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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mercado volta do Natal sem referencial de NY e Europa

  • Na Ásia, o Nikkei fechou em alta de 1% em Tóquio, acima da média móvel de 25 dias de 8.459 pontos.

   São Paulo - O mercado financeiro brasileiro reabre nesta segunda-feira, na volta do fim de semana do Natal, praticamente sem o referencial externo, uma vez que as operações em Wall Street e importantes praças na Europa permanecem fechadas em razão da continuidade das comemorações natalinas. 

  Tal ausência, combinada com a agenda fraca, devem reduzir o ritmo dos negócios no início da última semana do ano. Não há divulgações de peso previstas no cenário externo, enquanto a pauta local conta apenas com o tradicional Focus. 

   Na Ásia, o Nikkei fechou em alta de 1% em Tóquio, acima da média móvel de 25 dias de 8.459 pontos, ainda sob efeito dos ganhos de Nova York na sexta-feira. O índice da bolsa de Xangai, por sua vez, caiu 0,67% por preocupações sobre as perspectivas para os resultados corporativos, o que colocou o índice abaixo de um patamar psicologicamente importante (2.200 pontos). 

   Às 7h55, o MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão cedia 0,08 por cento. O MSCI para ações globais ganhava 0,09 por cento e para emergentes , variação negativa de 0,02 %. 

  Entre as moedas, o índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais, recuava 0,07 %. Ante o iene, o dólar caía a 77,95 ienes ante 78,05 ienes na sexta-feira.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mantega: governo reagirá a eventual falta de crédito

  O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou, em entrevista à Agência Estado, que o governo tem vários instrumentos para reagir a uma eventual escassez de crédito, no caso de haver uma deteriorização.

  Segundo Mantega, o Banco Central pode fazer leilões de dólares como fez na crise de 2008 para atender a demandas do comércio exterior e pode também utilizar os compulsórios para irrigar o mercado interno. "Se vier a faltar (crédito para o comércio exterior), temos como resolver o problema, colocando leilões de divisa. O BC está a postos", disse o ministro, ponderando que não vê necessidade para isso, porque há oferta de dólares no País e que eles estão acessíveis.
 
  Outra arma dentro do arsenal citada pelo ministro são os bancos públicos. "Temos os bancos públicos para aumentar o crédito e reduzir os juros, que usamos em 2009 e eles continuam aí". Além disso, ressaltou Mantega, o Brasil é um país que continua gozando de grande confiança internacional e que aplica nos mercados emergentes.

  Ele ponderou ainda que a restrição de crédito é muito limitada a determinados nichos de mercado e admitiu que os bancos pequenos e médios estão tendo mais dificuldade de captar lá fora, já que agora o crédito está mais caro.

  O ministro ponderou também que esse encarecimento do crédito reflete o cenário internacional, mas o Brasil "já está fazendo o antídoto" a esse cenário, com uma política monetária mais flexível, adotada desde agosto deste ano.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Impostos federais poderão ser pagos com cartão de crédito no ano que vem

  Os contribuintes poderão pagar todos os impostos federais com cartão de crédito ou de débito a partir do ano que vem. O Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) passará a ser impresso com códigos de barra para facilitar a operação, informou à Agência Brasil o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.  
 
  A medida permitirá o pagamento de impostos em qualquer equipamento como os caixas eletrônicos que tenham o leitor de código de barras, instalados em shoppings, postos de gasolina, supermercados, por exemplo. 
 
  A operação estará disponível também para o contribuinte pagar as cotas do imposto de renda devido. “Isso é uma grande novidade um avanço que nós vamos colocar em 2012 permitindo, inclusive, que o viajante que chegue do exterior ou o estrangeiro que venha visitar o país, entre outros, possa fazer o pagamento de tributos, utilizando o cartão de débito e crédito”, disse Carlos Roberto Occaso, subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal.  
 
  Atualmente o contribuinte pessoa física depois de fazer a declaração do imposto de renda e verificar se tem imposto a pagar necessita imprimir o Darf para pagar a dívida em uma única ou mais parcelas, mas sem o código de barras. 
 
  Outra opção é autorizar o débito em conta-corrente ao preencher a declaração. Em 2011, um total de 24.370.072 de contribuintes enviou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física ao Fisco. O número superou a estimativa da Receita Federal, que esperava receber 24 milhões de formulários.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Carro nacional terá redução de IPI em 2013, afirma Fazenda

O Ministério da Fazenda informou ontem (14) que a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros nacionais valerá somente a partir de 2013. O novo regime automotivo será anunciado no ano que vem. A intenção é dar tempo para as montadoras se adaptarem às novas regras. 

Segundo a assessoria de imprensa do ministro Guido Mantega, no futuro, mediante programas de incentivo à tecnologia e de geração de competitividade dentro das novas regras em estudo, haverá redução do imposto.
A elevação nas alíquotas de IPI para veículos que tenham menos de 65% de conteúdo nacional começa a valer nesta sexta-feira (16). A medida foi anunciada em 15 de setembro e começaria a valer já no dia seguinte, mas o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que o aumento só poderá entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro. 

Os ministros avaliaram que é inconstitucional a entrada imediata em vigor da regra ao entender que qualquer mudança do imposto deve esperar 90 dias para não surpreender o contribuinte.
A nova alíquota eleva a carga tributária de 48,72% para 56,12% do valor final dos estrangeiros, segundo cálculo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), feito a pedido da Folha. 

As projeções da Anfavea (associação das montadoras com fábrica no país) para o próximo ano, anunciadas na semana passada, indicam que a indústria automotiva nacional deve conquistar mais mercado interno após a elevação do IPI. 

A entidade prevê um aumento de 2,0% na produção de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões em 2012 no confronto com este ano, enquanto as exportações devem recuar 5,5% no mesmo comparativo. Para as vendas, a estimativa é de um aumento entre 4,0% e 5,0%
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Novo sistema de informações de crédito do BC vai beneficiar bons pagadores

O Banco Central (BC) terá mais informações para fiscalizar o risco das operações de crédito e as instituições financeiras vão conhecer melhor o perfil dos clientes com as mudanças anunciadas ontem (12) no Sistema de Informações de Crédito (SCR). 

A avaliação é do diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, que explicou hoje (12) os detalhes da ampliação da base de dados do sistema. Uma das vantagens apontadas pelo diretor é que o bom pagador poderá ter acesso a taxas de juros mais baixas porque, na avaliação de risco, haverá mais informações sobre o perfil dos clientes. A partir de 30 de abril, haverá a mudança mais significativa: o SCR terá a identificação dos clientes com operações totais acima de R$ 1 mil por instituição financeira. Atualmente, essas informações são fornecidas para operações iguais ou superiores a R$ 5 mil. 

No caso das cooperativas e das sociedades de crédito ao microempreendedor e empresas de pequeno porte, o prazo para envio das informações (das operações acima de R$ 1 mil) é julho de 2012. De acordo com Meirelles, as mudanças ajudam também a monitorar o segmento específico de cooperativas de crédito, financeiras e sociedades de arrendamento mercantil (leasing). A partir dessas datas, as instituições terão que enviar ao sistema tanto as informações do estoque como as referentes a novas operações de crédito. 

Com a redução do limite, serão incluídos no sistema R$ 159 bilhões de créditos identificados. Desse total, 90% são de crédito a pessoas físicas. Em número de operações, serão mais 151 milhões. Em outubro de 2011, o sistema contava com R$ 1,722 bilhão, do total de 131 milhões de operações de crédito envolvendo valores acima de R$ 5 mil.

Antes, a partir de 31 de janeiro, o BC vai ampliar a base de dados do SCR. O sistema terá mais detalhes sobre as operações de crédito, como renda das pessoas físicas, faturamento das empresas e informações dos fundos de investimento de direitos creditórios. Segundo o diretor, o acréscimo de informações também vai evitar que um bem seja dado como garantia de mais de um empréstimo, uma vez que será possível cruzar informações de diferentes instituições financeiras. 

O BC também terá mais dados sobre a venda de carteiras de crédito entre essas instituições. A mudança no sistema pode ajudar a fiscalização do BC e evitar que haja irregularidades na venda de carteiras de crédito, como ocorreu no caso do Banco Panamericano, que teve problemas descobertos no ano passado. 

De acordo com o diretor, as mudanças no SCR “aprimoram o processo de supervisão e reduzem o espaço de operações como aquela [do Panamericano]”. De acordo com Meirelles, com mais acesso da população ao crédito e a outros produtos financeiros, as operações de crédito abaixo de R$ 5 mil ganharam importância. Segundo ele, é fundamental monitorar essas operações de pequeno valor enquanto não representem risco sistêmico. “É uma preocupação proativa”.

Receita quer parceria com Ministério da Justiça para nova identidade civil

A Receita Federal pretende fechar parceria com Ministério da Justiça para participar do projeto do Registro de Identificação Civil (RIC). O RIC permite que cada cidadão tenha um número nacional. As cédulas de identificação estão sendo substituídas por um cartão magnético, com impressão digital e chip, que incluirá foto, assinatura e informações como nome, sexo, data de nascimento, filiação e naturalidade, entre outros dados. 

 Pela proposta da Receita, todas as vezes em que for emitido o RIC, o sistema automaticamente consultará a base de dados do Fisco para saber se o contribuinte está no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Se estiver, os dados serão incluídos também no RIC. Se for um cidadão sem registro no CPF, o cadastro no RIC permitirá a inclusão na base de dados da Receita. As novidades foram anunciadas durante entrevista do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, à Agência Brasil.

Hoje, a inclusão no CPF pode ser feita nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios ao custo máximo de R$ 5,70. Há 5a alternativa de fazer o registro em entidades públicas conveniadas, como as unidades de atendimento ao cidadão, sem pagar nada. “Toda as vezes em que for emitido um RIC, será gravado ali também o número do CPF.

Isso amplia a possibilidade do atendimento do CPF de forma gratuita e com toda a segurança que o RIC oferece”, disse o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso. A Receita Federal pretende também reduzir o tempo médio de espera dos contribuintes nas centrais de atendimento do Fisco. A Receita, que iniciou o ano com uma meta de 15 minutos, garante que hoje já existe uma nova marca para todo o atendimento presencial, que é 13 minutos. 

“Achamos que chegamos a um ponto ótimo. Estamos querendo aperfeiçoar agora os serviços que estão fora de uma curva aceitável. Vamos trabalhar para melhorar os serviços que estão acima desse tempo”, disse Occaso.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Brasileiros terão crédito de R$ 160 bilhões para casa própria em 2012

Nem a crise econômica mundial, que cada vez mais se aproxima do Brasil, nem a forte valorização dos imóveis nos últimos três anos vão segurar o mercado imobiliário em 2012. Os brasileiros que pretendem adquirir sua casa própria ou mesmo trocar de imóvel para um maior e mais confortável não terão problemas por falta de crédito. As projeções são de que, somadas todas as linhas disponíveis no mercado, serão disponibilizados cerca de R$ 160 bilhões para aquisição de imóveis prontos, construção e reforma — um recorde.
 
O valor é 23% maior que o aplicado até o fim deste ano, de quase R$ 130 bilhões. Essa dinheirama deverá financiar cerca de 1,6 milhão de unidades no ano que vem em todo o país, conforme estimativas da Câmara Brasileira da Construção Civil (Cbic) e da Caixa Econômica Federal, que é responsável por 75% desse mercado. A maioria, R$ 100 bilhões, beneficiará a classe média — consumidores ou famílias com renda a partir de R$ 5 mil — e os recursos virão dos depósitos da caderneta de poupança. 
 
Outros R$ 60 bilhões são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outras fontes, como o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com recursos orçamentários da União. Os clientes dessas linhas de crédito, administradas pela Caixa, são os trabalhadores com renda familiar de até R$ 5,4 mil. Desse total, 72% vão para a nova classe C — famílias com renda até R$ 4,6 mil, conforme classificação da Fundação Getulio Vargas, utilizada pelo governo federal. Só a Caixa estima emprestar, em 2012, quase R$ 100 bilhões, incluindo R$ 38 bilhões da poupança destinados à classe média, para financiar 1 milhão de moradias, 15% mais que neste ano. “É um crescimento bastante robusto, considerando a carteira da instituição, de 75% do mercado”, afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, José Urbano Duarte. Com um cenário desses de crédito farto, o consumidor que apostar em queda dos preços pode se decepcionar e não conseguir comprar depois o imóvel pretendido no orçamento programado. Neste ano, houve redução de preços em algumas cidades brasileiras, depois de um período de três anos de valorização expressiva, de mais de 100% em muitos casos. Mas a alta continuou, ainda que em ritmo menor, em localidades como Distrito Federal e Rio de Janeiro, apontam pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo. Jovens Os brasileiros também têm procurado comprar seu primeiro imóvel cada vez mais cedo, até os 35 anos, conforme os dados da Caixa, líder no segmento.
 
Em 2000, essa parcela mais jovem da população representava 51% do total que tomou empréstimo para a casa própria. Em 2011, a faixa dos consumidores até 35 anos passou a abocanhar 57,3% do volume financiado. Em 2010, ano de maior crescimento do setor, eles ficaram com 59,2% de todo o crédito imobiliário. Aos 24 anos, a arquiteta Andressa Batista Arantes já garantiu o seu primeiro apartamento. Ela comprou o imóvel ainda na planta, em Águas Claras, e pretende pagá-lo em 12 anos e meio. “Assinei o contrato de promessa de compra e venda há duas semanas e estou muito feliz. Agora, tenho um lugar que é meu”, comemora. E não vai ser o único: “Pretendo comprar outros. Espero que esse seja apenas o primeiro”. O presidente da Cbic, Paulo Simão, afirma que o crédito disponível — recursos da poupança e do FGTS — não é afetado diretamente pela crise e que a alta demanda reprimida manterá as vendas aquecidas. Para ele, por mais dificuldades que possam assolar a economia, há clientela para comprar. “O que tem de ser feito é adequar o produto ao bolso do consumidor. Estou falando de preços, condições de financiamento e perfil das unidades ofertadas”, afirma. O vice-presidente de Governo da Caixa concorda: “Não há, nesse setor, as incertezas da economia mundial, até porque imóveis continuam sendo um dos melhores investimentos”.  O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, reforça o fato de existir espaço grande para ampliar o crédito imobiliário, pois o volume concedido atualmente é um dos mais baixos do mundo.
 
O Brasil aplica apenas 5,1% do Produto Interno Bruto no setor. França estima que os financiamentos possam atingir 11% do PIB em 2014.  Otimismo. Depois de um ano em que o mercado de venda de imóveis na planta desacelerou no Distrito Federal, devido à demora do Governo do Distrito Federal em liberar os projetos, o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF), Rodrigo Nogueira, está animado com 2012. 
 
Para ele, a queda da taxa básica de juros (Selic) beneficia diretamente o setor. “Se a Selic cair em maior velocidade, como sinaliza a presidente Dilma Rousseff, poderá gerar um novo boom imobiliário”, diz.  Nogueira, que também é sócio da construtora JC Gontijo, afirma que a preocupação é com a velocidade de aprovação dos projetos pelo GDF. “Isso pode implicar diretamente nos lançamentos dos próximos anos, especificamente de 2012”, alerta. A JC Contijo tem 12 empreendimentos em vias de lançamento.  
 
O diretor nacional de Negócio da João Fortes Engenharia, Luiz Henrique Rimes, destaca que a burocracia do GDF para aprovação dos projetos pode encarecer os imóveis. A João Fortes tem seis projetos em andamento, quase todos residenciais, voltados para as classes A e B, à espera das liberações. “O preço alto dos imóveis não é só pela demanda maior que a oferta, mas pelos custos que as empresas têm. Há o encargo financeiro pela compra de um terreno para um empreendimento que não consegui lançar no prazo previsto. Vai para o preço de venda”, esclarece Rimes. 
 
A diretora de empreendimentos da construtora Villela e Carvalho, Ludmila Pires Fernandes, também está otimista para o ano que vem. “Temos vários produtos engatilhados. Alguns já gostaríamos de ter lançado, mas não foi possível pelos entraves burocráticos.”

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Caiu na malha fina do IR 2011? Saiba o que fazer

Quase 570 mil pessoas ficaram retidas na malha fina do Imposto de Renda 2011 (ano-calendário 2010). Para regularizar a situação, o contribuinte deverá acessar o site da Receita Federal e consultar quais são as pendências existentes na declaração. Identificados os problemas, o documento poderá ser retificado pela internet, baixando o programa correspondente.

O prazo máximo para correção é de cinco anos, com a condição de que o documento não esteja sob procedimento de fiscalização por parte da Receita. A retificadora irá substituir integralmente a original e nela deverão ser feitas as alterações, exclusões ou inserções necessárias. O programa pedirá o número do recibo da declaração que está na malha fina. Dessa forma, todos os dados já serão automaticamente importados. Importante ressaltar que no novo documento não será permitida a troca de modelo, de simplificado para completo ou vice-versa.

Caso o contribuinte tenha direito à restituição, a Receita irá considerar a data do envio da retificadora, e não da original, na hora de priorizar o pagamento. Os lotes residuais serão liberados a partir de janeiro. Caso a declaração retida esteja correta e o contribuinte tenha toda a documentação necessária, a orientação é aguardar a intimação da Receita para agendar um atendimento presencial. Segundo o órgão, a omissão de rendimentos foi o principal motivo de incidência na malha neste ano, com 320.293 declarações retidas ou 56% do total.

Dentre as omissões, 19.380 são de recebimentos de aluguéis. Divergências relacionadas a despesas médicas também foram destaque e responderam por 14% das retenções. No ano passado, 700 mil pessoas caíram na malha.

Consumidor gasta R$ 519 a mais em dezembro do que nos outros meses

Cada família paulista deve gastar R$ 519 a mais, em dezembro, do que nos outros meses do ano. Esse dinheiro vai direto para as compras de Natal, segundo pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). 

A entidade diz que o fim de ano de 2011 vai ser melhor para os negócios do que o fim de 2010. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7), as compras típicas dessa época vão movimentar R$ 33,86 bilhões, em torno de R$ 6,76 bilhões a mais do que em 2010, em todo o Estado. 

Praticamente metade do total, ou R$15,87 bilhões, diz respeito aos negócios na Grande SP. Assim, o comércio de SP deve fechar o ano com faturamento de R$ 331,96 bilhões, o que representa 28,76% do faturamento nacional do setor. Um crescimento real de 4% em relação a 2010, quando o comércio paulista registrou faturamento de R$ 299,06 bilhões. 

 A Fecomercio-SP explica que no início do ano houve uma ideia de que 2011 não conseguiria manter o ritmo de crescimento vivenciado em 2010, mas o consumo das famílias foi mantido. A confiança do consumidor e o otimismo foram peças-chave para isso. Apesar de a taxa média de juros para pessoas físicas ter subido, o nível de concessões de empréstimos aumentou, em termos reais, mais de 4% no mesmo período. Ou seja, o consumidor continuou comprando, mesmo com as restrições de crédito do BC.

Os pontos mais importantes para a manutenção do consumo foram a manutenção dos níveis de emprego e renda, além do menor nível histórico de desocupação no país. Em todo o país, a federação estima que o comércio feche o ano com faturamento de R$ 1,15 trilhão, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. Os gastos das famílias em dezembro devem somar R$ 122,39 bilhões, ou R$ 28,5 bilhões a mais do que na média dos outros meses. O que condiz com a entrada adicional de recursos que será gerada pelo pagamento do 13° salário.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Senado aprova projeto que fixa gastos do governo em saúde

Por 70 votos a 1, os senadores aprovaram na noite de ontem (7) projeto que regulamenta a emenda 29 e fixa os valores mínimos a serem investidos na área da saúde. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara, mantém a regra seguida atualmente pela União para cálculo dos recursos.  
 
De acordo com o projeto, o recurso deve corresponder ao valor empenhado no ano anterior acrescido da variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto) nos dois anos anteriores. Assim, para 2012, por exemplo, a União teria de aplicar o empenhado em 2011 mais a variação do PIB de 2010 para 2011. O projeto original estabelecia em 10% da receita corrente bruta o investimento a ser feito pela União, mas essa fórmula foi rejeitada no Senado.
 
O governo, que desde o início foi contra a fixação da porcentagem, alega não ter como destinar tantos recursos (algo em torno de R$ 35 bilhões) ao setor. Quanto aos percentuais a serem aplicados por Estados e municípios, o texto aprovado manteve 12% da receita corrente bruta para os Estados e 15% para os municípios. O projeto também define o que pode ser considerado gasto com saúde e evita que investimentos em saneamento, por exemplo, sejam incluídos no cálculo.
 
Segundo a Frente Parlamentar da Saúde, formada por deputados e senadores, isso deve injetar cerca de R$ 4 bilhões no SUS (Sistema Único de Saúde) já em 2012. Na votação de hoje, os senadores também rejeitaram a possibilidade da criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), defendida pelo líder do PT, Humberto Costa (PE). A arrecadação do tributo, segundo a proposta, seria destinado para a área da saúde, nos moldes do que previa a extinta CPMF.  
 
O texto agora vai para sanção da presidente Dilma Rousseff.Com a votação desse projeto, o caminho fica livre para que os senadores analisem a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prorroga até 2015 a DRU (Desvinculação de Receitas da União), mecanismo que permite o Executivo aplicar livremente 20% do seu orçamento.

Dilma quer Casa Civil de novo à frente do PAC para desafogar Planejamento

Com a estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) no 3º trimestre deste ano, e prevendo uma expansão da economia brasileira de 5% em 2012, Dilma avaliou que o PAC é fundamental para estimular o crescimento do país.

“Há 17 dias, o secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, admitiu que os investimentos do PAC, em 2011, não contribuíram para acelerar o crescimento, nesse momento de crise internacional. Levou uma bronca de Dilma”, destaca um trecho da reportagem.

Por conta disso, a presidente pretende transferir a gerência de áreas de infraestrutura do plano - como rodovias, ferrovias e recursos hídricos - da seara do Ministério do Planejamento para a Casa Civil.

Reportagem de O Estado de S. Paulo revela que presidente quer usar as obras de infraestrutura para garantir o crescimento de 5% do país em 2012

Preocupada com o ritmo de crescimento da economia e com os avanços das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a presidente Dilma Rousseff decidiu que a Casa Civil irá ficar de novo à frente do programa para acelerar investimentos no país, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.



A ideia de Dilma é reforçar o perfil técnico do principal ministério - comandado por Gleisi Hoffmann, pré-candidata do PT ao governo do Paraná, em 2014 - e desafogar o Planejamento, dirigido pela também petista Miriam Belchior.

Na avaliação de Dilma, o ministério do Planejamento está "sobrecarregado", pois já cuida do Orçamento, da política do funcionalismo público e do patrimônio da União.

O primeiro movimento para "aliviar" o ministério ocorreu no mês passado, quando Dilma determinou que a Autoridade Pública Olímpica (APO), responsável por coordenar as ações dos Jogos de 2016, passasse do Planejamento para o Esporte.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Brics apostam na cooperação em fontes de energia renovável

Os cinco países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão incentivar o desenvolvimento da energia eólica e solar, "ponto fundamental e inevitável pelo esgotamento das fósseis e dos problemas ambientais", declarou neste domingo Bu Xiaolin, vice-presidente da província chinesa da Mongólia Interior, rica em carvão. Bu destacou a importância da colaboração entre os cinco países diante dos delegados do Brics, reunidos no Fórum de Cooperação e Amizade dos Governos Locais na ilha meridional chinesa de Hainan.  
 
Um dos integrantes da comitiva brasileira, o deputado estadual Jailson Lima da Silva (PT-SC) declarou que existe uma tendência no Brasil de substituir na vida cotidiana a energia fóssil pela limpa. O Brasil tenta aumentar a capacidade de energia eólica, com o objetivo de que as energias alternativas representem 65% do consumo energético nacional. 

 Como revelou o parlamentar, o país quer trabalhar com a China em energias renováveis, principalmente solar e biomassa, já que se o Brasil conta com grande potencial em energia solar, a China é líder na fabricação de equipamentos no setor. Para Mlibo Qoboshiyane, representante do Conselho Executivo da Cidade do Cabo (África do Sul), o país investe cada vez mais em energia eólica e solar e recentemente iniciou um plano de US$ 12 bilhões para o desenvolvimento de energias renováveis.  

O delegado sul-africano se mostrou favorável à troca de informação e tecnologia do setor entre os países Brics a fim de que o consumo de energias renováveis seja sustentável. Na reunião de Hainan foi acordado impulsionar o diálogo e a cooperação entre os cinco países, também na construção de infraestruturas, economia verde e transferência de tecnologia. "Desejamos cooperar com os países do Brics em inovações sobre novas energias, promoção e desenvolvimento do mercado", disse o representante chinês. 

 Conforme o vice-presidente da região da Mongólia Interior existe em sua província um grande potencial para desenvolver energia limpa com 380 milhões de quilowatts de recursos eólicos exploráveis, mais da metade da capacidade total chinesa no continente. A região tem como meta uma capacidade instalada de 33 milhões de quilowatts para energia eólica e 1 milhão para solar até o fim de 2015, concluiu. O governo chinês confia em alcançar a capacidade nacional eólica instalada de 150 milhões de quilowatts na próxima meia década.  

Em um fórum neste fim de semana na cidade de Nanning, Wang Yuqing, subdiretor do Comitê de População, Recursos e Meios da Comissão Consultiva Política do povo da China (CCPPC), principal órgão assessor, afirmou que a China é o primeiro investidor em fontes de energia renováveis com US$ 47,3 bilhões em 2010. De acordo com Wang, mais de US$ 473,1 bilhões serão dirigidos de 2011 a 2015 às indústrias relacionadas com a proteção ambiental. O governo é totalmente consciente de que a China deve desenvolver sua "economia verde", concluiu.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Chevron pode ser expulsa do Brasil, diz ministro de Minas e Energia

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou no sábado que a petrolífera americana Chevron pode ser "expulsa" do país caso não cumpra os acordos para reparar os danos causados pelo vazamento de petróleo na bacia de Campos. 

 "A empresa já foi fortemente penalizada pelo que fez e foi suspensa de fazer novas perfurações no Brasil, embora seja a segunda maior empresa do mundo", afirmou Lobão aos jornalistas na cidade de Teresina, capital do Piauí.
  
O ministro lembrou que a Chevron deve pagar a multa de R$ 50 milhões que foi imposta pelas autoridades e também se responsabilizar pelos danos causados ao meio ambiente, que ainda não foram totalmente quantificados. 

 "Estamos atentíssimos no sentido de que cumpra o seu papel ou então (a Chevron) será expulsa do Brasil", completou Lobão. A Chevron calcula que o vazamento na Bacia de Campos seja de 2,4 mil barris de petróleo, embora as autoridades do Rio de Janeiro apresentem outro número: 15 mil barris. 
 
A própria companhia foi encarregada de recolher o petróleo que subiu até a superfície. A mancha de petróleo, que praticamente já desapareceu, está localizada a cerca de 120 km do litoral do Rio de Janeiro.

Valor do Seguro Dpvat não terá reajuste em 2012, garante Conselho Nacional

O valor do Seguro Dpvat, pago todos os anos por proprietários de veículos, não terá reajuste em 2012. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), ligado ao Ministério da Fazenda, que decidiu manter os valores cobrados em 2011. Este ano, os donos de veículos de passeio pagaram R$ 101,16 de prêmio do seguro Dpvat, as frotas de ônibus e micro-ônibus de aluguel e aprendizagem, R$ 396,49, de ônibus particulares, R$ 247,42, de caminhão e caminhonete, R$ 105,68. O maior valor do Dpvat, R$ 279,27, é cobrado dos proprietários de motos, porque é a categoria com maior número acidentes. O Seguro Dpvat é pago a quem sofre acidentes de trânsito. As indenizações são de R$ 13,5 mil em caso de morte, até R$ 13,5 mil por invalidez permanente e R$ 2,7 mil para reembolso de despesas médicas. De acordo com a Seguradora Líder, responsável pela operação do Dpvat, até outubro o seguro pagou R$ 1,876 bilhão em indenizações às vítimas de acidentes de trânsito ou seus beneficiários. O total é 16% maior que o valor pago no mesmo período de 2010. Em nota, o diretor-presidente da Seguradora Líder, Ricardo Xavier, disse que a decisão do governo de não reajustar o valor do prêmio não surpreendeu o setor e que o aumento da frota deve garantir o equilíbrio das contas do Dpvat. Do total arrecadado pelo seguro, 50% são destinados ao pagamento das indenizações. Mais 45% são repassados ao Ministério da Saúde, para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. O Ministério das Cidades recebe 5% para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Trabalhadores do setor aéreo ameaçam entrar em greve

As negociações salariais dos trabalhadores do setor aéreo com as companhias aéreas terminaram em impasse nesta terça-feira e os sindicatos ameaçam realizar greve neste fim de ano. Diante do impasse, a última reunião da rodada de negociações, prevista para o próximo dia 7, foi cancelada. Segundo o presidente da Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil), Celso Klafke, a categoria foi "surpreendida" com a falta de disposição das companhias para negociar. "Nós diminuímos a nossa pedida salarial e retiramos o estado de greve, mas o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) não quis negociar." Os trabalhadores reduziram de 20% para 14% a demanda por reajuste no piso salarial e de 13% para 10% nas demais faixas. O Snea manteve a posição de 3% de reajuste. "O IBGE divulgou um estudo recente dizendo que as passagens aumentaram 56% este ano e eles as empresas querem repor nem metade da inflação nos últimos doze meses", disse Klafke. A Fentac, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores) representa seis sindicatos, entre eles os sindicatos nacionais dos aeronautas e dos aeroviários.
 
A greve pode atngir tanto funcionários que operam dentro dos aviões, como os comissários de bordo, quanto os de terra, como os trabalhadores responsáveis pela movimentação das bagagens.
 
Diante do impasse, o sindicato voltou para a condição de estado de greve, o que significa que a decisão de realizar uma eventual paralisação já está previamente aprovada pelos sindicatos. Segundo Klafke, nos próximos dias, as lideranças dos seis sindicatos vão se reunir com as bases para discutir a data para inicio da paralisação. Durante as negociações salariais do ano passado, os trabalhadores foram impedidos de realizar greve por decisão da Justiça do Trabalho. Segundo Kafkle, para não serem surpreendidos por decisões semelhantes, o sindicato está em contato com o Ministério Público do Trabalho. "Fizemos alguns movimentos preventivos junto ao Judiciário. O que houve no ano passado foi uma ilegalidade. Como o sindicato patronal rompeu as negociações e provocou o impasse, não temos outra alternativa", disse. O Snea afirmou, por meio de sua assessoria, que as companhias mantêm a posição em face dos prejuízos apurados pelo setor. No terceiro trimestre, TAM e Gol juntas tiveram prejuízo de R$ 1,1 bilhão. O prejuízo reflete, principalmente, a valorização do real frente ao dólar. O Snea lembrou ainda que nos últimos seis anos os trabalhadores obtiveram reposição salarial mais aumento real de 9%.  Os sindicalistas contestam o argumento do prejuízo. 
"O prejuízo das empresas aéreas no terceiro trimestre é contábil e pode se transformar novamente em lucro com uma mudança no câmbio", disse Klafke.

Ministro quer transparência no pagamento de juros pelos consumidores

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, quer transparência no total de juros pagos pelos consumidores em compras a prazo. A preocupação é com os gastos do maior estrato social do Brasil e principal público consumidor, a chamada nova classe média - formada por 95 milhões de pessoas, com 31 milhões de emergentes na década passada.
 
Um estudo apresentado pela SAE esta semana, durante o 3º Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, revela que o segmento, responsável por R$ 1,1 trilhão do movimento do mercado interno, “está pagando de juros R$ 100 bilhões e a percepção que tem, declarada ao IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], é que está pagando R$ 3 bi”, disse Moreira Franco, ao sair da gravação do programa de rádio Bom Dia, Ministro; produzido pela EBC Serviços e pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
“Por falta de transparência na apresentação dessas informações, de quanto efetivamente de juros está pagando, ela [a classe média] está achando que está fazendo uma compra excepcionalmente boa quando não está. Os juros já estão embutidos no preço”, salientou ao defender também que os impostos sejam discriminados à parte. “Eu sou favorável que tenha uma nota fiscal que haja essa discriminação como em outros países.”
 
Segundo dados do Banco Central, os juros pré-fixados a pessoas físicas estão em 47% ao ano, a maior taxa desde maio de 2009. Moreira prevê um esforço do governo federal “no sentido de criar um ambiente propício a que haja mais transparência nas informações. São medidas de políticas dessa natureza que nós vamos ter que começar a cuidar”.
 
Na avaliação do ministro, a manutenção da nova classe média em um padrão de vida estável começa a depender mais de medidas econômicas do que de iniciativas na área social. “Quando eu digo que não está mais no âmbito da política social, mas na política econômica, isso significa que nós vamos ter que encontrar no aparato de instrumentos na área econômica aquelas iniciativas que nos permitirão enfrentar determinados problemas.”
 
De acordo com Moreira Franco, o governo continua preocupado com os estratos mais pobres e prepara uma nova política pública para 11 milhões de crianças na primeira infância (de até 3 anos e 11 meses).
A política está sendo traçada pela SAE em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Social, Educação, Saúde e Direitos Humanos e, após as discussões técnicas, seguirá para a Casa Civil. Durante o programa, Moreira Franco apenas adiantou que a intenção do governo é que as mães “tenham uma única porta de entrada” para acessar programas sociais.
 
A SAE também estuda o problema da alta rotatividade da mão de obra no Brasil, relacionada a trabalhadores com rendimento de até dois salários mínimos. Em sua opinião, o fenômeno de desligamento precoce de trabalhadores afeta a produtividade. “Existe uma cultura que precisamos quebrar. Para aumentar a produtividade é preciso que aumente o tempo de emprego”, defendeu.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Projetos tentam reduzir perda do trabalhador com o FGTS

A lucratividade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tem despertado cada vez mais a cobiça do governo e do Congresso. Como os ganhos não são compartilhados com os cotistas, o dinheiro é visto, pelo Planalto, como fonte de recursos para financiar obras públicas. Para agradar a possíveis eleitores, os parlamentares apresentaram propostas para facilitar os saques ou melhorar a rentabilidade, que atualmente perde de longe para a inflação. Somente na Câmara dos Deputados existem mais de 200 projetos para promover algum tipo de alteração nas regras de saque ou remuneração das contas ativas de trabalhadores. 

As propostas vão do uso do FGTS para compra de lotes para construir a casa própria assim como para financiamento do ensino do cotista, pagamento de tributos e despesas hospitalares. Outra iniciativa sugere liberação do valor depositado para o caso de nascimento de filho ou casamento. Atualmente, o recurso pode ser sacado em circunstâncias restritas, como casos de demissão sem justa causa ou aposentadoria e para compra da casa própria. No ano passado, o lucro do fundo foi de R$ 5,4 bilhões. Mas os trabalhadores tiveram prejuízo porque as cotas do FGTS renderam apenas 3% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) - o que gerou um rendimento de 3,66%. Enquanto isso, a inflação acumulada em 2010 foi de 5,19%. 

Essa situação deve se repetir em 2011. Pela estimativa de Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, este ano, se confirmada a projeção de inflação pelo IPCA de 6,5% e a remuneração de 4,29% dos depósitos do FGTS, os trabalhadores podem contar com uma perda real de 2,21%. Distribuição. Foi com o objetivo de reduzir as perdas do trabalhador que a senadora Marta Suplicy (PT-SP) propôs a distribuição do lucro, tendo em vista que o patrimônio líquido do FGTS cresceu 21,8% em 2008, em relação a 2007, e 9,3% em 2009, na comparação com o ano anterior. Nesse caso, pelo menos 50% do lucro seria distribuído aos cotistas do fundo. Para técnicos do governo, existe a necessidade de se negociar uma proposta para que os trabalhadores se beneficiem do elevado lucro do FGTS, porém, propõem que o limite de repasse seja de no máximo 50%. Isso seria necessário para que as políticas públicas - investimentos em habitação e saneamento básico - não percam recursos. A Força Sindical vai propor uma mesa de negociação envolvendo representantes das centrais, empresários e governo para elaboração de um projeto de lei sobre o assunto. Para o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a medida é um importante instrumento de distribuição de renda, e vai ajudar a fomentar o mercado interno. Para Jacy Afonso de Melo, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Conselho Curador do FGTS, além da distribuição dos lucros, é preciso mudar a forma de remuneração das contas para, pelo menos, 6% ao ano mais a variação da TR, o que equipararia a rentabilidade do Fundo à da caderneta de poupança. O debate em torno da distribuição de dividendos do FGTS para o cotista deve se intensificar ainda mais nos próximos meses. A partir de junho de 2012, serão retirados da contabilidade do FGTS os registros da antecipação dos pagamentos de diferença de planos econômicos como o Verão e o Collor I. Com isso, a lucratividade do fundo será ainda maior no próximo ano. Na avaliação de alguns técnicos do governo, a mudança pode abrir espaço para uma negociação sobre distribuição de dividendos do FGTS para os cotistas.

Usar o 13º para pagar dívidas garante controle das finanças

Além do décimo terceiro existe um lugar bonito e tranquilo para viver em paz. O abono de Natal significa, no orçamento de uma grande parte dos trabalhadores, essa oportunidade de deixar as turbulências financeiras para trás, finalmente colocar as contas em ordem e voltar a dormir com tranquilidade.  "Acertar as pendências requer bastante critério e estratégia, entretanto. Na euforia de resolver suas dificuldades, muitas famílias acabam fechando maus negócios", diz Ricardo Fairbanks, da consultoria Dinheiro em Foco.  Antes de partir para os ajustes, é fundamental fazer uma reunião com todos da casa e discutir o problema, pois o esforço de reequilibrar as obrigações é eficiente quando envolve os parceiros e as crianças.  No caso de já haver faturas vencidas, deve-se procurar os credores e tentar um reescalonamento dos valores.  Geralmente, empresas e instituições financeiras dão bons descontos nos encargos sobre os atrasos e ainda oferecem um parcelamento. 
 
"O primeiro mandamento da conciliação é jamais assumir um acordo que não se tem efetivas condições de cumprir no médio e no longo prazo", ensina Reinaldo Domingos, terapeuta financeiro e autor do manual "Livre-se das Dívidas" (Editora Dsop).  Por esse motivo, o devedor precisa pechinchar sobre a oferta inicial de quem o está cobrando e analisar com cuidado qual é a brecha nas suas despesas mensais na qual encaixará o novo débito.  Outra solução é solicitar um empréstimo pessoal de taxa menor e prazo de pagamento longo para quitar os débitos que cobram taxas elevadas, como o cartão de crédito e o cheque especial.  Apenas limpar o nome para poder realizar as compras de Natal é um objetivo a avaliar com cuidado. "Sem uma verdadeira mudança na maneira como receitas e despesas são organizadas, corre-se o risco de nunca sair da ciranda de preocupações", diz Emanuel Gonçalves da Silva, fundador da consultoria SOS Dívidas. Existem ainda as famílias que não deixaram atrasar nenhuma conta, mas estão sentindo as operações de crédito sufocarem-nas --encontram-se, portanto, em uma zona de alto risco, pois qualquer imprevisto leva ao caos. Usar os recursos extras desta época do ano para melhorar as condições dos seus compromissos é uma ideia interessante. Porém, os especialistas não recomendam sair saldando indiscriminadamente todas as dívidas com o décimo terceiro. Só vale eliminar as mais caras e de prestações que fogem ao controle.  Para sanear o balanço, uma ideia é recorrer ao empréstimo consignado, cujos juros são inferiores aos das outras modalidades. A maioria dos bancos não costuma rearranjar financiamentos de quem não está inadimplente. Uma tática empregada em último caso, então, é deixar as faturas expirarem e forçar uma conversa --com o prejuízo de ir para o cadastro dos caloteiros.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Brasil não vai exportar empregos

A presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não vai exportar empregos. "Não vamos permitir porque nosso compromisso é com a grandeza do nosso país, e para um país ser grande seu povo tem que ter acesso a emprego." A declaração foi feita a um grupo de trabalhadores da indústria naval, na cerimônia de entrega do primeiro navio construído no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras, o "Celso Furtado". Dilma Rousseff fez questão de recordar a crise que a indústria naval brasileira enfrentou ao longo de décadas. "Quando o presidente Lula chegou ao governo, a indústria naval estava paralisada." Esse navio entregue à Transpetro é um dos 49 previstos no Promef, criado pela estatal para impulsionar a indústria naval brasileira. 

Lembrando Furtado.  Dilma lembrou Celso Furtado: "No Brasil, muita gente dizia que dava para crescer, mas que poucos ficariam ricos. Celso Furtado disse que crescimento era uma coisa e desenvolvimento era outra, que País só se desenvolveria se o povo crescesse junto." O Celso Furtado é um navio-tanque com 183 metros de comprimento e capacidade para transportar 56 milhões de litros de combustível, como gasolina e óleo diesel. Além do Celso Furtado, três navios do Promef ainda estão sendo construídos: o Sérgio Buarque de Holanda e o Rômulo Almeida, no Estaleiro Mauá, e o João Cândido, no Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Lojas virtuais levam multa de R$ 1,74 milhão por não entregar produtos aos consumidores

Vender e não entregar é uma das mais graves falhas de qualquer loja. Por esse motivo, a Fundação Procon-SP notificou a empresa B2W, dona das lojas virtuais Submarino, Americanas.com e Shoptime, e ela pode levar uma multa de R$ 1,74 milhão e ser obrigada a deixar os sites fora do ar por 72 horas. A empresa pode recorrer. A decisão em primeiro grau – por isso cabe o recurso – é uma medida administrativa para evitar que a empresa continue falhando em entregar os produtos comprados pelos clientes, segundo o Procon. A B2W foi procurada, mas não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (10) do Diário Oficial do Estado de SP. Segundo a fundação de defesa do consumidor, a B2W teve um aumento de 246% do número de reclamações entre o segundo semestre de 2010 até a primeira metade do ano. O total de denúncias passou de 1.479 atendimentos para 3.635 atendimentos. O recurso deverá ser apresentado em até 15 dias. Se confirmada a decisão do Procon-SP, a empresa não poderá vender nada nos sites das Americanas.com, Shoptime e Submarino no Estado. A multa deverá ser de R$ 1.744.320. O consumidor que tiver problema com entrega de produto e serviços deve procurar um dos postos da Fundação Procon-SP. Para fazer uma denúncia, o consumidor pode pedir orientações pelo telefone 151 ou ir pessoalmente a um dos postos do Procon-SP que ficam no Poupatempo Sé, Santo Amaro e Itaquera, de segunda à sexta-feira (7h às 19h) e aos sábados (7h às 13h).

Dívidas são 41% do salário do brasileiro

A dívida dos brasileiros cresceu muito nos últimos anos, mas o tema não preocupa o Banco Central. Isso porque o aumento da renda dos trabalhadores, financiamentos mais longos e juros um pouco menores fazem com que o pagamento mensal desses empréstimos continue praticamente estável, próximo de 20% do salário. Levando às últimas consequências a máxima da "parcela que cabe no bolso", as pessoas físicas estão devendo mais, mas continuam pagando parcelas parecidas nos últimos cinco anos. Dados apresentados ontem pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, mostram que os brasileiros têm, na média, uma dívida total que equivale a 41,3% do salário. Esse valor cresce ininterruptamente desde 2006, quando o total dos empréstimos correspondia a menos de 25% da renda. Ou seja, o endividamento médio dos clientes dos bancos quase dobrou em cinco anos. Apesar disso, brasileiros seguem destinando cerca de um quinto da renda ao pagamento mensal dessas dívidas. O último dado disponível mostra que famílias usam todo mês 21,1% do salário para pagar financiamentos. Essa fatia destinada a carnês e boletos está praticamente estável desde 2006, período em que o comprometimento gira em torno de 20%. "Percebe-se que o endividamento das famílias cresce, mas o comprometimento da renda tem se mantido", disse o diretor do BC em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado sobre o endividamento dos consumidores. Aos poucos senadores presentes, Araújo disse que o Banco Central não vê o tema com preocupação. O diretor do BC explicou que a dívida total cresceu, mas as parcelas seguem parecidas proporcionalmente porque o prazo dos financiamentos cresceu e os juros têm caído. Além disso, o aumento de renda também explica os pagamentos mensais parecidos. Renovação. Teoricamente, a dívida dos brasileiros poderia ser quitada rapidamente, em dois meses - já que o endividamento médio é de 41% do salário e mensalmente paga-se metade desse montante. Isso, porém, não ocorre porque muitos clientes tomam um novo empréstimo assim que a dívida antiga é quitada. Durante a audiência, o número do Banco Central foi questionado pelo economista José Marcio Camargo. Convidado como um dos debatedores na audiência, o professor da PUC do Rio disse que o tema preocupa e apresentou números diferentes: para ele, o pagamento mensal das dívidas consome 43,3% do salário dos brasileiros - mais que o dobro do apontado pelo Banco Central. Segundo ele, a fatia destinada ao pagamento das dívidas é maior porque inclui compras parceladas sem juros no cartão de crédito e algumas operações no cheque especial, transações que não são incluídas no conceito usado pelo Banco Central. Apesar da preocupação, Camargo avalia que o Brasil está longe de uma situação de crise de crédito, como nos Estados Unidos e na Europa. Pleno emprego. Em tempos de crise e desemprego recorde nos países desenvolvidos, Carlos Hamilton Araújo disse que a recente evolução do mercado de trabalho nacional aponta para uma situação que se aproxima do pleno emprego. "O Brasil vive um momento certamente muito próximo do que os economistas acham que é o pleno emprego", disse o diretor do BC. Outro ponto destacado é que os salários aumentaram. Para o diretor do Banco Central, os indicadores de massa salarial apresentam "aumento substancial" nos últimos anos.
"O mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda repercutem na confiança dos consumidores, que ficam mais propensos a tomar crédito", afirmou, ao explicar uma das principais razões do aumento do endividamento das famílias nos últimos anos.

Tarifa de energia baixará 2,4% em 2012

A conta de luz dos consumidores terá uma redução média de 2,4% a partir de 2012, depois de as 63 distribuidoras do país passarem pela terceira revisão de suas tarifas. Uma conta de luz no valor de R$ 100 passará a ter valor de R$ 97,60. O cálculo é da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica) com base nos novos critérios para a revisão definidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Edvaldo Santana, diretor da Aneel, disse que esse cálculo é "factível". O pequeno corte na tarifa, após um ano de discussões, não surpreendeu. "No fim das contas, a diferença será pequena para os consumidores, apesar do aperto que as distribuidoras terão. Isso vai drenar investimentos", disse Nelson Fonseca Leite, presidente da Abradee. Os consumidores podem não ter o que comemorar. As distribuidoras saíram da reunião com a agência dizendo que a decisão da Aneel aumenta o risco de piora do serviço, o que seria "consequência" natural do corte do investimento. A agência tentou evitar essa possibilidade, vinculando eficiência no serviço com repasse integral dos reajustes. Quem for menos eficiente será punido com a autorização para um repasse menor. MENOS NO CAIXA. A Abradee diz que o setor vai perder R$ 3 bilhões em geração de caixa, de R$ 13,7 bilhões para R$ 10,7 bilhões. Parte dos investimentos sai desses recursos. A outra parte vem do aporte de investidores, que também podem reduzir o fluxo de capital na atividade de distribuição depois que a Aneel reduziu de 9,95% para 7,5% a remuneração. A Cemig, uma das maiores concessionárias do país -com 7 milhões de consumidores-, estima que o Ebtida (lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização) da distribuidora será reduzido em R$ 300 milhões. "No balanço de toda a Cemig, isso será inferior a 10%, mas o grande efeito será o nível de investimento", disse Luiz Fernando Rolla, diretor de finanças da estatal. A Cemig investe R$ 1,8 bilhão atualmente, incluindo projetos para a Copa de 2014. Mas a expectativa, pós-revisão, é que o investimento seja de R$ 600 milhões. Ele também afirma que a "consequência" pode ser a piora na qualidade dos serviços prestados.

Orçamento preliminar de 2012 incentiva a gastança de verbas públicas

Em uma clara demonstração de força diante dos constantes pedidos da presidente Dilma Rousseff para a manutenção da responsabilidade fiscal, o Congresso Nacional aprovou ontem (10) o relatório preliminar do Orçamento de 2012, que amplia os gastos públicos. Abriram-se as portas para aumentos salariais dos servidores — sobretudo os do Judiciário — e para a concessão de ganhos reais (acima da inflação) a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima de um salário mínimo. Estima-se que, se todos os pleitos de reajustes que chegaram à Comissão do Orçamento forem atendidos, a fatura extra será de R$ 20 bilhões. Apesar de não cravar nenhum percentual para os aumentos — os servidores pedem correção de até 56% —, o relator do projeto de lei, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), adoçou a boca de seus pares e ampliou, de R$ 13 milhões para R$ 15 milhões, o valor que cada parlamentar poderá destinar em emendas paroquiais. Também garantiu um reajuste mais generoso para o salário mínimo — que deve subir de R$ 545 para R$ 622,20 em janeiro do que vem. A estimativa do governo era de R$ 619,21, mas os parlamentares fizeram as contas com base numa inflação mais alta dos últimos 12 meses, de 5,8% para 6,4%. Ao sinalizar a possibilidade de aumentos salariais, os integrantes da Comissão de Orçamento jogaram para o governo o desgaste de qualquer veto aos servidores e aos aposentados. Esse último grupo pleiteia reajuste de 11,7%, o que, se acatado, garantirá um ganho real de 5%. Além de convencer a presidente Dilma, eles terão de brigar com os estados exportadores por uma verba total de R$ 13,5 bilhões. Os governadores exigem a compensação de tributos da antiga Lei Kandir — algo em torno de R$ 3,9 bilhões. Arrecadação menor
Essa verba de R$ 13,5 bilhões é decorrente de uma reestimativa das receitas da ordem de R$ 26,1 bilhões. O problema é que, por conta das turbulências externas, o cenário aponta para uma menor arrecadação em 2012 em relação ao que o governo tinha inserido na proposta orçamentária original. Com a revisão do valor do salário mínimo, o custo para as contas da Previdência Social saltará de R$ 22,7 bilhões para R$ 24 bilhões. Mas esses números só serão confirmados depois da divulgação dos novos indicadores econômicos, que incluem a previsão do crescimento da economia e a taxa básica de juros (Selic), a ser feita no dia 20. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou que a situação exige austeridade e que o Congresso não deve autorizar reajustes acima da inflação. “Não podemos permitir aumento de gastos para qualquer setor neste momento”, disse. Como elevou as receitas previstas, o relator já avisou que haverá contingenciamento dos gastos em 2012, se o governo quiser cumprir a meta cheia de superavit primário (economia para o pagamento de juros da dívida), de R$ 139,8 bilhões — 3,08% do PIB. “A meta pode ser abatida em R$ 25,6 bilhões, que é o valor relativo a despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas o governo tem a disposição de fazer a meta sem esse abatimento”, observou. O governo terá de dar uma tesourada, na melhor das hipóteses, de R$ 51 bilhões. Em uma perspectiva pessimista, ela chegará a R$ 60 bilhões. Apesar de Chinaglia ter ampliado em R$ 1,19 milhão o valor das emendas individuais, com R$ 15 milhões para cada parlamentar, nada garante que Dilma vá autorizar o uso desse dinheiro. Nos últimos anos, as primeiras rubricas que sofreram cortes foram justamente as emendas. Com a barriga. O principal ponto de conflito durante a votação do relatório foi o reajuste dos aposentados e dos servidores do Judiciário. A Comissão rejeitou emenda do deputado Pauderney Avelino (AM), que destinava R$ 1,467 bilhão para garantir as duas primeiras parcelas de aumento do Judiciário em 2012. Chinaglia pediu a rejeição da proposta e foi acompanhado pela liderança do governo. “Dessa forma, eles estão empurrando a decisão com a barriga, para o apagar das luzes”, criticou Antônio dos Anjos Melquíades, coordenador executivo da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe).

Juros são os mais baixos desde 1995 em outubro

O consumidor pagou os menores juros da história em outubro ao pedir dinheiro emprestado ou crédito na praça para comprar o carro novo ou trocar a geladeira da casa. Praticamente todas as taxas diminuíram no mês passado, como mostra uma pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada ontem (10). Entre agosto e setembro, a taxa de juros média passou de 6,69% ao mês (117,5% ao ano) para 6,6% (115,3% ao ano). Em uma conta simples, equivale a dizer que quem pegou R$ 100 de crédito no país no mês passado, pagaria sobre esse valor quase R$ 6,60 só de juros. Um mês antes, era mais de R$ 6,70 pelo empréstimo. Das sete linhas de crédito ao consumidor pesquisadas, quatro têm as menores taxas já vistas. Isso significa que, apesar de os juros básicos do país ainda estarem altos (a Selic está em 11,5% ao ano), bancos, financeiras e o comércio em geral têm baixado o custo do dinheiro para manter os negócios funcionando. O CDC (Crédito Direto ao Consumidor) oferecido por bancos ficou no menor valor da história, 2,16% ao mês (29,23% ao ano), assim como o comércio, com 5,44% ao mês (88,83% ao ano).O mesmo ocorreu com os empréstimos de financeiras e de bancos, que cobraram taxas de 8,76% ao mês (173,92% ao ano) e 4,31% ao mês (65,92% ao ano), respectivamente. A medalha de ouro do crédito caro continuou com o cartão de crédito, que mantém a mesma taxa de 10,69% ao mês (238,30% ao ano) pelo menos desde fevereiro de 2010. Apesar de também ter ficado menor entre agosto e setembro, o cheque especial cobra a segunda maior taxa entre as modalidades de crédito. Os juros somam 8,21% ao mês (157,76% ao ano) em outubro/2011. De acordo com o economista e coordenador de estudos da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas reduções podem ser atribuídas a quatro fatores: o bom momento que passa a economia brasileira, mesmo com a pequena redução da atividade econômica, e a maior oferta de crédito. - O ritmo dos empréstimos cresceu 21,9% em 12 meses e atinge hoje quase metade [48,4%] do PIB [Produto Interno Bruto, a soma das riquezas do país], há maior competição no sistema financeiro e queda da taxa básica de juros Selic em outubro. Oliveira diz que as taxas de juros devem voltar a cair nos próximos meses por causa das prováveis reduções da taxa básica de juros nas próximas reuniões do BC no fim deste mês e em 2012.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bancos já começaram processo de prova de vida para aposentados do INSS

Parte dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que recebem por meio de poupança ou conta corrente, já pode fazer a prova de vida nos bancos. O recadastramento é obrigatório a todos os 28 milhões de segurados como forma de evitar fraudes. Quem não realizar o processo corre o risco de perder o benefício. De acordo com a agenda da Previdência Social, o início da prova de vida está marcado para janeiro, mas o R7 apurou que algumas instituições financeiras já deram início ao procedimento. O Bradesco foi uma das instituições que adiantaram o recadastramento e atendeu mais de cinco milhões de segurados por meio do sistema de biometria (leitura da palma das mãos) nos caixas eletrônicos. Já o HSBC, que faz o pagamento para cerca de 900 mil beneficiários por mês, adiantou o atendimento apenas aos segurados que recebem por meio do cartão magnético. Correntistas do banco terão que esperar até março para a comprovação de vida. A instituição informou que os beneficiários estão sendo avisados, com até 60 dias de antecedência, sobre a data que devem comparecer à agência através de mensagens nos caixas automáticos. O banco não fará comprovação de vida em caixas eletrônicos. Em todos os casos e instituições bancárias o beneficiário deve se identificar com documento com foto em qualquer agência, desde que este seja o seu banco pagador.  Outros bancos, como Santander, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Caixa Econômica Federal vão seguir o prazo dado pela Previdência Social e prometem iniciar o atendimento aos segurados em janeiro. Abaixo, acompanhe os detalhes para cada uma das instituições bancárias: Quem recebe no Santander . No primeiro mês de 2012, o Santander começa a comunicar os aposentados e pensionistas sobre a data de comparecimento nas agências bancárias. Por isso, o atendimento mesmo só deve começar em março. O processo deverá ser feito aos beneficiários que recebem o benefício por meio de conta correte ou poupança, já que os casos de cartão magnético já realizam o processo ao longo do ano. Os beneficiários deverão comparecer em uma agência bancária diante de um funcionário, ou seja, não haverá atendimento automático. Banco do Brasil . Os segurados que recebem o benefício no Banco do Brasil devem ser comunicados nas agências bancárias sobre a necessidade de comparecimento para a comprovação de vida também a partir de janeiro. Segurados correntistas deverão levar RG, CPF(Cadastro de Pessoa Física) e comprovante de residência em qualquer agência do Banco do Brasil.Caixa Econômica Federal . O processo de prova de vida para os beneficiários do INSS começa em março de 2012 com a convocação via mensagem os rodapés dos extratos e saques realizados. O beneficiário terá um mês para comprovar que está vivo após o início das mensagens em qualquer agência da Caixa. Para isso, ele deve levar o cartão da conta e um documento de identificação com foto que poder ser: RG, Carteira de Trabalho ou Carteira Nacional de Habilitação.  Itaú Unibanco O recadastramento dos mais de dois milhões de beneficiários do INSS que recebem por meio de conta corrente está sendo preparado, mas ainda não há uma data para começar o atendimento. Os clientes serão informados por meio dos canais de relacionamento. Para os não clientes ainda não há nada decidido. Recadastramento por procuração. Nos casos em que o segurado não puder comparecer ao censo por motivos de doença ou dificuldade de locomoção, entre outras situações, o procurador indicado pode procurar a agência para informar o caso ao INSS. O instituto enviará um servidor à residência do segurado.A Febraban esclarece que o processo para a implantação da prova de vida dos beneficiários do INSS, que são correntistas de bancos, ainda está em fase de definição junto ao órgão previdenciário. O processo de implantação ocorrerá em 180 dias após a conclusão desses trabalhos. - Esse processo demanda significativos ajustes técnicos, tanto por parte dos bancos pagadores, quanto do INSS, afirma a federação, em nota. A comprovação por meio de representantes legais está prevista no parágrafo 2º do artigo 1º da resolução 141 de 2011. 

Consumidor continua comprando acima de suas condições

Mesmo com o arrefecimento da expansão das vendas no comércio varejista, o consumidor brasileiro continua comprando acima da sua capacidade, avaliou nesta terça-feira, 8, o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro. Em outubro, a inadimplência nas vendas a prazo aumentou 4,78%, pelo nono mês consecutivo na comparação com 2010. No acumulado do ano, a inadimplência registra aumento de 5,21% ante 2010. "O processo inflacionário vem corroendo a renda do trabalhador, principalmente a inflação dos serviços. Com isso, sobram menos recursos para o consumo de bens", disse Pellizzaro. Ainda assim, destacou o executivo, o ritmo de crescimento da inadimplência diminuiu em outubro, em relação aos meses anteriores. Para Pellizzaro, o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário em novembro deve impulsionar a chamada recuperação de crédito, medida pela quantidade de consumidores que conseguem limpar o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Mesmo assim, as vendas no Natal não devem ser tão boas quanto às do ano passado."Esperamos um Natal bom, com aumento de 6% a 7% nas vendas, mas aquém da expansão de 11% registrada em 2010", estimou o executivo. Segundo ele, as vendas de eletroeletrônicos devem ser as mais afetadas no período, mas o aumento do salário mínimo previsto para o começo do próximo ano deve assegurar parte das vendas a prazo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Economia irá crescer entre 4% e 5% em 2012, diz Fazenda

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem (7) que a economia brasileira irá crescer entre 4% e 5% em 2012, mantidos os parâmetros atuais e sem um novo agravamento da crise europeia.  Tal ritmo, diz, será sustentado mesmo com a permanência do superavit primário de 3,1% do PIB e a meta central de inflação de 4,5%. O secretário avalia, porém, que é possível atingir uma expansão maior, na casa de 5%, graças à aceleração de programas de investimento do governo, como o PAC 2 e o Minha Casa, Minha Vida 2, que se iniciam agora.  "Será possível se não houver um agravamento da crise", disse Barbosa, após palestra no BNDES. A previsão de crescimento de 5% em 2012 consta da proposta orçamentária enviada pelo Executivo ao Congresso em agosto. Barbosa não acredita que o número seja revisado para baixo em janeiro, quando o Orçamento volta para o governo após passar pelo legislativo. Para 2011, Barbosa avalia que o crescimento ficará entre 3% e 4%, dependendo especialmente do ritmo de expansão deste último trimestre. O secretário crê numa aceleração da economia, após uma freada que aconteceu no terceiro trimestre.

Seis em cada dez consumidores usarão o 13º para pagar as dívidas

O pagamento do 13º já tem destino certo para a maior parte dos consumidores brasileiros. Seis em cada dez vão usar o benefício, que será pago em duas parcelas nos dias 30 de novembro e 20 de dezembro, para quitar as dívidas. O número faz parte de uma pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento ouviu 631 consumidores de todas as classes sociais durante o mês de outubro de 2011. Desses, 60% pretendem utilizar o 13º para o pagamento de dívidas já contraídas ao longo de 2011. Esse número é maior do que o visto no ano passado. No país, 7 em cada 10 (70%) têm dívidas contraídas no cheque especial e no cartão de crédito. Esses serão o maior ralo da grana do 13º. O cartão de crédito é a linha de crédito com maior peso na composição da dívida em aberto dos consumidores: 39% do total contra 37% do limite da conta. Para Miguel de Oliveira, coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac, a redução da atividade econômica e inflação mais elevada fizeram efeito no endividamento dos consumidores. E isso vai aparecer também no resultado das compras do fim do ano. Houve uma redução de 10,5% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes, demonstrando maiores dificuldades e preocupações dos consumidores com os gastos neste ano. E houve uma redução de 33,3% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º salário para compra e reforma de suas residências. Assim como ocorreu em 2010, neste ano os produtos que mais vão atrair os recursos do 13º salário serão: eletroeletrônicos com 74%, celulares com 72% e roupas, 68%. A pesquisa demonstra claramente a preocupação dos consumidores com seus gastos neste ano. Houve um aumento no número de consumidores que pretendem gastar valores menores neste Natal e uma redução nos que pretendem gastar os maiores valores. Assim, em 2011, 72% dos consumidores pretendem gastar no natal até R$ 500, contra 67% em 2010. Aumentou a quantidade de consumidores que pretendem gastar até R$ 5.000 e reduziu a dos que pretendem gastar entre R$ 500 e R$ 2.000.

Trabalhadores enfrentam dificuldades para conseguir se aposentar

Após uma vida inteira de trabalho, a tão sonhada aposentadoria pode se tornar um pesadelo. Além disso, muitos dos que já conseguiram receber o benefício acabam voltando ao mercado de trabalho quando veem que o dinheiro ficou curto. Para muitos aposentados, a dificuldade em conseguir a aposentadoria está no descaso e na falta de informação. Como a secretária Vera, que já foi a quatro agências do INSS e não conseguiu resolver a situação. Na pasta de documentos, diz ela, sempre falta algum papel. - A gente realmente se sente humilhada de tanto descaso que eles fazem com a gente. E as pessoas [funcionários do INSS] deveriam ter mais consideração também e explicar as coisas direito. Em todo o Estado são realizados cerca de 50 mil atendimentos por dia. A superintendente regional do INSS em São Paulo, Dulcina Aguiar, alega que o tempo médio de concessão de aposentadoria é de 22 dias. Os processos que demoram um pouco mais normalmente apresentan algum tipo de problema, diz ela.  Se a pessoa apresentou algum documento com rasura ou se ela declara que tem algum vínculo que não apareceu no nosso sistema, nós somos obrigados a fazer exigências. Muitas vezes ela demora para conseguir os documentos, e por esse motivo, alguns processos acabam demorando um tempo maior. O que fazer Antes de ligar para uma agência, o segurado deve se informar e tirar suas dúvidas pelo telefone 135 do INSS. Além disso, é preciso agendar dia e horário para de atendimento. As mulheres podem pedir o benefício por idade aos 60 anos. Já os homens têm de esperar até os 65 anos. Mas, para isso, ambos precisam ter contribuido mínimo 15 anos para a Previdência Social. Para a aposentadoria por tempo de contribuição são 30 anos para as mulheres e 35 para os homens. Carteira de trabalho, RG e CPF(Cadastro de Pessoa Física) são alguns dos documentos exigidos para dar entrada no processo do benefício. O valor da aposentadoria varia de um salário mínimo a R$ 3.691,74. Quem vai se aposentar por tempo de contribuição os especialistas alertam que é preciso saber a hora certa de tomar essa decisão. De acordo com o fator previdenciário, que é usado para calcular a aposentadoria, quanto mais cedo a pessoa se aposenta menos ela vai ganhar. A fórmula usada pelo INSS faz a média das maiores contribuições e divide o total pelo fator previdenciário.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Brasil é referência para 18 países no combate à fome

Nono doador de alimentos no mundo e responsável por uma série de programas de transferência de renda, o Brasil se tornou referência para o Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas (cuja sigla em inglês é WFP). No próximo dia 7, será inaugurado o primeiro Centro de Excelência Contra a Fome no Brasil, em Brasília, mas a festa vai ser em Salvador (na Bahia). O escritório comandará ações em 18 países – na América Latina, África e Ásia. A busca por ações conjuntas de erradicação da miséria e pelo fim das desigualdades sociais será tema de uma das reuniões da Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias no mundo), em Cannes, na França. Para Daniel Balaban, que assumirá a direção do Centro de Excelência Contra a Fome no Brasil, é fundamental que a comunidade internacional busque soluções para o combate à fome no planeta.  “A fome tem de ser o principal item da pauta do G20. É inadmissível chegarmos a 7 bilhões de habitantes no mundo e haver 1 bilhão passando fome. E passar fome significa não ter acesso aos alimentos. O problema está em todos os lugares do mundo. Mas no Sudeste da Ásia, principalmente em áreas da Índia e China, isso é mais grave ainda”, disse Balaban. Na tentativa de buscar soluções e minimizar a fome, o Programa Mundial de Alimentação, a maior agência da Organização das Nações Unidas (ONU), atua no mundo há 48 anos. Segundo dados da organização, são 80 países atendidos e cerca de 90 milhões de pessoas beneficiadas (por ano). Nas Américas, o Programa Mundial de Alimentação desenvolve ações na Bolívia, na Colômbia, em  Cuba, no Equador, em El Salvador, na Guatemala, no Haiti, em Honduras, na Nicarágua e no Peru. Para Balaban, é essencial o estímulo a investimentos em todos os países para ser possível a redução dos que passam fome no mundo. “O mais importante é estimular os investimentos em várias áreas, como as parcerias, a agricultura, o apoio aos programas de saúde e educação”, disse Balaban “Se o conjunto não for analisado, a tendência é acentuar o que ocorre atualmente: crianças e mulheres sofrem mais do que os outros grupos. Isso ocorre porque os homens deixam a família logo cedo e partem para as guerrilhas, por exemplo.”

Brasil fica em 84ª em ranking de desenvolvimento humano

O Brasil ocupa a 84ª posição no ranking do IDH 2011 (Índice de Desenvolvimento Humano), em uma lista que traz 187 países. O Brasil avançou uma posição em relação ao ano passado e tem desenvolvimento humano considerado alto, segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).  O IDH considera basicamente três aspectos: saúde, educação e renda. Para o Brasil, foram levados em conta os seguintes dados: 7,2 anos médios de estudo, 13,8 anos esperados de escolaridade, além de expectativa de vida de 73,5 anos. Em relação ao rendimento, foi registrada uma Renda Nacional Bruta per capita de US$ 10.162 (ajustados pelo poder de compra).  O IDH varia de 0 a 1 --quanto mais próximo a 1, melhor a posição do país no índice. Considerando a evolução do Brasil ao longo do tempo, o valor passou de 0,549 (em 1980) para 0,665 (em 2000), chegando neste ano ao patamar de 0,718. Embora se enquadre na categoria de país com desenvolvimento humano elevado, o Brasil fica atrás de dez países da América Latina. Na região, apenas Chile e Argentina têm desenvolvimento humano considerado muito elevado.  TOPO DO RANKING. No ranking deste ano, a Noruega voltou a ocupar a 1ª posição da lista, seguida por Austrália e Holanda. Os Estados Unidos ficaram em 4º lugar. Todos esses países têm desenvolvimento humano considerado muito elevado, de acordo com o relatório apresentado pelo Pnud. Na Noruega, por exemplo, a média de escolaridade é de 12,6 anos, enquanto no Brasil essa taxa fica em 7,2 anos. Todos os dez últimos colocados no ranking estão na África. A República Democrática do Congo ocupa a última posição (187ª), com o menor índice de desenvolvimento humano, seguida por Niger e Burundi. Nos últimos anos, cerca de 3 milhões de pessoas morreram vítimas da guerra na República Democrática do Congo, onde a esperança de vida ao nascer é de apenas 48,4 anos, segundo o relatório do Pnud. AJUSTE. Desde o ano passado, o Pnud divulga também o IDH-D (o IDH ajustado à desigualdade). Esse índice contabiliza a desigualdade na distribuição de renda, educação e saúde. Alguns países têm pontos "descontados", como é o caso do Brasil. O IDH do Brasil neste ano é 0,718, enquanto o índice ajustado à desigualdade fica em 0,519. Outro índice divulgado pelo relatório é o IDG (Índice de Desigualdade de Gênero), que se baseia em três pilares (saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica). No cálculo, são considerados dados como a mortalidade materna e a taxa de participação no mercado de trabalho.  Numa lista de 146 países, o Brasil ficou com a 80ª posição do IDG. Um dos aspectos que pesou foi o fato de o Brasil, segundo o relatório, ter apenas 9,6% dos assentos parlamentares ocupados por mulheres.