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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Consumidor deve ter cautela no uso de cheque especial e cartão de crédito

   Mesmo com as altas taxas de juros, o brasileiro continua a recorrer a créditos mais caros, como o cheque especial e o cartão de crédito. Segundo dados do BC (Banco Central), em junho, as concessões por essas duas modalidades representaram 60,8% do total para pessoas físicas, que chegou a R$ 75,203 bilhões.
 
Em junho, o cheque especial chegou a R$ 25,526 bilhões, contra R$ 22,781 bilhões registrados em igual mês de 2010. A média diária de concessões em junho deste ano ficou em R$ 1,216 bilhão, contra R$ 1,085 bilhão de igual período de 2010.
 
Já o cartão de crédito ficou em R$ 20,176 bilhões, ante R$ 16,983 bilhões de junho do ano passado. A média diária passou de R$ 809 milhões, em junho de 2010, para R$ 961 milhões no mesmo mês deste ano.
 
De acordo com o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira, o cheque especial e o cartão de crédito são empréstimos mais fáceis de serem tomados porque estão pré-aprovados e disponíveis imediatamente para os clientes.
 
Entretanto, o custo dessas modalidades é muito elevado. Pelos dados da Anefac, a taxa de juros do cheque especial ficou em 10,69% ao mês em julho. No caso do cartão de crédito, os juros chegaram a 8,27%, acima da taxa média de 6,84%, e do crédito direto ao consumidor dos bancos em torno de 2,37% ao mês. 

Oliveira orienta os consumidores a negociar as taxas e os tipos de empréstimos com os bancos.

- Falta às pessoas saber que custa caro escolher essas modalidades. O cheque especial só deve ser usado em prazo curto e em situação emergencial

Crédito para quem não tem alternativa

O professor de economia da UnB (Universidade de Brasília) e consultor de finanças pessoais Newton Marques observa que, em geral, os consumidores usam cheque especial e cartão de crédito quando já não têm margem para tomar empréstimos com custo mais barato. Para ele, os consumidores devem fazer planejamento de suas contas.

O primeiro passo é analisar detalhadamente cada uma das despesas e reduzir os gastos que não são prioritários.

- É preciso cortar na carne. 

Quando o endividamento é alto, o consumidor pode vender bens, como o carro, para pagar as dívidas. 

- A regra é não pagar juros. 

O ideal é que, além de quitar as dívidas, o consumidor reserve pelo menos 10% da renda para aplicações e emergência.

Cautela aumenta com cenário internacional

Em cenário de incertezas no mercado internacional e de menor ritmo de crescimento da economia brasileira, o conselho dos especialistas é evitar dívidas. Isso porque um menor crescimento econômico pode levar trabalhadores do setor privado a perder o emprego e servidores públicos a ficar com reajustes salariais abaixo do esperado.

- É preciso segurar as despesas. 

O vice-presidente da Anefac também aconselha cautela. 

- É preciso evitar assumir dívidas de longo prazo. Nesta crise [econômica], a cada dia, há uma notícia pior, queda das bolsas. Não sabemos qual será a extensão desta crise no Brasil. 

Fonte: Record

Aposentados podem confirmar se irão receber revisão pelo teto

  Os aposentados e pensionistas do INSS podem verificar se irão receber o aumento da revisão pelo teto. O extrato de pagamento do benefício de agosto já foi liberado pelo Ministério da Previdência. O pagamento ocorrerá entre os dias 1º e 8 de setembro.
 
O documento pode ser consultado por meio do site do órgão. O banco no qual o aposentado recebe o benefício também concede o extrato, porém, o INSS informa que não são todos que já liberaram a consulta.
 
Com o holerite, o segurado deve comparar o pagamento da folha anterior com a atual. O reajuste pelo teto não virá detalhado porque o aumento foi incorporado no valor do benefício.

Inicialmente, o INSS divulgou que 117.135 aposentados, com benefício concedido entre 5 de abril de 1991 e 31 de dezembro de 2003, receberiam o aumento em setembro. O número, no entanto, mudou para 107.352, cerca de 10 mil a menos do que havia sido divulgado inicialmente.
 
O número foi reduzido porque, segundo a Previdência, alguns benefícios ainda estão sendo analisados para confirmar o direito à revisão.
 
O reajuste médio no país será de R$ 175 por benefício. Antes, o INSS havia divulgado que seria de R$ 240.
 
Além do reajuste pelo teto, o pagamento deste mês trará a primeira parcela do 13º salário e a diferença no valor do benefício referente à elevação do reajuste de 6,41%, concedido no início deste ano, para 6,47%. 

Fonte: Folha Online

Analistas elevam para 6,28% estimativa de inflação oficial em 2011

    A projeção de analistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, oscilou de 6,26% para 6,28%. Para 2012, a estimativa caiu pela terceira semana seguida, de 5,23% para 5,20%. As informações constam do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC), elaborada com base em estimativas do mercado financeiros para os principais indicadores da economia.
 
As projeções para 2011 e o próximo ano estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%.
 
Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso o principal instrumento é a taxa básica de juros, a Selic. Na avaliação dos analistas, essa taxa, atualmente em 12,50% ao ano, deve encerrar 2011 e 2012 no atual patamar.
 
O boletim Focus também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que deve ficar em 5,60%, este ano, contra os 5,62% previstos anteriormente. Para 2012, a projeção continua em 4,86%.
 
A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) permanece em 5,44%, neste ano. Para 2012, a projeção oscilou de 5% para 5,01%. No caso do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi mantida em 5,50%, este ano, e em 5,01%, em 2012. 

A estimativa dos analistas para os preços administrados continua em 5,30% em 2011 e em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo.

Fonte: Agência Brasil

Previdência privada cresce 26% no semestre

O aumento da renda e do emprego formal mantém em expansão o mercado de previdência privada no Brasil. E os novos problemas na economia mundial podem beneficiar ainda mais essas aplicações, com a procura por investimentos de menor risco.

Dados obtidos pela Folha mostram que a arrecadação dos planos de renda complementar subiu 25,6% no primeiro semestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 24,9 bilhões, de acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).
 
Apenas no mês de junho, o aumento de novos depósitos chegou a 56,5%.
 
"Esse crescimento é resultado da elevação da massa salarial. O fluxo de novos poupadores também tem crescido", afirma o professor do Insper Sérgio Machado.
 
Esses planos têm diversos modelos que podem ser escolhidos pelo cliente, entre os quais aplicações apenas em renda fixa ou com uma combinação entre fixa e variável -ao menos 51% dos recursos devem estar na renda fixa.
 
"Em épocas de volatilidade no mercado, a previdência é uma alternativa de fundo em que existe uma aplicação em renda variável, mas com risco reduzido", afirma Carolina de Molla, diretora de Vida e Previdência da SulAmérica.
 
Com o aumento das incertezas em relação ao crescimento da economia nos Estados Unidos e com a crise da dívida na Europa, a tendência é que investidores de todo o mundo se voltem para aplicações que são consideradas mais seguras.
 
"A insegurança tem dois efeitos: com aversão a risco, as pessoas tendem a procurar um investimento que garanta o futuro. Por outro lado, tendem a retardar suas decisões. Agora, é preciso ver como esses vetores vão interagir", diz Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi.

TIPOS DE PLANO

Hoje, as seguradoras comercializam dois tipos de planos de previdência privada: PGBL ou VGBL. Os recursos arrecadados com os clientes são depositados pela seguradora em um fundo, que fará os investimentos para as aplicações renderem.
 
A opção vai depender da renda do cliente.
 
O PGBL permite que o aplicador desconte o investimento em previdência de sua declaração de Imposto de Renda, com a limitação de até 12% de seus ganhos. Ou seja, é apropriado a quem faz a declaração completa do IR.
 
O VBGL, por sua vez, é mais indicado para quem faz a declaração simplificada ou é isento de IR, já que não tem benefício fiscal.
 
No caso do PGBL, porém, tanto os recursos depositados como seus rendimentos são tributados na hora do resgate, enquanto no VGBL apenas os ganhos sofrem incidência do imposto.
 
Nos últimos anos, o VGBL ganhou importância e, hoje, cresce mais que a outra opção de plano.
De acordo com os dados da Fenaprevi, o VGBL registrou crescimento de 30% no semestre, com arrecadação total de R$ 20,3 bilhões. Já o PGBL arrecadou R$ 2,9 bilhões no período, com expansão de 16,95%. 

Fonte: Folha Online

Empresário brasileiro ainda está otimista quanto ao acesso a crédito

   Os empresários brasileiros sentem que terão menos acesso a financiamento neste ano do que em 2010, mas, mesmo assim, estão entre os mais otimistas no mundo, segundo levantamento feito pelo International Business Report (IBR) da Grant Thornton.
 
Conforme a pesquisa, 50% dos executivos brasileiros acreditam que o financiamento será mais acessível, resultado bem acima da média global, de 34%, porém menor que o registrado em 2010, quando o otimismo atingia 68% dos empresários. Por outro lado, o percentual dos que acreditam que o acesso a financiamento será pior neste ano mais que dobrou, atingindo 20%.
 
Dos 39 países pesquisados, o otimismo foi maior entre os empresários da Geórgia (74%), Índia (74%), México (68%), Chile (63%) e Tailândia (60%). Na contramão, os executivos gregos (62%), holandeses (34%), Suíços (32%) e chineses (34%) acreditam que o acesso a crédito será menor. O México registrou o maior aumento no número de empresários que acham que o acesso a financiamento será melhor em 2011 (41%), seguido da Tailândia (37%) e Nova Zelândia (21%). A Grécia foi onde houve maior aumento no pessimismo, de 22%, refletindo a crise pela qual passa o país, seguido por Vietnã (15%) e África do Sul (13%).Na América Latina, a quantidade de empresários que acreditam em maior acesso a crédito aumentou 23 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano passado (55%) e na América do Norte houve crescimento de 31 pontos percentuais.

Enquanto nos países mais endividados da Europa (Portugal, Itália, Grécia e Espanha) houve redução de 19%.'Além dos acontecimentos recentes na economia global, os países emergentes da America Latina têm apresentado bons resultados corporativos. O acesso a financiamento é peça-chave no desenvolvimento das empresas privadas e faz parte dos seus planos de crescimento e metas', lembra Jobelino Locateli, CEO da Grant Thornton Brasil.'O percentual no Brasil fica acima das principais economias do mundo neste tópico, mas é imprescindível olhar o comportamento dos juros para garantir que esse sentimento siga até o final do ano,' observa Locateli. 

Fonte: Globo.com