Liáo, a maioria dos casos de estelionato não chega a ser comunicada ao BC. De março de 2009 até 15 de fevereiro de 2011, foram feitas apenas 42 denúncias formais de golpes relacionados a operações ou produtos privativos do sistema financeiro. De acordo com Liáo, entre as poucas denúncias feitas ao BC, estão golpes relacionados a empréstimos de pequeno valor, mas também prejuízos milionários.

Já o número de consultas para saber se uma instituição financeira é autorizada a funcionar é um pouco maior: no mesmo período, foram feitas 31.374 consultas ao BC sobre cadastro e informações referentes a instituições financeiras e 6.164 sobre consórcios. As dúvidas relacionadas a golpes ficaram em 5.715.

Segundo Liáo, a atuação do BC, neste caso, está restrita à prevenção. Quando o consumidor já caiu em um golpe, a orientação é procurar a Polícia Civil. “A competência é das polícias civis. Meu limite de atuação é no mundo das instituições autorizadas. Se percebemos que a pessoa interessada não fez nenhuma provocação à autoridade policial, no limite, fazemos isso ou orientamos para que ela faça isso. Não temos competência [legal] para correr atrás de agiota”, diz Liáo.

Fora das estatísticas do BC e da Polícia Civil, está o caso da professora Fernanda (nome fictício), de 32 anos. Em 2007, ela caiu em um golpe, mas teve medo de ser perseguida pelos criminosos. Com vergonha por ter sido enganada, ela não registrou ocorrência na polícia. Tudo começou quando, com o nome inscrito em um cadastro de devedores, a professora viu em um anúncio de jornal a solução para seus problemas financeiros: a oferta de empréstimo mesmo para quem não tinha o “nome limpo”.

Toda a operação foi feita por meio de fax e telefone, já que a falsa financeira ficava em São Paulo e a professora viu o anúncio em Brasília. Ela iria pegar um empréstimo de R$ 12 mil reais para pagar em prestações, durante 30 anos. Para liberar o dinheiro, a falsa financeira exigiu como garantia três depósitos – de R$ 150, R$ 250 e R$ 200. Para depositar uma das parcelas da “garantia” exigida, ela tomou R$ 250 emprestados da irmã. “Ela estava tão obcecada para pegar o dinheiro que não se tocou que era um golpe”, conta a irmã da professora.

A falsa financeira chegou a depositar um cheque no valor de R$ 12 mil na conta de Fernanda. Assim, aparecia no extrato bancário o dinheiro ainda bloqueado. Depois de serem feitos os três depósitos pela professora, o cheque foi sustado e a falsa financeira não atendeu mais suas ligações.

Para consultar se uma instituição financeira está autorizada a funcionar, basta acessar a página do BC. Para pessoas com deficiência auditiva ou de fala, a opção é ligar para o número 0800 979 2345 ou 0800 642 2345. A ligação é gratuita.


 Fonte: Correio Brasiliense

Taxas abusivas deixam carros até 45% mais caros

Consumidores já podem reaver até 45% do valor pago no financiamento de automóveis, por meio da revisão das parcelas. Segundo a Associação Brasileira do Consumidor (ONG ABC), o ressarcimento de taxas e encargos indevidos pode ser reivindicado judicialmente.
O diretor da entidade, Marcelo Segredo, explicou que, sobre os valores de nota e as taxas de juros do Banco Central (BC), financeiras e concessionárias estariam cobrando os chamados Serviços de Terceiros ou Pagamentos Autorizados, com que os consumidores não devem arcar.

— Quando o vendedor fala que vai escolher o banco com menores juros, na verdade, ele escolhe o que paga a melhor comissão pela venda, que é repartida entre o funcionário e a concessionária. Esse valor é camuflado entre juros e taxas, e o consumidor não sabe — revelou o diretor da ONG ABC.

A polêmica Taxa de Cadastro (TC) também é encontrada em contratos, mas só pode ser cobrada se o consumidor não for correntista ou nunca tiver feito financiamento pela instituição financeira.

Ações
Para Marcelo Segredo, trata-se de um crime de consumo:
— Toda cobrança indevida deve ser ressarcida.
Em São Paulo, a ONG ABC já ganhou 94 das 285 ações ajuizadas nos últimos três anos. No Rio de Janeiro, os consumidores também vêm obtendo pareceres favoráveis da Justiça. A aposentada Maria Lúcia de Souza, de 72 anos, conseguiu abater mais de R$ 8 mil do financiamento de R$ 45 mil que fez para comprar um carro.
— Tive dificuldades em pagar as prestações. E, quando fomos analisar, eram tantas taxas, que eu nem conseguia entender. O juíz já deu parecer favorável e agora eu só estou aguardando o ressarcimento por parte da empresa — disse Maria Lúcia.

ATENÇÃO AOS DETALHES

Contrato
O primeiro passo para se livrar das cobranças abusivas é ter o contrato em mãos. Não saia do ponto de venda sem uma cópia do documento.

Revisão
Se as prestações do financiamento estiverem pesadas, o ideal é procurar um profissional que reavalie os valores cobrados. Para isso, é necessário cruzar os dados do contrato com os da nota fiscal.

Perícia
Em geral, as irregularidades devem passar por um perito que as confirme. Se houver necessidade de ação judicial, essa documentação será um pré-requisito.

Justiça
Com os documentos atestados pela perícia, o consumidor pode notificar o banco pedindo restituição. Em caso de negativa, a opção é recorrer à Justiça comum, com uma Ação de $ão Contratual. Em diversos casos, é possível chegar a um acordo com o banco antes mesmo da decisão judicial.

Taxas polêmicas
Fique atento às cobranças de Taxa de Cadastro (TC), Serviços de Terceiros ou Pagamentos Autorizados. Se a primeira estiver no contrato, vale a pena acionar os órgãos de defesa do consumidor para checar se ela é regular. As duas últimas são sempre abusivas.
 

Fonte: Extra Online

O milagre da era Lula desmitificado

Outro dia fui surpreendido por um telefonema com uma proposta tentadora: uma consultora de uma instituição financeira me oferecendo um crédito em conta corrente, de qualquer banco, pagável em até 60 meses, no valor do limite do cartão de crédito que me fora oferecido (e por mim recusado) meses antes. Seriam R$ 15 mil, a taxas razoáveis de mercado, prontos para inflar o consumo. Como não pretendia gastar nem investir isso, recusei a oferta.



Uso esse caso para começar a explicar (e desmistificar) o tal “milagre” econômico da era Lula, que apresenta aspectos como inflação baixa, desemprego em baixa, consumo interno em alta, etc., etc. Esse “milagre”, para observadores menos comprometidos com o lulismo, tem cinco razões - todas óbvias, mas nem sempre ululantes: crédito consignado aos aposentados e pensionistas do INSS e do serviço público; recuperação lenta e gradual do valor do salário mínimo; ampliação de programas sociais de transferência direta de renda; elevação da oferta de crédito ao consumidor; e redução do preço de produtos de consumo durável, especialmente eletro-eletrônicos.
Vamos a cada um deles: a instituição, através de instrução normativa do Ministério da Previdência Social em 2004, do chamado crédito consignado, teve um enorme impacto no consumo das famílias em geral.

São nada menos que 28 milhões de aposentados e pensionistas (sem contar os do serviço público) que, de um momento para o outro, passaram a ter uma espécie de cheque especial de 30% sobre sua renda normal. E eles foram às compras, consumindo de tudo: alimentos, material de construção, eletrodomésticos, enfim, tudo.
Aliado a isso, os bancos passaram a oferecer, nos últimos anos, cartões de crédito de forma indiscriminada a clientes e não clientes. O que há 15, 20 anos, era privilégio de poucos, ficou ao alcance de qualquer pessoa. Isso teve, também, enorme impacto no consumo, principalmente de bens duráveis, porque o comércio vende de tudo parcelado nos cartões de crédito, sem necessidade de crediário, consultas ou comprovação de renda.
A recuperação lenta e gradual do valor do salário mínimo, nos últimos quinze anos, também foi importante nesse aparente “milagre” econômico do governo petista. Começou no início de 1995, quando o governo FHC fixou o salário mínimo em R$ 100,00, que correspondia a 100 dólares, na época. Nesses 15 anos, este valor triplicou, chegando hoje a 300 dólares, aproximadamente.

Obra de Lula e do PT? Sim, mas também do governo FHC, do Congresso Nacional, que aprova e sempre aumenta a proposta do Executivo e, principalmente, da estabilidade econômica, proporcionada pelo Plano Real a partir de julho de 1994 (que Lula e o PT lutaram contra no Congresso e hoje colhem os frutos).
A expansão dos programas sociais do governo federal, em especial os de transferência direta de renda, como o Bolsa-Família, também tiveram forte impacto no consumo na era Lula, mas não a ponto de promover o ingresso de milhões de pessoas na classe média, como diz a propaganda oficial. Doze milhões de benefícios médios de R$ 80,00, convenhamos, não têm o condão de elevar ninguém a esse patamar, mas podem proporcionar forte impacto no consumo de bens não-duráveis, sobretudo alimentos.
Por fim, e não menos importante, outro fator que impactou fortemente o consumo de bens duráveis no Brasil, especialmente de eletro-eletrônicos, foi a redução dos preços de tais produtos. Concorrência externa, evolução tecnológica – vários são os fatores que fazem com que se pague, hoje, até 60% menos por uma TV de plasma, por exemplo, do que se pagava há quatro anos. Mérito do governo petista ou da era Lula? Não, é a economia de livre mercado produzindo seus frutos, tão combatida pelo petismo. Pena que seus adversários políticos não souberam explicar isso ao eleitorado na última campanha eleitoral.
Todos esses fatores somados produziram o boom econômico da era Lula. O aumento do consumo interno produz mais investimentos, que geram uma maior produção, mais empregos, tributos, etc. Como se vê, a maioria dos fenômenos que produziram esse “milagre” econômico, passaram longe dos gabinetes governamentais. O governo poderia ter ajudado mais, sim, provocando ou criando condições políticas para as reformas trabalhista e tributária, entre outras, que tanto travam o desenvolvimento do País, assim como a nossa precária infra-estrutura, regional e urbana. A propósito, onde mesmo esteve o Lula nesses últimos oito anos? Bem, segundo o noticiário, criando mitos... e bebendo pinga por aí!

Brasileiros estão pagando juros mais altos para os bancos

Se o bolso não acompanha a nossa vontade, ora, tem o bolso dos outros. “Estou construindo, então eu tenho pedreiro para pagar, outros financiamentos, o restante do material, uma série de coisas. A gente só consegue fazer se for financiado”, diz a coordenadora de vendas Tais Regina Pereira.



“O orçamento é pequeno, então a gente tem que ir empurrando com a barriga”, fala o técnico em radiologia Wender Araújo.

Mas empurrar um peso desses não é para qualquer barriga. Levantamento do Banco Central mostra: os juros que os bancos cobram das pessoas físicas subiu de 40% ao ano, em dezembro, para 43%, em janeiro. É a taxa média mais alta desde outubro de 2009.

Pelo visto, os consumidores já entenderam. Bastou as taxas subirem para eles financiarem menos. O número de novos empréstimos caiu 9%. É isso que o governo esperava. Em dezembro, o Banco Central anunciou medidas para diminuir o crédito e, assim, tirar alimento da inflação. Por exemplo: reduziu a quantidade de dinheiro que os bancos podem emprestar.
“Sobre concessões, podemos notar ainda de forma mais evidente o recuo das concessões para veículos no mês que caíram 33,5% de dezembro para janeiro; o crédito pessoal caiu 10,2%”, fala o chefe-adjunto do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel.
Além daquelas medidas, a taxa básica de juros, que serve de referência para o mercado, também subiu e ajudou a deixar o crédito mais caro.
“A alta de juros não é simpática para ninguém, mas quando você tem uma situação em que a expansão do crédito está puxando muito a demanda, isso faz parte, isso é um dos elementos que afeta a inflação e as expectativas de inflação. É importante haver essa medida de política monetária reduzir de alguma maneira a velocidade que o credito aumenta”, fala o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.
 

Fonte: Globo.com

Diálogo entre casais pode evitar a temida infidelidade financeira

Ele planeja comprar uma casa e um carro novo. Enquanto isso, ela está gastando todo o dinheiro da dupla sem que ele saiba. Esse tipo de comportamento, conhecido como infidelidade financeira, vem tirando o sono de muitos casais.
 Comprar sem consultar o marido é um problema e tanto para a dona de casa Débora Vieira, de 49 anos. Consumidora assumida, não faltam histórias de gastos abusivos e supérfluos. “A minha última loucura foi comprar uma bolsa de R$ 1 mil. Para o meu marido eu disse que ela custou R$ 300, e mesmo assim ele já achou um absurdo”, revela.
 Mas não é sempre que Débora consegue se sair bem nas mentiras. "Teve uma vez em que eu comprei um sofá novo, com um valor bem acima do nosso orçamento. Mas, no dia da entrega a domicílio, foi o meu marido quem assinou o comprovante e não teve jeito: ele viu o valor total da compra. Mas acabamos ficando com o sofá, mesmo contra a vontade dele.”


Qual o limite da mentira?
A psicóloga e professora da USP (Universidade de São Paulo) Leila Cury Tardivo vê a infidelidade financeira entre casais como um problema de comunicação. “Dependendo do tipo de relação que o casal estabelece, o parceiro não tem confiança em contar tudo para o outro, tem medo de ser criticado pelas suas vontades e atitudes, grande parte por culpa da falta de diálogo e compreensão”.

Mas até que ponto é correto ter um gasto e não contar para o parceiro? Leila acredita que, se a mentira for muito constante e sair totalmente do controle, ela passa a ser preocupante.


“Existem casos sérios de pessoas que quebram todos os limites gastando muito além do orçamento da família, que mentem constantemente, onde as pequenas mentiras se tornam imensas, prejudicando todos ao seu redor”.
 Débora só foi perceber que a situação estava saindo do controle quando recebeu o extrato do cartão de crédito com R$ 10 mil em dívidas. “Naquele momento eu percebi que havia passado dos limites e do quanto estava sendo injusta gastando o dinheiro que também era do meu marido”, diz.Essa situação rendeu discussões para o casal e foi o momento mais próximo de uma separação. “Ele olhou nos meus olhos e disse que aquilo já estava virando uma doença. Se eu não parasse, ele iria pedir o divórcio”.

Leila alerta que as brigas decorrentes de finanças conjugais podem desgastar a relação perigosamente. “A própria mentira constante, a dificuldade de compartilhar as finanças já mostra que a união não está sendo harmoniosa, e o desacordo com o dinheiro pode sim levar ao divórcio”.



Como  evitar as brigas
O economista Rafael Paschoarelli acredita que a melhor solução para evitar problemas é ter uma conta única, para que ambos possam ter acesso ao orçamento da casa. “O ideal seria um casamento total, no qual as contas fossem conjuntas para ambos saberem o que está acontecendo”.Porém, nem tudo está perdido. Algumas medidas podem facilitar na hora de controlar aquelas tentações indesejadas. “A ideia é sair sem o cartão de crédito, levar dinheiro contado e fazer uma lista só com produtos urgentes. Mas é preciso sair de casa com o proposito de seguir essas regras”, lembra o economista.
 Outra dica tem a ver com organização. “O casal precisa colocar em uma planilha os gastos mensais e o que sobrar é o que pode ser consumido”.
 Por isso, a união de um casal deve existir até nas finanças, afinal ninguém quer vivenciar a expressão: "até que o dinheiro os separe".

 
Fonte: e-Band