A economia brasileira deverá crescer abaixo do seu potencial de 4,5% nos próximo dois anos, prevê a organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em relatório divulgado ontem, a organização projeta aumento de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 3,5% em 2012 e de 4% em 2013. Essa avaliação condiz com a opinião do mercado que critica o fato do País, principalmente, ter uma taxa de investimento pequena, em torno de 18% do PIB. No entanto, chama atenção a OCDE explicar que essas projeções dependem ainda de um cenário econômico global "relativamente favorável". Ou seja, que a pauta de exportação do País não seja afetada pelo agravamento da crise gerada pela fraca recuperação dos Estados Unidos e pelo endividamento soberano dos países europeus. "Há riscos negativos ao redor deste cenário, e o desempenho econômico do Brasil depende da materialização de um cenário relativamente favorável para a economia mundial", diz o relatório. "Se a crise piorar seremos afetados, já que haverá limitação do comércio entre Europa e China, sendo esse último nosso principal parceiro comercial", diz Osmar Visibelli, professor da Anhembi Morumbi, ao acrescentar que nossa balança comercial pode ser compensada pela venda de alimentos. Segundo a organização, a demanda interna, "estimulada por um investimento vigoroso, deverá provavelmente continuar sustentando a atividade econômica, mas deverá se atenuar progressivamente" em razão do aperto das políticas macroeconômicas. O professor de Economia da Fucape e especialista do Instituto Millenium, Cristiano Costa, comenta que um dos condicionantes para que o crescimento econômico seja menor que seu patamar de potencial é a junção da política fiscal com a monetária. "O governo, ao reduzir a taxa de juros [para os atuais 11,50%], sinaliza uma maior preocupação na expansão do PIB, do que em controlar a inflação. Podemos até crescer por volta de 3,5% dos próximos dois ou três anos, o que nem é um problema para o Brasil. Mas no futuro o governo vai ser obrigado a elevar a taxa de juros, novamente", prevê. Ele concorda que um agravamento da crise internacional terá efeitos desfavoráveis ao País. A crítica do especialista é maior no que diz respeito à administração do governo de Dilma Rousseff, opinião esta endossada por Visibelli. "Tudo leva a crer que não veremos estabilidade [crescimento potencial] na economia nos próximos anos", aponta."O meu principal medo é de que o governo também esteja muito otimista [quanto ao futuro]. As previsões orçamentárias trabalham com um crescimento de receita de 5%, mas não acredito que isso vá acontecer, a ser possível que ocorra um déficit orçamentário, mais uma vez", acrescenta Costa. Inflação . A OCDE prevê ainda que a inflação brasileira poderá se reduzir progressivamente, mas deverá se manter na parte superior da meta estipulada pelo governo, que neste ano é de 4,5%. Segundo o relatório, a inflação brasileira deverá ser, portanto, de 6,5% (teto da meta) em 2011, cair para 6,2% em 2012, e para 5,1% em 2013. "Essa análise chama ainda mais atenção, por conta da memória brasileira com pressões inflacionárias", afirma o professor da Anhembi, ao explicar que o controle da inflação obtida a partir de 1996 - com a implementação do Plano Real -, fez com que as empresas perdessem o referencial de defesa contra o aumento excessivo dos preços. Para a OCDE, o principal desafio macroeconômico do Brasil "consiste ainda em reduzir a inflação sem atrair capitais voláteis". Para a organização, as autoridades terão de enfrentar a tripla tarefa de manter a independência da política monetária, a estabilidade da taxa de câmbio e a flexibilidade dos movimentos de capitais. "Aumentar a taxa de juros para abrandar o crescimento econômico pode atrair capitais de curto prazo, alimentar a expansão econômica e provocar novas pressões de alta sobre real", diz o relatório. O estudo aponta ainda algumas medidas que poderiam auxiliar no combate à inflação e enviar sinais claros ao sistema bancário para reduzir o spread (diferença) nos empréstimos a pessoas físicas e empresas. A reforma da Previdência, para preparar o Brasil para o envelhecimento da população economicamente ativa, seria outro importante sinal para o mercado sobre a seriedade do governo com a contenção de gastos. A adoção de um teto para gastos do governo e outro para a expansão dos salários do funcionalismo seriam outras ferramentas importantes. Outro problema apontado no relatório é de que as exportações de petróleo cresceram consistentemente na última década, assim como as vendas de manufaturados, a indicar "sinais limitados" de que o Brasil começa a sofrer da doença holandesa - fenômeno que provoca a desindustrialização em um país razão da forte apreciação do câmbio decorrente da exportação de produtos básicos, como o petróleo.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Metade dos jovens entre 18 e 20 anos não consegue emprego formal
O Ministério do Trabalho e Emprego e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançaram nest aterça-feira (25/10) o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda 2010/2011. O levantamento é dividido em seis tópicos: mercado de trabalho, intermediação de mão de obra, seguro-desemprego, qualificação profissional, economia solidária e juventude. Com relação aos jovens, o anuário revela que a taxa de desemprego é muito alta para quem tem menos de 20 anos. O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, disse que, no geral, os dados mostram que há uma forte geração de empregos com carteira assinada e, consequentemente, redução do desemprego e da informalidade. Ele destacou o crescimento do setor das cooperativas, que já somam mais de 25 mil no país, que impulsiona ainda mais a oferta de vagas. Sobre os problemas, o diretor do Dieese aponta, como exemplos mais representativos, o desemprego maior entre mulheres, negros e jovens. “Há ainda um caminho muito longo para que mulheres, negros e jovens tenham uma participação mais igualitária do ponto de vista da ocupação e das das condições de trabalho, para que todas as pessoas possam ter um sistema de proteção social adequado”, disse. Segundo dados do anuário, o desemprego entre os jovens de 18 a 20 chega a 50%. Entre as mulheres é 11,1% (contra 6,2% entre os homens). E entre os negros, 10% (contra 7,3% da população branca e 9,1% da parda). Todas as comparações são com dados de 2009. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o anuário é uma “fotografia numérica” do emprego em cada região. “O anuário serve às políticas de emprego e qualificação do ministério, mas também para, por exemplo, uma empresa que quer se instalar em uma determinada região saber se tem trabalhador qualificado para o tipo de serviço, saber se a faixa de salário do consumidor vai fazer com que valha a pena ele se instalar nessa região”, explicou. Até o final do ano, o anuário estará disponível na página do ministério na internet.
CNI aponta nova piora em nível de otimismo dos empresários
O otimismo entre os empresários industriais é "cada vez mais restrito", avaliou o economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria) Marcelo Azevedo durante a apresentação da Sondagem Industrial que analisa a tendência e a opinião de empregadores de 27 setores. Há razões estruturais e conjunturais para o pessimismo dos empresários. Em termos conjunturais, preocupa as dificuldades de aceso ao crédito, os juros ainda elevados e o real muito valorizado. Apesar da queda verificada desde agosto na cotação do dólar, para a CNI, o câmbio continua muito apreciado. "Até agora, [a queda do real frente ao dólar] não teve efeito na curva de valorização [da moeda norte-americana] que vem desde 2004", disse Renato da Fonseca, gerente executivo de Pesquisa da CNI. Entre os problemas estruturais, os empresários queixam-se da elevada carga tributária. Segundo a sondagem, a queixa contra a carga de impostos, taxas e contribuições é maior entre os pequenos empresários (66,7 pontos) do que entre os grandes (50,8 pontos). Mesmo com as reclamações, ainda são positivas as expectativas quanto à manutenção dos atuais empregos, do nível de exportação e da situação financeira das empresas.
Riqueza das famílias brasileiras deve mais que dobrar até 2016, diz estudo
Relatório realizado pelo Credit Suisse estima que a riqueza das famílias brasileiras irá mais que dobrar de 2011 até 2016, chegando a US$ 9,2 trilhões. Se a previsão for confirmada, o nível de riqueza familiar do Brasil daqui a cinco anos será equivalente ao registrado nos Estados Unidos em 1948. Ainda de acordo a segunda edição do relatório “Global Wealth Report” (Relatório de riqueza mundial, em português”), realizado em outubro pelo banco suíço, deverá mais que dobrar nos próximos cinco anos o número de milionários no Brasil: subirá dos atuais 319 mil para 815 mil, expansão de 155%. Riqueza emergente. O movimento de expansão da riqueza observado no Brasil não será isolado, conforme aponta o documento do Credit Suisse; as economias emergentes deverão ganhar forte participação no ranking das maiores riquezas das famílias pelo mundo.
É esperado que os Estados Unidos mantenham sua liderança no ranking, com uma riqueza das famílias total projetada em US$ 82 trilhões.De acordo com o relatório, a China deve substituir o Japão como a segunda economia mais rica do mundo, com um total de riqueza das famílias de US$ 39 trilhões em 2016, avanço em relação aos US$ 31 trilhões previstos para o Japão. Atualmente, de acordo com o documento, a riqueza das famílias da China é de US$ 20,1 trilhões, o que equivale à riqueza das famílias norte-americanas em 1968. Até 2016, o número de milionários na China deve saltar de cerca de 1 milhão para quase 2,4 milhões.Somada, a riqueza na China e na África deve crescer cerca de 90% até a data, diz o relatório.Apesar de ter quase 300 milhões de adultos a mais que nos Estados Unidos, a riqueza total da África em 2011, de US$ 3 trilhões, é comparável à riqueza total dos Estados Unidos em 1908.“Apesar de prevermos uma melhora substancial no nível de riqueza da África nos próximos cinco anos, o crescimento levará apenas ao nível de riqueza dos Estados Unidos em 1928.
Cientistas tentam prever o futuro usando dados da internet
Mais de 60 anos atrás, em sua série Fundação, o escritor de ficção científica Isaac Asimov inventou a psico-história, que combinava matemática e psicologia, para prever o futuro. Hoje, os cientistas sociais tentam garimpar os vastos recursos da internet --pesquisas na web e mensagens do Twitter, postagens no Facebook e em blogs, pistas de localização digital geradas por bilhões de telefones celulares-- para fazer a mesma coisa. Os pesquisadores mais otimistas acreditam que os "grandes dados" desses estoques vão revelar pela primeira vez as leis sociológicas do comportamento humano, permitindo que eles prevejam crises políticas, revoluções e outras formas de instabilidade. "Este é um importante passo adiante", disse Thomas Malone, diretor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). "Temos à disposição tipos de dados mais detalhados e mais ricos, assim como algoritmos de previsão, o que possibilita um tipo de previsão que antes era impensável." O governo americano está demonstrando interesse. Neste verão, uma agência pouco conhecida --a Atividade de Projetos de Pesquisa Avançada de Inteligência, ou Iarpa na sigla em inglês, que faz parte do gabinete do diretor da inteligência nacional-- começou a procurar ideias de cientistas sociais acadêmicos e corporações sobre maneiras de se rastrear automaticamente a internet em 21 países latino-americanos atrás de "grandes dados". O sistema de coleta de dados automático se concentrará em padrões de comunicação, consumo e movimento das populações. Ele vai usar dados publicamente acessíveis, que incluem pesquisas na web, entradas em blogs, fluxo de tráfego na internet, indicadores do mercado financeiro, webcams de trânsito e alterações em verbetes da Wikipédia . Ele pretende ser um sistema totalmente automatizado, um "olho para dados no céu" sem intervenção humana, segundo a proposta do programa. A pesquisa também exploraria a capacidade de prever epidemias e outros tipos de contaminação generalizada. Para um crítico, o projeto evoca memórias de um programa do Pentágono pós-11 de Setembro para caçar potenciais ameaças, identificando padrões em acervos de dados públicos e privados. "Por um lado é compreensível que um país queira rastrear coisas como o aparecimento de uma pandemia, mas devo me perguntar sobre a automatização total disso e o quê de produtivo sairá dele", disse David Price, que escreveu sobre cooperação entre cientistas sociais e agências de inteligência. Um projeto semelhante da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, ou Darpa, pretende identificar automaticamente redes sociais insurgentes no Afeganistão. No ano passado, pesquisadores do HP Labs usaram dados do Twitter para prever com precisão as receitas de bilheterias de filmes de Hollywood. Em agosto, a Fundação Nacional de Ciências em Arlington, Virgínia, aprovou verbas para pesquisa usando mídias sociais como Twitter e Facebook para avaliar danos de terremotos.
"Os grandes dados permitem ir além da inferência e da importância estatística e avançar para análises mais significativas e precisas", disse Norman Nie, um desenvolvedor de instrumentos estatísticos para cientistas sociais. Os cientistas sociais que operam com as agências de pesquisa afirmam que, no balanço, as novas tecnologias terão um efeito sobretudo positivo. "O resultado será uma compreensão melhor do que acontece no mundo e como os governos locais estão lidando com a situação", disse Sandy Pentland, um cientista do Laboratório de Mídia do MIT. "Eu acho tudo isso muito esperançoso, mais que assustador, porque esta talvez seja a primeira oportunidade real de toda a humanidade ter transparência de governo." Os defensores da privacidade se preocupam. "Essas técnicas têm dois lados", disse Marc Rotenberg, presidente do Centro de Informação de Privacidade Eletrônica em Washington. "Podem ser usadas com a mesma facilidade contra adversários políticos nos Estados Unidos e contra ameaças de países estrangeiros." Mas Prabhakar Raghavan, diretor do Yahoo! Labs e especialista em obtenção de informação, notou que prever epidemias de gripe examinando buscas na web pela palavra "gripe" não melhorou significativamente a informação já existente sobre um surto. Outros pesquisadores são mais otimistas. "Existe uma enorme quantidade de poder de previsão nesses dados", disse Albert-Laszlo Barabasi, um físico especializado em ciência de redes. "Se eu tiver dados hora a hora de sua localização, posso prever com 93% de precisão onde você estará uma hora ou um dia depois."
Previsão de inflação do mercado para 2011 volta à meta
O mercado financeiro reduziu ligeiramente suas previsões para a inflação brasileira neste ano e no próximo, colocando a taxa de 2011 de volta à meta, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O prognóstico para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 caiu de 6,52 por cento na semana passada para 6,50 por cento. Para 2012, ela recuou de 5,61 para 5,60 por cento. A meta do governo para a inflação nos dois anos tem centro em 4,5 por cento e tolerância de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima. O prognóstico para este ano vinha acima do teto da meta, de 6,5 por cento, desde 26 de setembro. "Foram movimentos muito modestos. A gente teve uma surpresa positiva com o IPCA-15 de outubro, que motivou alguma revisão para baixo no IPCA fechado do mês", disse Flávio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank. "Mas é ruim de qualquer jeito. Não faz diferença se o ano (2011) fechar em 6,5 ou 6,6 por cento. A inflação está no teto da meta... Pode ser que na próxima semana continue caindo a previsão para os dois anos, mas logo você vai ter aumento de novo. Não há nenhum indício que leve o mercado a revisar de maneira drástica para baixo." Na semana passada, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,42 por cento neste mês, ante previsão do mercado de 0,44 por cento. O Focus acrescentou que a projeção para o IPCA nos próximos 12 meses recuou de 5,68 para 5,64 por cento. A estimativa para o crescimento econômico neste ano foi alterada para baixo, de 3,42 para 3,30 por cento. A de 2012 caiu de 3,60 para 3,51 por cento. O cenário para o câmbio permaneceu em 1,75 real tanto em 2011 como em 2012.
Programas transformaram os mais brasileiros pobres em novos consumidores
Por muito tempo, os brasileiros mais pobres foram os mais afetados durante as crises econômicas. Hoje, com a renda que recebem do Estado, milhões de brasileiros que viviam na extrema pobreza, transformaram-se em novos consumidores. Atualmente 13 milhões de famílias, que vivem na pobreza ou extrema pobreza, recebem ajuda estatal de um plano de assistência. Este foi o sustento da esquerda a frente do país mais extenso da América do Sul e um dos mais vitoriosos na luta contra a miséria, segundo estudos. "Com este dinheiro compro coisas, roupas, calçados, pago serviços, e o melhor: consegui comprar as telhas para colocar minha casa", disse à AFP Maria Alves, de 45 anos, analfabeta e mãe de seis filhos. As famílias selecionadas para o programa Bolsa Família, com rendimentos entre 39 e 78 dólares por pessoa, recebem do Estado em média 75 dólares mensais, mas a soma pode chegar a 135 dólares de acordo com o número de filhos, segundo números oficiais. O Brasil, com mais de 190 milhões de habitantes, afirma ter tirado da pobreza mais de 30 milhões de pessoas durante os oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Somente entre 2003 e 2008, a extrema pobreza foi reduzida de 12% para 4,8%. O país conseguiu em cinco anos o que a ONU, em suas Metas para o Milênio, estipulou para 25, disse à AFP André Portela Souza, professor da Fundação Getúlio Vargas e autor do estudo Políticas de Distribuição de Renda no Brasil e Bolsa Família. "Romper o círculo vicioso da pobreza"Construída na periferia de Brasília, a casa de Maria está longe de ter as comodidades da classe média, composta por um número crescente de brasileiros com renda entre 674 e 2.907 dólares ao mês e motor do crescimento do mercado interno. Os 204 reais que recebe do Estado mais o que ganha como babá melhoraram sua vida e permitiram que sua filha Cleyde, a primeira na família, completasse o ensino médio. "Agora quero estudar, mas ainda não posso porque a universidade privada é muito cara e na pública a seleção é muito rigorosa", afirmou a jovem de 22 anos. "A vantagem destas políticas é que procuram romper o círculo perverso da pobreza, quer dizer, que os filhos dos pobres continuem pobres", disse Souza. O grande desafio "no longo prazo é a educação dada as crianças e aos jovens, que precisa melhorar muito para cumprir suas funções", acrescentou. Os brasileiros mais pobres podem fazer o que era reservado as outras classes: consumir, explicou Souza. Veroneide Lima de Santos, 28 anos, seis filhos e grávida de cinco meses, resume a diferença entre a extrema pobreza e a pobreza: "Agora compro coisas e sonho em ampliar a casa", uma construção precária, mas onde não falta uma televisão, um aparelho de som e uma geladeira. O programa Bolsa Família, a princípio voltado para a luta contra a fome, foi implementado no governo Lula em 2003 e ampliado por sua sucessora Dilma Rousseff. O governo quer erradicar a pobreza extrema, incorporando ao Bolsa Família 16 milhões de pessoas nos próximos quatro anos. Em 2011, o Estado investiu neste plano quase 12.000 milhões de dólares, cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Um risco que sobrevoa os brasileiros que recebem esta ajuda é "a aceleração da inflação que afeta os mais pobres", ressaltou José Luis Oreiro, doutor em economia e especialista em políticas de distribuição de renda da Universidade de Brasília.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Infelicidade no trabalho atinge 1 em 3 profissionais
"Foi o pior ano da minha vida", desabafa Amanda Moscardi, 31, sobre o período em que atuou em uma agência de promoção e eventos. Trabalho excessivo e problemas com os chefes interferiram em sua vida pessoal. Então noiva, ela diz quase ter cancelado o casamento. "Não via meu namorado e, por isso, brigávamos muito. Não estava empolgada e faltei a provas do vestido de noiva", lembra Moscardi, que pediu demissão e se casou. Amanda Moscardi diz quase ter cancelado casamento devido à insatisfação profissional. Pediu demissão e se casou Como ela, outros profissionais reclamam de insatisfação no trabalho. Pesquisa realizada no primeiro semestre de 2011 pela Weigel Coaching com mil pessoas de São Paulo e do Rio Grande do Sul aponta que 32,2% se sentem parcialmente felizes ou infelizes profissionalmente. Outro estudo, feito no ano passado pela consultoria Hays com 430 trabalhadores de São Paulo e do Rio de Janeiro, revela o mesmo cenário: 32% estão infelizes. A realidade indicada pelos levantamentos, obtidos com exclusividade pela Folha, agrava-se à medida que o país cresce, dizem especialistas. "O mar de possibilidades que se abriu [no mercado] eleva o grau de insatisfação", frisa Jaqueline Weigel, "coach" responsável pela pesquisa. Os trabalhadores "sentem-se motivados a buscar um lugar nessa festa" e tendem a acreditar que estariam melhor em outra empresa, diz. Quando o mercado era mais fechado, completa Gustavo Costa, diretor da Hays em São Paulo, os profissionais frustravam-se menos "porque não havia escolha". FALTA DE PLANO É PRINCIPAL MOTIVO. Ausência de projetos de carreira de longo prazo é um dos motivadores da infelicidade no trabalho. Dos profissionais ouvidos pela Weigel Coaching que se dizem felizes, 95% têm metas claras para os próximos cinco anos. Quando não há planejamento de longo prazo, a insegurança no presente é maior, explica José Augusto Figueiredo, vice-presidente de operações da DBM Brasil e América Latina. "Sem projetos, você perde a direção, e a sensação de angústia aumenta", afirma. Diretora de empresa, a administradora Rosana Sun, 38, não tinha plano de longo prazo. "Já estava quase no topo." Para afastar-se da infelicidade produzida pela perda de autonomia, Rosana Sun saiu do emprego e viajou pelo mundo Quando perdeu autonomia, sua insatisfação chegou ao ápice. O setor em que estava havia sido incorporado por outro, mais engessado. As tarefas em excesso pesaram no grau de infelicidade. A morte do padrinho foi a gota d'água. "Não me despedi dele porque estava em reunião. Para cumprir responsabilidades, entrei em um círculo no qual dava mais importância ao trabalho." Quatro meses após as mudanças na empresa, Sun pediu demissão. Fez as malas e viajou por um ano. Líderes centralizadores, ausência de desafios e de reconhecimento e ambientes competitivos e que não apresentam perspectivas de crescimento completam a lista dos fatores que levam à infelicidade no trabalho. A chefe que gritava com a equipe e a falta de organização da empresa foram os motivos da insatisfação da documentista imobiliária G.C.B., 19. "Acordava desanimada todas as manhãs", conta. Atrasos no pagamento do salário resultaram na saída da jovem após três meses. "Aguentei até demais." As empresas não estão preparadas para identificar trabalhadores infelizes e elaborar políticas de ação para reverter esse quadro, de acordo com Alexandre Giomo, da Leme Consultoria e professor da FIA (Fundação Instituto de Administração).
Produtividade brasileira está parada há 30 anos
O trabalho no Brasil não se tornou mais produtivo ao longo dos últimos 30 anos. A produtividade do trabalho, fator fundamental do crescimento econômico sustentado, caiu entre 1980 e 2008. De lá para cá, o indicador recuou na crise global, depois se recuperou rapidamente, mas parou de crescer a partir do segundo semestre de 2010. "O Brasil é um país no qual, não importa como se meça a produtividade, nada parece acontecer", diz José Alexandre Scheinkman, economista brasileiro da Universidade Princeton. Em 1980, um trabalhador brasileiro produzia em média o equivalente a US$ 21 mil por ano. Em 2008, esse número havia caído para US$ 17,8 mil. Houve, portanto, queda de 15% no período. Esses dados fazem parte da Penn World Table, banco de dados do Centro para Comparações Internacionais de Produção, Renda e Preços da Universidade da Pensilvânia, com indicadores econômicos de 189 países e territórios. Os números vão até 2008 para a maioria dos países, inclusive para o Brasil. Os valores da Penn World Table sobre a produtividade do trabalho são todos convertidos para dólares de 2005, com paridade de poder de compra (PPP). Isso significa que a diferença de custo de vida entre os diferentes países é eliminada.Entre os 150 países da Penn World Table com dados completos de produtividade do trabalho entre 1980 e 2008, o Brasil está em 130.º em termos de desempenho neste período. O Brasil só ganha de 21 países, sendo 11 da África, incluindo Costa do Marfim, Malawi, Somália, Camarões, Togo e Zimbábue. Todos os outros países africanos tiveram desempenho melhor do que o Brasil. Na América Latina, a evolução da produtividade do trabalho brasileira nas últimas três décadas só não é pior do que a apresentada por Paraguai, Venezuela, Nicarágua e Haiti. Comparado a outras grandes economias emergentes, ou a países sul-americanos como Argentina e Chile, o Brasil tem o pior desempenho na produtividade do trabalho entre 1980 e 2008. A Argentina saiu de US$ 21,2 mil para US$ 24,8 mil (alta de 17%). O Chile, de US$ 15,1 mil para US$ 27,5 mil (82%). A China, de US$ 1,2 mil para US$ 10,9 mil (778%). A Índia, de US$ 2,8 mil para US$ 7,8 mil (181%). E a Coreia, finalmente, de US$ 14 mil para US$ 50 mil (256%).Scheinkman nota ainda que, como proporção da produtividade do trabalho dos Estados Unidos, o desempenho brasileiro nas últimas décadas também é muito ruim. "Os Estados Unidos são a fronteira, e o Brasil não está se aproximando", ele diz. Na verdade, o Brasil convergiu na direção dos Estados Unidos entre 1950 e 1980, e depois recuou de novo até 1988. Assim, a produtividade do trabalho no Brasil era 18% da americana em 1950, avançou até 40% em 1980 e voltou para 21% em 2008.
Em comparação, a Coreia saiu de 14% da produtividade do trabalho americana em 1953 (primeiro ano com dados na Penn World Table) para 27% em 1980 e 60% em 2008. É interessante notar que, entre 1950 e 1980, o Brasil avançou mais rápido do que a Coreia. Tanto os dados do Brasil quanto da Coreia do Sul são da Penn World Table, em PPP, e diferem dos valores do gráfico ao lado, do Conference Board, embora a tendência seja a mesma. Para Scheinkman, a má performance brasileira deve-se a deficiências de educação e infraestrutura, à integração ainda baixa com a economia global, à baixa absorção de tecnologia, à falta de inovação em muitos setores e às dificuldades burocráticas para formalizar ou aumentar o tamanho das empresas. Ele nota que programas como o Simples, que aliviam a tributação para as pequenas empresas, ajudam na formalização mas se tornam um desincentivo ao crescimento. "As empresas não ganham a escala necessária para se tornarem mais produtivas, trocando-se um problema pelo outro." Scheinkman ressalva, porém, que a agricultura é um setor em que a produtividade teve grandes avanços no Brasil. "As pessoas reclamam da agricultura, mas não percebem que ela vai muito melhor que os outros setores em termos de produtividade", ele diz. O economista Samuel Pessôa, da consultoria Tendências, acha que uma série de fatores interrompeu o bom desempenho da produtividade do trabalho no Brasil a partir do início da década de 80. Um dos mais básicos foi a evolução da tecnologia a partir de meados dos anos 70, que começou a exigir trabalhadores com melhor qualidade educacional. "Aquele milagre brasileiro no pós-guerra, em um país de baixíssima escolaridade, sem nenhum investimento em educação, se dissipou, porque a tecnologia mudou na direção de requerer capital humano, que era exatamente o que não tínhamos e ainda não temos", diz Pessôa.
Saiba definir o valor da sua renda mensal na aposentadoria
Há algum tempo se diz "melhor idade" em vez de "terceira idade", já repararam? E essa pode ser, de fato, a nossa melhor idade se planejarmos e nos prepararmos cuidadosamente para ela. Fase de desfrutar a vida! Seu patrimônio, construído com sabedoria, será gerador de renda para complementar o orçamento necessário para viver sem trabalhar. Filhos criados e independentes financeiramente. Se ainda não conquistaram essa independência, terão de trilhar esse caminho e aprender a viver com a renda que são capazes de gerar, assim como você fez. Mas fica a dúvida: qual o valor da renda mensal necessária, daqui a alguns anos, para viver confortavelmente minha "melhor idade"? Os especialistas da área recomendam que seja um valor entre 60% e 70% da renda durante a vida ativa.Como as variáveis são diferentes, caso a caso, estime qual será o valor da sua renda na aposentadoria. Para isso, você deve ter seu orçamento detalhado, com as despesas que compõem esse orçamento e o peso relativo de cada uma: moradia, alimentação, transporte, educação, saúde, lazer. Alguns itens tendem a diminuir e outros, a aumentar. Moradia: espaço para redução caso você decida se mudar para um imóvel menor. As despesas de condomínio e manutenção serão reduzidas. Transporte: outro item com chance de redução. Exclua do orçamento gastos de transporte relativos ao trabalho. Por outro lado, analise se você pretende viajar mais durante os finais de semana. Educação: pode ser excluído do seu orçamento, exceto se você pretende voltar aos estudos, agora que terá tempo livre, ou iniciar uma reserva para custear os estudos dos netos, por exemplo. Alimentação: provável redução, já que será menor a quantidade de pessoas da família. Saúde: é aqui que mora o perigo! O valor da mensalidade do plano de saúde aumenta progressivamente com a idade. Aumentam também os custos com consultas e com exames médicos. O custo de medicação de alguns tratamentos pode ser bem elevado. Aumente substancialmente o valor destinado a esse item do seu orçamento. Lazer: se permita desfrutar a vida e amplie a verba destinada ao lazer. CÁLCULO. Vamos supor que seu orçamento mensal atual seja de R$ 8.000. Depois de analisar item por item, você concluiu que precisa de 70% desse valor na aposentadoria para manter seu padrão de vida, ou R$ 5.600. Entretanto, existem outras variáveis que precisam ser consideradas. A inflação é uma delas. É recomendável supor que haverá inflação dos preços dos itens que compõem sua cesta básica de consumo. Existe uma diferença importante entre a quantidade de dinheiro que temos e quanto conseguimos comprar com essa quantidade de dinheiro. O poder de compra de R$ 5.600 hoje não será o mesmo daqui a 10 ou 15 anos.Estime inflação de 5% ao ano e calcule o valor corrigido da renda necessária. Se a aposentadoria ocorrer em dez anos, serão R$ 9.122.Outra variável a ser considerada é a contribuição previdenciária feita ao INSS. Se você contribuiu para a Previdência Social durante sua vida ativa, terá direito a benefício definido conforme o tipo de aposentadoria concedida pelo INSS.O valor desse benefício é definido na ocasião do pedido de aposentadoria e não poderá ser inferior ao salário mínimo, nem superior ao teto fixado pelo governo.O teto definido pelo INSS, hoje de R$ 3.691,74, gera impacto significativo de perda de renda nas pessoas que ganhavam salário superior a esse valor durante a vida ativa. Quanto maior a renda, maior será o valor a ser complementado por outras rendas para que a pessoa possa manter o mesmo padrão de vida antes da aposentadoria. COMPLEMENTO. Retomando nosso exemplo: nosso personagem que ganhava salário de R$ 8.000 definiu que precisa de renda mensal de R$ 5.600, ou R$ 9.122 projetados em dez anos.Da mesma forma que aplicamos um índice de inflação, é razoável supor que o Ministério da Previdência Social também fará correções no valor da tabela que define o valor dos benefícios. Se aplicarmos o mesmo índice de inflação estimado, o teto do INSS será de R$ 6.013.Dessa forma podemos concluir que o personagem do nosso exemplo precisa de uma renda complementar de aproximadamente R$ 3.109 (R$ 9.122 menos R$ 6.013). De onde virá esse dinheiro? De rendimentos proporcionados por ativos de seu patrimônio (imóveis alugados, investimentos em títulos, ações, fundos de investimento etc.) ou de um plano de previdência complementar que foi adquirido exatamente com essa finalidade. Dois artigos publicados recentemente nesta coluna ("Compre um plano que garanta renda mensal na aposentadoria" e "Cuide do seu futuro e garanta sua aposentadoria por conta própria") complementam este assunto.
MARCIA DESSEN, certified financial planner, é sócia e diretora-executiva do BMI Brazilian Management Institute, professora convidada da Fundação Dom Cabral e cofundadora do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros.
MARCIA DESSEN, certified financial planner, é sócia e diretora-executiva do BMI Brazilian Management Institute, professora convidada da Fundação Dom Cabral e cofundadora do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros.
Carros de luxo perdem mercado para aviões
Você trocaria a comodidade de uma van de luxo por uma viagem de avião mais rápida e menos confortável? Os números indicam que a resposta dos brasileiros tem sido "sim". O segmento das vans grandes -e boas para viajar-encolheu 56% nos últimos três anos. Em 2010, apenas 1.184 foram emplacadas. No mesmo período, a venda de bilhetes aéreos cresceu 48% -a TAM diz que 30% dos seus clientes viajam a lazer. Para Edmar Bull, presidente da Abav (associação dos agentes de viagem), a falta de estrutura das estradas, como hotéis e postos, desestimula o turista a viajar por rodovias. Asfalto ruim .Outro entrave é o alto custo gerado pelo asfalto ruim e pelo excesso de praças de pedágio -em julho, as tarifas subiram até 12% no Estado. Talvez tudo isso contribua para o extermínio das vans de luxo, representadas hoje apenas pela Chrysler Town & Country e pela Kia Carnival. "Tão extensos e interessantes como o Brasil, os EUA e a Europa sabem explorar melhor o turismo rodoviário, por isso lá ele tem tantos adeptos", compara Bull. São inegáveis os prazeres propiciados por modelos amplos e confortáveis como a van da Chrysler. HOME THEATER . "Tio, esse é o carro mais legal em que já viajei", diz Luís Felipe Schiesari, 8, acomodado na terceira fileira de bancos e anestesiado pelas telas do "home theater" que, naquele momento, reproduziam imagens de um videogame. Outra costumeiramente inquieta, a vovó segue satisfeita numa das duas poltronas reclináveis centrais, mas distraída com outros botões: os que aquecem os bancos de couro e os que regulam o ar-condicionado de três zonas. É com esse nível de conforto que vão até sete ocupantes na Town & Country, que retorna ao mercado após quase um ano de ausência. A pausa fez bem à van de luxo da Chrysler, que evoluiu bastante nesta versão 2011. Na aparência, ganhou cromados. Mas a novidade está sob o capô e atende pelo nome de Pentastar - o novo e disposto motor V6 da marca americana. A potência subiu para 283 cv. Mas a van não é mais rápida que um avião, e não há buracos no céu.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Consumidor pode recuperar imposto pago a mais
Consumidores que tenham adquirido veículos novos importados após o anúncio do aumento de 30 pontos porcentuais na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com algum repasse de preço poderão recuperar a diferença paga. Algumas das importadoras já manifestaram essa intenção, mas vão aguardar a publicação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no "Diário Oficial". Problemas podem ocorrer com marcas que reajustaram preços sem informar oficialmente ao mercado.
Para a presidente da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, o consumidor deve ficar atento sobre os procedimentos exigidos para devoluções. "Ainda não está claro como vai ocorrer o ressarcimento", disse. "No entanto, o consumidor já pode se preparar e começar a reunir comprovantes e documentos de compra do carro", afirmou Maria Inês, que classificou como correta a decisão do STF.O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), José Luiz Gandini, informou que as 27 empresas associadas "estão aliviadas porque, com o novo prazo de vigência, será possível planejar a comercialização do atual estoque, bem como programar futuras aquisições no exterior".Integrantes da entidade estavam reunidos ontem à noite para uma análise das marcas que já reajustaram tabelas que, na visão da entidade, devem ser refeitas com os preços antes do reajuste. A Porsche, uma das primeiras a anunciar reajuste de 19%, informou que ainda não entregou nenhum veículo com o novo preço, mas caso tenha efetivado encomendas nesse período vai prevalecer o preço antes do IPI.Oficialmente, divulgaram novas tabelas, além da Porsche, a Kia Motors - representada por Gandini, que aumentou preços em até 14,3% -, a Audi (10% para a linha 2012), a Volkswagen (8,5% para o Tiguan) e a Ford (5% para o Edge). As marcas informaram que vão aguardar a publicação da decisão do STF. Algumas marcas, porém, não divulgaram novas tabelas, mas estavam cobrando preços mais altos nas concessionárias, como Mercedes-Benz, BMW e Hyundai, segundo lojistas. O Hyundai Veloster, por exemplo, tem preço sugerido em R$ 75,7 mil na versão mais barata, mas está sendo oferecido a R$ 79 mil. Desde a publicação da medida, a Abeiva questionava o prazo da entrada em vigor, mas não recorreu à Justiça. Apenas uma das associadas, a chinesa Chery, recorreu e obteve liminar que a isentava do recolhimento imediato.Na avaliação de Henrique Formigoni, professor de contabilidade tributária da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a decisão do STF manteve a "estabilidade dentro do País". Para ele, a alta repentina do IPI para veículos importados pode ter confundido o mercado. "A alta causou uma convulsão no mercado e passou a imagem de que o Brasil pode não ser sério", afirmou.
Também favorável à decisão do STF, o professor de administração da Faap Tharcisio Souza Santos acredita que a mudança do imposto contribuiu para uma perda da credibilidade do Brasil. Segundo ele, a medida não é suficiente para proteger a indústria nacional. "A medida protege apenas algumas empresas. Isso para mim não é política industrial", afirmou.
Nova geração pode ficar "traumatizada" pela falta de empregos, diz OIT
A OIT (Organização Internacional do Trabalho) alertou na terça-feira (18) para os riscos de uma geração de jovens "traumatizada" pelo agravamento da crise mundial.Segundo um relatório da instituição, os jovens podem sofrer o impacto do desemprego alto nas economias mais avançadas e do aumento do número de trabalhadores pobres nos países em desenvolvimento.O relatório Tendências Mundiais do Emprego Juvenil de 2011 indica que além de criar "um mal-estar social provocado pelo desemprego e trabalhos precários, a crise pode resultar em salários mais baixos no futuro"."Esta frustração coletiva dos jovens foi um dos motores dos movimentos de protestos que ocorreram neste ano em todo o mundo. Tornou-se cada vez mais difícil para os jovens conseguirem algo diferente de um trabalho por meio período ou temporário", diz a organização, que cita como exemplo as revoltas da primavera árabe.Desistência. A OIT havia publicado em agosto de 2010 um relatório sobre o impacto da crise econômica global no mercado de trabalho para os jovens entre 15 e 24 anos. Mas em razão do aumento das incertezas no cenário econômico, decidiu atualizar as tendências. No relatório anterior, a organização constatou que em 2009, o pico da crise, o número de jovens desempregados havia aumentado em 4,5 milhões, um recorde. A média até 2007, antes da crise, era de menos de 100 mil pessoas por ano. Segundo o novo documento, a crise no mercado de trabalho dos jovens continua grave em 2011. Se os números registram uma leve queda, isso é devido ao fato, diz a OIT, de que muitos jovens simplesmente desistiram de procurar emprego, sobretudo nos países da União Europeia. O relatório afirma que a taxa de jovens desempregados no mundo, de 12,7%, permaneceu inalterada entre 2009 e 2010, totalizando 75,1 milhões de pessoas no ano passado. Em 2011, o número de jovens sem emprego deverá cair para 74,6 milhões (12,6%). Desencorajados. A OIT diz ainda que 2,6 milhões de jovens a menos do que o previsto nas estimativas entraram no mercado de trabalho em 2010, nos 56 países onde os dados foram apurados. Muitos desses 2,6 milhões são certamente jovens desencorajados que esperam a recuperação da economia. Eles devem retornar ao mercado de trabalho como desempregados, o que significa que as estatísticas oficiais subestimam sem dúvida a dimensão real do problema nas economias desenvolvidas. O relatório cita o exemplo da Irlanda, país fortemente afetado pela crise da dívida soberana, onde o desemprego dos jovens - que saltou de 9% em 2007 para 27,5% em 2010 - poderia ser 19 pontos percentuais mais alto se as estatísticas levassem em conta os que se voltaram a estudar ou desistiram de procurar emprego. A taxa dos que trabalham por meio período aumentou em todos os países desenvolvidos, com exceção da Alemanha. Na Irlanda e na Espanha, por exemplo, o aumento foi de 17 e 8,8 pontos percentuais, respectivamente. Em alguns países em desenvolvimento, como os do sudeste asiático e os da África, as taxas de desemprego juvenil são menores, de acordo com o relatório. No entanto, a organização afirma que isso não significa que a situação nessas regiões seria melhor do que a das economias avançadas. "Isso quer dizer simplesmente que os jovens dos países em desenvolvimento, com pouca ou nenhuma proteção social, não têm outra opção além de trabalhar", diz o documento.
Brasil é líder em juros reais no mundo há 21 meses
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa básica de juros do país, a Selic, em 0,5 p.p. (ponto percentual), para 11,50% ao ano, fez com que o Brasil completasse 21 meses na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. O país ocupa a primeira posição do ranking desde janeiro de 2010, quando ultrapassou o segundo colocado à época. Com a alta, os juros reais foram a 5,5% ao ano. Na segunda posição aparece a Hungria, com taxa real de 2,3%. O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional da Cruzeiro do Sul Corretora, com 40 das maiores economias do planeta. Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Na análise de Vieira, no Brasil, a queda dos juros reais desde a medição anterior ocorre pela elevação nas projeções de inflação futura. "É o resultado das mais recentes altas de preços ocorridas recentemente, principalmente em alimentos e habitação." Em diversos países, o índice de alimentação e energia também pesou na atual medida, com a crescente elevação das projeções de inflação, inclusive em economias desenvolvidas, independente do cenário de atividade econômica. Segundo levantamento da Cruzeiro do Sul, para que o Brasil deixasse a primeira colocação no ranking, seria necessário um corte de 4,00 p.p. na taxa Selic. Assim, o país chegaria a um juro real de 2,2%, ocupando a segunda posição, atrás da Hungria.Enquanto o Brasil reforça sua liderança na lista, mais da metade dos países citados registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos 40 países analisados ficou em -0,8%. Os últimos lugares do ranking são ocupados por Hong Kong (-4,9%), Cingapura (-5,4%) e Venezuela (-7,4%).
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
5 passos para acabar com reuniões improdutivas na sua empresa
São Paulo – Reuniões longas, enfadonhas e pouco produtivas são uma perigosa fonte de desperdício de tempo em qualquer negócio, principalmente os de pequeno porte, em que os recursos são escassos e cada minuto é valioso.
Segundo o especialista em produtividade Christian Barbosa, o segredo para ter reuniões mais eficientes está no cumprimento de três etapas: planejamento, condução e acompanhamento. “Tem gente que se preocupa com a etapa do meio e esquece as outras”, diz.
Confira, a seguir, dicas do consultor para acabar com as reuniões improdutivas:
Um dos papéis do condutor é controlar o tempo da reunião, marcando o ritmo da conversa e evitando que a discussão de cada tópico se estenda além do desejado. “O ideal é que não ultrapasse duas horas. Mais do que isso, as pessoas perdem atenção”, diz Barbosa. O especialista recomenda manter um cronometro visível para todos participantes, assim todos ficam cientes do tempo que ainda resta para a conclusão.
Disponivel no site:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-passos-para-acabar-com-reunioes-improdutivas?page=2&slug_name=5-passos-para-acabar-com-reunioes-improdutivas
Confira, a seguir, dicas do consultor para acabar com as reuniões improdutivas:
1. Evite tratar de muitos assuntos
Ao definir a pauta da reunião, evite incluir itens demasiados. Pode parecer prático, à primeira vista, matar vários coelhos com uma cajadada só, mas na prática isso comprometerá o rendimento da conversa e prejudicará o andamento da reunião. “Quando os assuntos são muito díspares, acabam gerando conversas paralelas e desviando o foco”, diz Barbosa. 2. Defina um objetivo
Em vez de formular a proposta da reunião em temas, procure definir objetivos que deverão ser alcançados ao fim da conversa. “Defina uma ou duas questões devem ser resolvidas quando a reunião terminar”, explica o consultor. Desta forma, é mais fácil conduzir a conversa para o desfecho desejado e evitar divagações. 3. Nomeie um condutor
Em geral, as reuniões são conduzidas por várias pessoas, de acordo com o tema discutido no momento. Conforme o assunto tratado, a liderança temporária passa a um interlocutor diferente. Segundo Barbosa, este não é o arranjo ideal. “Não tem alguém que controla a pauta e o horário, que mantém o foco. Para isso, é necessário designar um condutor”, destaca o especialista. 4. Use o relógio
5. Faça um acompanhamento
Após o fim da reunião, as decisões tomadas e as tarefas designadas a cada participante devem ser enviadas por e-mail a todos. “Não precisa ser uma ata formal, um simples e-mail com os tópicos discutidos e os próximos passos de cada um é suficiente”, explica o consultor. Estabeleça datas para a realização de cada tarefa para que se possa verificar posteriormente se o que foi combinado está sendo cumprido por todos os envolvidos.Disponivel no site:
http://exame.abril.com.br/pme/noticias/5-passos-para-acabar-com-reunioes-improdutivas?page=2&slug_name=5-passos-para-acabar-com-reunioes-improdutivas
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Demitidos vão a sindicato para ação de aviso prévio
Dezenas de trabalhadores procuraram o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes nesta sexta-feira, de acordo com a entidade, para abrir processo de cobrança de aviso prévio proporcional ao tempo trabalhado. Na última quinta-feira, o aviso prévio foi ampliado de 30 para até 90 dias. São funcionários que foram despedidos nos últimos dois anos e que ficaram mais de um ano na empresa. "Estamos na luta pelo reconhecimento desse direito retroativo. No nosso entendimento, os demitidos têm direito à diferença do aviso prévio", disse o presidente do sindicato, Miguel Torres. "Primeiro, porque a lei aprovada no Congresso e sancionada pela presidente Dilma regulamenta um benefício garantido na Constituição desde 1988 e, segundo, porque a legislação garante até dois anos após a demissão para o trabalhador cobrar direitos na Justiça." A lei que ampliou o aviso prévio passou a valer na quinta-feira. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, foi sancionado pela presidente Dilma Rousseff sem vetos e publicado no "Diário Oficial da União" de ontem. Os trabalhadores passaram a ter direito a três dias extras de aviso prévio por ano trabalhado, até o limite de 90 dias. Mas a sanção presidencial não resolveu a lacuna do texto que diz respeito a se o benefício será retroativo aos trabalhadores demitidos nos últimos dois anos. Na opinião do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), a lei tem efeito retroativo, já que dois anos é o prazo permitido para pleitear qualquer direito trabalhista. "Nossa orientação é que isso seja feito para os trabalhadores dispensados de dois anos para cá", afirmou ele, desde a votação na Câmara. DEBATE Advogados trabalhistas, entretanto, discordam. "Eu considero que não há espaço para pedir indenização retroativa", diz Eli Alves da Silva, presidente da Comissão de Direito Trabalhista da OAB-SP (a seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil). "Esse direito não existia na Justiça brasileira até hoje [quarta-feira]." A avaliação do professor de direito da USP Otávio Pinto e Silva é semelhante: "De acordo com a Constituição, quando uma lei nova entra em vigor, ela não pode afetar um ato que já aconteceu, que já se confirmou. Ela [a nova lei] não atinge os atos já praticados de acordo com a lei que vigorava anteriormente". Para ter direito aos 90 dias o trabalhador terá que ter trabalhado pelo menos 20 anos na mesma empresa. De acordo com o Ministério do Trabalho, a lei vale para todos os trabalhadores que estão na ativa e têm carteira assinada. HISTÓRICO A proposta que regulamenta a Constituição Federal foi votada pelo Senado em 1989, mas estava parada na Câmara desde 1995. Entrou em votação na Câmara por uma pressão do Supremo Tribunal Federal. Os ministros do STF avisaram o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), que iriam retomar o julgamento sobre o assunto em outubro na Corte. Eles afirmaram que, depois de uma decisão do tribunal, que definiria os critérios de proporcionalidade do aviso prévio, ficaria difícil para a Câmara regulamentar o tema de forma diversa.
Preços dos alimentos na América Latina sobem 40% em 4 anos
Os preços dos alimentos na América Latina estão 40% maiores que há quatro anos, e se manterão altos, o que coloca em risco a erradicação da fome na região, que afeta 52,5 milhões de habitantes, alertou a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), nesta sexta-feira (14). Após uma alta iniciada em 2007, o valor dos alimentos na região manteve-se alto, com uma leve queda em 2009, mas começou novamente a se elevar a partir do segundo semestre do ano passado, para alcançar hoje seu maior nível em três décadas.Assim aponta o Panorama de Segurança Alimentar e Nutricional da América Latina 2011, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, com sede regional em Santiago. O representante regional adjunto da FAO para a América Latina, Alan Bojanic, disse ao apresentar em coletiva de imprensa o relatório anual, que "o valor do açúcar, por exemplo, tornou-se algo imprevisível, como em um cassino, mas sempre para cima". Enquanto a alta no preço dos alimentos tende a incentivar a produção e eventualmente a exportação de produtos, a incerteza em relação às cotações futuras tem o efeito contrário, explicou Bojanic. Especial preocupação gera o alto preço alcançado pelos cereais, a principal fonte de calorias para os habitantes da região, cuja média aumentou 36% no último ano, impulsionado pelas altas do trigo e do milho, de 62% e 104%, respectivamente.- A alta dos preços e uma maior inflação geral podem aumentar a pobreza e reduzir o acesso aos alimentos por parte da população pobre, em um momento no qual a fome afeta 52,5 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe. Isso seria equivalente a 9% da população, afirmou o representante da FAO. A porcentagem de pessoas com fome manteve-se estável em 9% nos últimos dois anos, após um longo período no qual esta relação teve uma queda contínua.A alta no preço dos alimentos está associada a uma maior demanda no nível mundial, produto do crescimento acelerado da classe média, sobretudo em países como China e Índia, e a mudanças nos hábitos de alimentação com um aumento no consumo de carne e leite. Outro fator que influi é o crescimento da população mundial, com um aumento anual de mais de 80 milhões de pessoas.Em contraste, a produção de alimentos cresce em um ritmo menor. Apesar de a produção agrícola estar aumentando - na América Latina, por exemplo, subiu 2,5% no último ano, levemente acima da média mundial (2%) - é necessário um maior esforço para aumentar a disponibilidade de alimentos, segundo a FAO.Um dos principais riscos sobre a produção de alimentos são os biocombustíveis, cuja produção cresceu de forma acelerada nos últimos anos, alentada pelo alto preço do petróleo, explicou por sua vez Fernando Soto, oficial de políticas da FAO.Segundo Soto, 35% da colheita de milho dos Estados Unidos é destinada hoje à produção de combustíveis.O representante da FAO alertou também que o novo nível de preços dos alimentos, "a partir de uma perspectiva de longo prazo, é um fenômeno que chegou para ficar".
País deve economizar pelo menos R$ 75 milhões com horário de verão
A partir deste domingo (16/10), os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, da Bahia e do Distrito Federal devem adiantar os relógios em uma hora em relação ao horário oficial para se adaptar ao horário de verão. A previsão do governo federal é reduzir entre 4,5% e 5% a demanda por energia no período de pico do consumo, entre as 18h e as 21h, durante o horário de verão, que começou hoje e termina em 26 de fevereiro de 2012. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê uma economia entre R$ 75 milhões e R$ 100 milhões para o país durante o período.O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano para aproveitar melhor a luminosidade natural do dia e reduzir o consumo de energia, que cresce naturalmente por causa do calor e do aumento da produção industrial às vésperas do Natal. Com o horário de verão, é possível reduzir a demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia, entre as 18h e as 21h, quando a coincidência da utilização de energia elétrica por toda a população provoca um pico de consumo.Com os relógios adiantados em uma hora, é possível aproveitar melhor a luz natural, o que resulta em uma redução média de 4% a 5% na demanda nesse horário e poupa o país de sofrer as consequências da sobrecarga na rede durante a estação mais quente do ano, quando também aumenta o uso de eletricidade para refrigeração, ar condicionado e ventilação.A redução total de consumo deve ficar em torno de 0,5%, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. A redução entre 4,5% e 5% da demanda por energia no horário de pico, estimada pelo governo para este horário de verão, é semelhante à que foi registrado no ano passado (4,4%).De acordo com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, a adoção do horário de verão resulta em ganhos para a sociedade, pois evita investimentos na expansão do sistema de energia para atender à demanda no horário de pico. “Se não são feitos investimentos, o consumidor não tem aumento de tarifa”. Outro benefício é a segurança do sistema, que passa a operar mais aliviado.O horário de verão vai terminar uma semana mais tarde no ano que vem, porque a data prevista para o fim do novo horário, que seria no terceiro domingo de fevereiro, vai coincidir com o feriado de carnaval. De acordo com o decreto que instituiu o horário de verão, quando há coincidência entre o dia previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento deve ser no domingo seguinte, que cairá no dia 26 de fevereiro. O objetivo é evitar que, em meio a um feriado, a população acabe se esquecendo de ajustar os relógios.Este ano, o horário de verão também será adotado na Bahia, a pedido do governador do estado, Jaques Wagner. Além da Bahia, o novo horário valerá para os estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932 pelo então presidente Getúlio Vargas e foi implantado até 1967, mas de forma esporádica. A medida foi suspensa por 18 anos e voltou a vigorar no verão de 1985/86, como parte do racionamento ocorrido na época por falta de água nos reservatórios das hidrelétricas. Desde então, o horário de verão passou a ocorrer todos os anos e atualmente vários países fazem mudança no horário convencional para aproveitar melhor a luminosidade do verão.
42% dos empresários vão aumentar preços em 2012
A cada troca de coleção, o empresário Jean Makdissi Júnior, 34, dono da Íntima Store, reajusta em 4% o preço das lingeries que vende. Neste fim de ano, no entanto, ele planeja aumento superior devido à inflação e ao custo da mão de obra.
Para não afastar consumidores, o empreendedor negocia valores e formas de pagamento com fornecedores. "É a única maneira de nossa estrutura de custos não ter alta superior à que podemos repassar ao cliente", explica.
Como Makdissi Júnior, 42% dos empresários brasileiros planejam reajustar preços nos próximos 12 meses. É o que mostra pesquisa da consultoria Grant Thornton realizada no terceiro trimestre de 2011 com 11 mil donos de empresas de pequeno e médio portes em 39 países -104 deles brasileiros- e obtida com exclusividade pela Folha. Em 2010, 29% pretendiam aumentar preços.
No Brasil, o crescimento econômico e a alta da inflação -previsão de 6,5% em 2011- foram responsáveis pelo resultado, diz Javier Martinez, coordenador do estudo. "Apesar do aumento de preços, os empresários não temem perder clientes." Pela pesquisa, 78% deles apostam em um fim de ano com faturamento maior. "O Natal e as férias influenciam o cenário otimista", avalia.
Para Márcio Iavelberg, sócio da Blue Numbers, consultoria de negócios especializada em pequenas empresas, a carga tributária também influenciou os reajustes. O aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compras no exterior com cartão de crédito em março -que foi de 2,38% a 6,38%-, exemplifica, impactou o caixa dos importadores e resultou no repasse de custos aos consumidores.
Donos de pequenas empresas são os mais prejudicados pelas variações econômicas e tributárias, diz Iavelberg. "Eles carecem de planejamento para lidar com gastos inesperados", considera.
O repasse deve ser feito de forma "sutil" para não afastar a clientela, diz. Promoções para itens específicos e "reajustes esporádicos amenizam o impacto do aumento".
ERROS
O encalhe de uma coleção de bijuterias foi o primeiro indício de que algo estava errado na estratégia de vendas da Dona da Bijux, diz o proprietário, Eduardo Oliveira, 28.
Ao analisar o problema, o empresário descobriu que os artigos estavam 30% mais caros do que os da concorrência. "Os clientes elogiavam os produtos, mas devolviam todas as peças quando olhavam a tarja com o preço", conta.
O erro só não trouxe prejuízo porque, como a loja atende a atacado e a varejo, o giro de mercadorias é alto. "Hoje avalio todos os produtos e converso com os fornecedores antes de definir o quanto cobrar por eles", afirma.
Falhas na definição de preços são comuns, principalmente devido à inexperiência, de acordo com o professor de marketing e vendas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) Rafael D'Andrea. O principal erro, no entanto, não é aumentar demais a margem de lucro dos produtos, como fez Oliveira, mas reduzi-la. "Donos de pequenas empresas acham que devem oferecer preço baixo para compensar a falta de estrutura da loja", analisa D'Andrea.
Quando se erra para mais, o mercado costuma sinalizar rapidamente a inadequação, indica D'Andrea. "Os consumidores alertam o lojista quando deixam de comprar em seu estabelecimento."
Se o valor é inferior ao ideal, contudo, "demora para o empresário descobrir que poderia ter uma receita maior". Qualquer uma das falhas, porém, pode prejudicar a imagem da empresa, alerta Braulino dos Santos, consultor tributário e financeiro.
"Cobrar menos pode causar apagão no estoque e prejudicar o orçamento da empresa; o contrário pode afastar consumidores." Em sua primeira experiência como empresária, Helena Toledo, 36, proprietária da Baby Stuff, de artigos para bebês, conheceu os efeitos de um erro de precificação.
O giro rápido dos produtos foi o primeiro indicador do engano. Teve certeza da falha ao ver que, na concorrência, os mesmos artigos custavam até 10% mais, destaca.
"Agendei encontros com várias empresas de uma vez só e passei a vender os produtos sem uma avaliação detalhada do quanto valiam", justifica a empresária. Para resolver o problema, ela subiu os preços. A medida, no entanto, causou surpresa entre os clientes, afirma. "Quem havia comprado produtos pelo valor anterior questionou o aumento."
Para não afastar consumidores, o empreendedor negocia valores e formas de pagamento com fornecedores. "É a única maneira de nossa estrutura de custos não ter alta superior à que podemos repassar ao cliente", explica.
Como Makdissi Júnior, 42% dos empresários brasileiros planejam reajustar preços nos próximos 12 meses. É o que mostra pesquisa da consultoria Grant Thornton realizada no terceiro trimestre de 2011 com 11 mil donos de empresas de pequeno e médio portes em 39 países -104 deles brasileiros- e obtida com exclusividade pela Folha. Em 2010, 29% pretendiam aumentar preços.
No Brasil, o crescimento econômico e a alta da inflação -previsão de 6,5% em 2011- foram responsáveis pelo resultado, diz Javier Martinez, coordenador do estudo. "Apesar do aumento de preços, os empresários não temem perder clientes." Pela pesquisa, 78% deles apostam em um fim de ano com faturamento maior. "O Natal e as férias influenciam o cenário otimista", avalia.
Para Márcio Iavelberg, sócio da Blue Numbers, consultoria de negócios especializada em pequenas empresas, a carga tributária também influenciou os reajustes. O aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compras no exterior com cartão de crédito em março -que foi de 2,38% a 6,38%-, exemplifica, impactou o caixa dos importadores e resultou no repasse de custos aos consumidores.
Donos de pequenas empresas são os mais prejudicados pelas variações econômicas e tributárias, diz Iavelberg. "Eles carecem de planejamento para lidar com gastos inesperados", considera.
O repasse deve ser feito de forma "sutil" para não afastar a clientela, diz. Promoções para itens específicos e "reajustes esporádicos amenizam o impacto do aumento".
ERROS
O encalhe de uma coleção de bijuterias foi o primeiro indício de que algo estava errado na estratégia de vendas da Dona da Bijux, diz o proprietário, Eduardo Oliveira, 28.
Ao analisar o problema, o empresário descobriu que os artigos estavam 30% mais caros do que os da concorrência. "Os clientes elogiavam os produtos, mas devolviam todas as peças quando olhavam a tarja com o preço", conta.
O erro só não trouxe prejuízo porque, como a loja atende a atacado e a varejo, o giro de mercadorias é alto. "Hoje avalio todos os produtos e converso com os fornecedores antes de definir o quanto cobrar por eles", afirma.
Falhas na definição de preços são comuns, principalmente devido à inexperiência, de acordo com o professor de marketing e vendas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) Rafael D'Andrea. O principal erro, no entanto, não é aumentar demais a margem de lucro dos produtos, como fez Oliveira, mas reduzi-la. "Donos de pequenas empresas acham que devem oferecer preço baixo para compensar a falta de estrutura da loja", analisa D'Andrea.
Quando se erra para mais, o mercado costuma sinalizar rapidamente a inadequação, indica D'Andrea. "Os consumidores alertam o lojista quando deixam de comprar em seu estabelecimento."
Se o valor é inferior ao ideal, contudo, "demora para o empresário descobrir que poderia ter uma receita maior". Qualquer uma das falhas, porém, pode prejudicar a imagem da empresa, alerta Braulino dos Santos, consultor tributário e financeiro.
"Cobrar menos pode causar apagão no estoque e prejudicar o orçamento da empresa; o contrário pode afastar consumidores." Em sua primeira experiência como empresária, Helena Toledo, 36, proprietária da Baby Stuff, de artigos para bebês, conheceu os efeitos de um erro de precificação.
O giro rápido dos produtos foi o primeiro indicador do engano. Teve certeza da falha ao ver que, na concorrência, os mesmos artigos custavam até 10% mais, destaca.
"Agendei encontros com várias empresas de uma vez só e passei a vender os produtos sem uma avaliação detalhada do quanto valiam", justifica a empresária. Para resolver o problema, ela subiu os preços. A medida, no entanto, causou surpresa entre os clientes, afirma. "Quem havia comprado produtos pelo valor anterior questionou o aumento."
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Redes sociais
De cada dez moradores de São Paulo, oito estão nas redes sociais, mostra a Pesquisa sobre Hábitos dos Paulistanos na Internet, realizada em maio com 1.000 entrevistados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Segundo o levantamento, cerca de 9,35 milhões de pessoas, ou 82,73% dos moradores da capital paulista, fazem parte de ao menos uma rede social. Entre as pessoas com mais de 18 anos e menos de 35, o total é ainda maior, chegando a 89,54%, enquanto entre aqueles que têm entre 35 e 70 anos o total saltou de 61,05% em 2010 para 73,27% neste ano.
O Orkut segue como a rede social mais comum, com 74,91% de penetração, mas o site que pertence à empresa Google vem perdendo espaço, pois no ano passado sua popularidade chegava a 82,08%. Quem vem ganhando terreno é o Facebook, que registra 30,06 pontos porcentuais de aumento de uma pesquisa para outra, atingindo agora 54,04% da população paulistana. O Twitter é usado por 19,06% e o MSN, por 66,10%.
Aviso prévio de 90 dias poderá prejudicar trabalhador que pedir demissão
Estendido para beneficiar o empregado demitido sem justa causa, o aviso prévio de até 90 dias, sancionado ontem (11) pela presidenta Dilma Rousseff, poderá ser prejudicial ao trabalhador em algumas situações. No caso em que o próprio empregado pedir demissão, a ampliação do prazo poderá resultar em indenizações menores ou em um maior período em que o trabalhador é obrigado a ficar na empresa, sem poder procurar outro emprego.
O alerta é do especialista em direito trabalhista do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) João Armando Amarante. Segundo ele, isso decorre do fato de que o aviso prévio é aplicado de forma bilateral, onerando tanto a empresa quanto o trabalhador, conforme a situação. “A parte que rompeu o contrato terá de arcar com a indenização, seja o patrão que demitiu, seja o empregado que pediu para sair”, explica.
Quando o trabalhador é dispensado sem justa causa, o aviso prévio se traduz num período de carência, em que o empregado permanece no posto por um período até conseguir arranjar um novo trabalho, com reforço nas indenizações trabalhistas. Na situação contrária, quando o empregado vai embora por contra própria, o funcionário, em tese, tem de ficar até o antigo empregador arranjar um substituto ou pode deixar a empresa imediatamente, mas com o desconto na indenização.
Atualmente, diz o especialista, as empresas têm aberto mão do direito de exigir o aviso prévio do funcionário que pede demissão. “Na prática, muitos empregadores dispensam dessa obrigação os empregados que saem por vontade própria, mas a lei autoriza a cobrança”, diz. Ele, no entanto, adverte que a situação pode mudar com a extensão do prazo de 30 para até 90 dias.
De acordo com o advogado, as empresas podem passar a exigir a contrapartida dos empregados que pedem dispensa para compensar os prejuízos com o encarecimento das demissões. “O prazo do aviso prévio passou de um mês para até três meses. Isso terá reflexo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e nas demais verbas indenizatórias, onerando as demissões."
Amarante ressalta que a indenização por quebra de contrato não se restringe às relações trabalhistas. “O rompimento de qualquer tipo de contrato, em tese, exige uma compensação. Até os contratos de direito civil têm essa possibilidade”, declara. Apesar dos custos, ele considera positiva a ampliação do prazo do aviso prévio. “Essa proporcionalidade estava assegurada na Constituição, mas nunca havia sido regulamentada”, acrescenta.
A Constituição de 1988 estabeleceu o aviso prévio mínimo de 30 dias, mas previa que esse direito deveria ser proporcional ao tempo de permanência do empregado na empresa. Com a nova lei, o aviso prévio será estendido em um dia a cada três anos trabalhados, até o prazo máximo de 90 dias, no caso de um funcionário com 20 anos de emprego e que terá 60 dias somados ao prazo de 30 dias.
As novas regras não serão retroativas. A extensão do aviso prévio só vale para as novas demissões, ocorridas a partir da publicação da lei no Diário Oficial da União, prevista para amanhã (13).
O alerta é do especialista em direito trabalhista do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) João Armando Amarante. Segundo ele, isso decorre do fato de que o aviso prévio é aplicado de forma bilateral, onerando tanto a empresa quanto o trabalhador, conforme a situação. “A parte que rompeu o contrato terá de arcar com a indenização, seja o patrão que demitiu, seja o empregado que pediu para sair”, explica.
Quando o trabalhador é dispensado sem justa causa, o aviso prévio se traduz num período de carência, em que o empregado permanece no posto por um período até conseguir arranjar um novo trabalho, com reforço nas indenizações trabalhistas. Na situação contrária, quando o empregado vai embora por contra própria, o funcionário, em tese, tem de ficar até o antigo empregador arranjar um substituto ou pode deixar a empresa imediatamente, mas com o desconto na indenização.
Atualmente, diz o especialista, as empresas têm aberto mão do direito de exigir o aviso prévio do funcionário que pede demissão. “Na prática, muitos empregadores dispensam dessa obrigação os empregados que saem por vontade própria, mas a lei autoriza a cobrança”, diz. Ele, no entanto, adverte que a situação pode mudar com a extensão do prazo de 30 para até 90 dias.
De acordo com o advogado, as empresas podem passar a exigir a contrapartida dos empregados que pedem dispensa para compensar os prejuízos com o encarecimento das demissões. “O prazo do aviso prévio passou de um mês para até três meses. Isso terá reflexo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e nas demais verbas indenizatórias, onerando as demissões."
Amarante ressalta que a indenização por quebra de contrato não se restringe às relações trabalhistas. “O rompimento de qualquer tipo de contrato, em tese, exige uma compensação. Até os contratos de direito civil têm essa possibilidade”, declara. Apesar dos custos, ele considera positiva a ampliação do prazo do aviso prévio. “Essa proporcionalidade estava assegurada na Constituição, mas nunca havia sido regulamentada”, acrescenta.
A Constituição de 1988 estabeleceu o aviso prévio mínimo de 30 dias, mas previa que esse direito deveria ser proporcional ao tempo de permanência do empregado na empresa. Com a nova lei, o aviso prévio será estendido em um dia a cada três anos trabalhados, até o prazo máximo de 90 dias, no caso de um funcionário com 20 anos de emprego e que terá 60 dias somados ao prazo de 30 dias.
As novas regras não serão retroativas. A extensão do aviso prévio só vale para as novas demissões, ocorridas a partir da publicação da lei no Diário Oficial da União, prevista para amanhã (13).
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Preços de brinquedos têm variação de até 140%
Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP achou variação de até 140,13% em preços de brinquedos vendidos na capital paulista.
Segundo o órgão, a maior variação foi encontrada na boneca Coleção Frutinhas --Banana e Morango--, da Cotiplás.
O produto foi encontrado na loja Armarinhos Fernando, na região central da capital, por R$ 22,90. O mesmo brinquedo, em uma loja do Walmart, na zona sul de São Paulo, por R$ 54,99 --140,13% a mais que no outro estabelecimento.
A diferença média de preços entre a pesquisa --feita anualmente às vésperas do Dia da Criança-- realizada em 2010 e a deste ano foi de 6,58%, informou o Procon-SP.
Ainda de acordo com a pesquisa, o Armarinhos Fernando foi o local com a maior quantidade de produtos com menor preço encontrados --45 itens, de um total de 52.
A pesquisa foi feita nos dias 19 e 20 de setembro e envolveu dez estabelecimentos, distribuídos pelas cinco regiões de São Paulo.
DICAS
O Procon-SP orienta o consumidor a, antes de comprar qualquer brinquedo, verificar os seguintes dados na embalagem: faixa etária, fabricante, instruções, selo de segurança Inmetro e selo de um órgão credenciado, como IQB ou Falcão Bauer.
Produtos importados devem apresentar as mesmas informações exigidas para os nacionais, em língua portuguesa.
Confira outras orientações do Procon-SP antes de escolher o presente para Dia da Criança:
- Brinquedos com ruídos excessivos podem causar danos à audição
- Produtos com cheiros e formas que imitam alimentos podem ser ingeridos indevidamente pela criança
- Embalagens não devem conter grampos, pregos ou parafusos
- Brinquedos compostos por materiais que se quebram facilmente, ou que possuam cordões longos, partes pontiagudas e cantos afiados não são recomendados
- Não adquira brinquedos com peças muito pequenas para crianças menores de três anos, uma vez que há risco de serem engolidas.
Segundo o órgão, a maior variação foi encontrada na boneca Coleção Frutinhas --Banana e Morango--, da Cotiplás.
O produto foi encontrado na loja Armarinhos Fernando, na região central da capital, por R$ 22,90. O mesmo brinquedo, em uma loja do Walmart, na zona sul de São Paulo, por R$ 54,99 --140,13% a mais que no outro estabelecimento.
A diferença média de preços entre a pesquisa --feita anualmente às vésperas do Dia da Criança-- realizada em 2010 e a deste ano foi de 6,58%, informou o Procon-SP.
Ainda de acordo com a pesquisa, o Armarinhos Fernando foi o local com a maior quantidade de produtos com menor preço encontrados --45 itens, de um total de 52.
A pesquisa foi feita nos dias 19 e 20 de setembro e envolveu dez estabelecimentos, distribuídos pelas cinco regiões de São Paulo.
DICAS
O Procon-SP orienta o consumidor a, antes de comprar qualquer brinquedo, verificar os seguintes dados na embalagem: faixa etária, fabricante, instruções, selo de segurança Inmetro e selo de um órgão credenciado, como IQB ou Falcão Bauer.
Produtos importados devem apresentar as mesmas informações exigidas para os nacionais, em língua portuguesa.
Confira outras orientações do Procon-SP antes de escolher o presente para Dia da Criança:
- Brinquedos com ruídos excessivos podem causar danos à audição
- Produtos com cheiros e formas que imitam alimentos podem ser ingeridos indevidamente pela criança
- Embalagens não devem conter grampos, pregos ou parafusos
- Brinquedos compostos por materiais que se quebram facilmente, ou que possuam cordões longos, partes pontiagudas e cantos afiados não são recomendados
- Não adquira brinquedos com peças muito pequenas para crianças menores de três anos, uma vez que há risco de serem engolidas.
Greve dos bancários completa dez dias sem nova proposta
A greve dos bancários chegou ontem seu 10º dia sem nova proposta de negociação.
De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 8.758 agências não abriram as portas hoje no país.
Segundo a entidade, o número corresponde a 43,6% das agências do país.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, afirmou que adesão à greve atingiu 30 mil trabalhadores em sua base de atuação.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) afirma que mantém a disposição para o diálogo.
"Para que isso ocorra, é necessária uma sinalização mais concreta das lideranças sindicais de que uma eventual nova proposta não será rechaçada liminarmente", diz a entidade, em nota.
De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 8.758 agências não abriram as portas hoje no país.
Segundo a entidade, o número corresponde a 43,6% das agências do país.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, afirmou que adesão à greve atingiu 30 mil trabalhadores em sua base de atuação.
A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) afirma que mantém a disposição para o diálogo.
"Para que isso ocorra, é necessária uma sinalização mais concreta das lideranças sindicais de que uma eventual nova proposta não será rechaçada liminarmente", diz a entidade, em nota.
Ricos controlam mais os filhos na internet
Quanto menor a renda familiar e maior o desconhecimento da rede, menor o controle dos pais sobre o que o filho vê na internet. Segundo pesquisa do CGI (Comitê Gestor da Internet) sobre o uso de tecnologias por crianças entre cinco e nove anos de idade, 21% dos pais nada fazem para restringir ou controlar por onde as crianças navegam na web.
Das 2.516 crianças ouvidas entre setembro e novembro do ano passado, 51% disseram já ter usado um computador, e cerca de metade delas (27%), internet.
De acordo com o estudo, 39% das crianças usam a internet sozinhas, contra 29% das que a utilizam na presença de parentes e 28%, com professores.
Quando perguntados sobre que tipo de restrição ou controle exerciam sobre os filhos, 40% disseram conversar com a criança para orientá-la. 34% afirmaram controlar o tempo de uso do computador, e 31% disseram ficar ao lado enquanto a criança navegava. Apenas 15% dos pais falaram que bloqueiam sites que não gostariam que seus filhos visitassem.
Em casa, os computadores geralmente ficam na sala de estar (44%), mas 21% das crianças disseram ter máquinas no próprio quarto.
PAIS CONECTADOS
Quanto maior o desconhecimento dos pais sobre a rede, maior a liberdade do pequeno para navegar. Enquanto 19% dos pais que usam internet bloqueiam sites, apenas 2% dos que não utilizam a rede fazem esse tipo de restrição.
Entre os pais que não usam internet, 35% não controlam o que seus filhos acessam. Entre os que usam, o número cai para menos da metade (16%).
RENDA E CONTROLE
Não é só o uso da internet pelos pais que aumenta o controle sobre o que os filhos acessam. A renda também parece ser fator determinante.
Enquanto apenas 9% dos pais de classe A disseram não controlar a navegação dos filhos, esse percentual chega a 37% nas classes D e E.
Ainda segundo a pesquisa, 61% dos pais de classe A ficam ao lado da criança enquanto ela usa internet. Esse percentual cai para 8% nas classes D e E.
Das 2.516 crianças ouvidas entre setembro e novembro do ano passado, 51% disseram já ter usado um computador, e cerca de metade delas (27%), internet.
De acordo com o estudo, 39% das crianças usam a internet sozinhas, contra 29% das que a utilizam na presença de parentes e 28%, com professores.
Quando perguntados sobre que tipo de restrição ou controle exerciam sobre os filhos, 40% disseram conversar com a criança para orientá-la. 34% afirmaram controlar o tempo de uso do computador, e 31% disseram ficar ao lado enquanto a criança navegava. Apenas 15% dos pais falaram que bloqueiam sites que não gostariam que seus filhos visitassem.
Em casa, os computadores geralmente ficam na sala de estar (44%), mas 21% das crianças disseram ter máquinas no próprio quarto.
PAIS CONECTADOS
Quanto maior o desconhecimento dos pais sobre a rede, maior a liberdade do pequeno para navegar. Enquanto 19% dos pais que usam internet bloqueiam sites, apenas 2% dos que não utilizam a rede fazem esse tipo de restrição.
Entre os pais que não usam internet, 35% não controlam o que seus filhos acessam. Entre os que usam, o número cai para menos da metade (16%).
RENDA E CONTROLE
Não é só o uso da internet pelos pais que aumenta o controle sobre o que os filhos acessam. A renda também parece ser fator determinante.
Enquanto apenas 9% dos pais de classe A disseram não controlar a navegação dos filhos, esse percentual chega a 37% nas classes D e E.
Ainda segundo a pesquisa, 61% dos pais de classe A ficam ao lado da criança enquanto ela usa internet. Esse percentual cai para 8% nas classes D e E.
Alta do dólar impedirá que o Brasil tenha mais um "Natal dos importados"
A crise externa já está afetando o movimento do comércio e o Natal deste ano deve ser menos aquecido que em 2010. No ano passado, com o dólar a R$ 1,60, os comerciantes puderam garantir um bom estoque de produtos estrangeiros e tiveram o “Natal dos importados”. Agora, porém, a alta da divisa pode estragar a festa. A moeda norte-americana subiu 18% somente em setembro e chegou a outubro variando entre R$ 1,80 e R$ 1,90. O resultado do que foi praticamente uma maxidesvalorização do real é que o estoque de produtos importados deve ser drasticamente reduzido.
Os empresários já estão refazendo suas contas. Até agora, eles acreditavam que as vendas de fim de ano deveriam crescer 7,5% em relação ao ano passado, mas, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a estimativa já caiu para 6%. Para o economista-chefe da entidade, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, o corte reflete a crise global e a alta do dólar. A piora do cenário foi captada também pelo Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que permaneceu praticamente estagnado em setembro, com alta de apenas 0,1% ante o mês anterior.
Com os negócios girando mais lentamente, o setor deve também reduzir a oferta de vagas em todo o país e a previsão de contratar 140 mil trabalhadores temporários pelo setor neste fim de ano dificilmente será concretizada.
Para os varejistas, o Dia das Crianças, na semana que vem, será um termômetro para avaliar o comportamento do mercado em 2011. Mas em setembro, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem, o movimento de consumidores nas lojas de todo o país já caiu 0,3% em comparação com o mês anterior. O indicador reflete as consultas feitas pelos comerciantes ao cadastro da Serasa e, de acordo com os economistas da instituição, o resultado indica que a atividade está em desaceleração.
Incerteza
“Em 2010, as vendas da loja foram bem altas e tivemos grandes lucros, mas agora o estoque de produtos importados está menor e por isso o fim de ano não será tão bom”, observou Eliane Evangelista da Silva, 27 anos, vendedora de uma loja de produtos eletrônicos. Kênio da Silva, 29, gerente de uma loja de calçados, também estima que o mercado será menos aquecido nesse Natal. “Em setembro, faturamos 8% a mais do que no ano passado. Mas, em dezembro acredito que as vendas serão menores do que em 2010”, afirmou.
Já Derivan Gonçalves, 29 anos, gerente de uma loja de vestuário masculino, está otimista. Ele acredita que os clientes fiéis vão garantir boas vendas no
Natal e que a crise não vai afetar tanto os consumidores. “Investi bastante na loja e estou com uma estimativa de faturamento de R$ 500 mil ante os R$ 300 mil do ano passado”, disse.
O ICEC revelou ainda um recuo de 0,3% no item que mede a confiança do empresariado na economia do país. Segundo o economista da CNC João Felipe Santoro Araújo, isso mostra que o comércio já sente o impacto da crise. Ele ressalta que as expectativas ainda são favoráveis, porém não tão fortes como ano passado. “Com isso, 2011 será um ano mais fraco em termos de vendas e contratações temporárias.”
Os empresários já estão refazendo suas contas. Até agora, eles acreditavam que as vendas de fim de ano deveriam crescer 7,5% em relação ao ano passado, mas, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a estimativa já caiu para 6%. Para o economista-chefe da entidade, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, o corte reflete a crise global e a alta do dólar. A piora do cenário foi captada também pelo Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que permaneceu praticamente estagnado em setembro, com alta de apenas 0,1% ante o mês anterior.
Com os negócios girando mais lentamente, o setor deve também reduzir a oferta de vagas em todo o país e a previsão de contratar 140 mil trabalhadores temporários pelo setor neste fim de ano dificilmente será concretizada.
Para os varejistas, o Dia das Crianças, na semana que vem, será um termômetro para avaliar o comportamento do mercado em 2011. Mas em setembro, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado ontem, o movimento de consumidores nas lojas de todo o país já caiu 0,3% em comparação com o mês anterior. O indicador reflete as consultas feitas pelos comerciantes ao cadastro da Serasa e, de acordo com os economistas da instituição, o resultado indica que a atividade está em desaceleração.
Incerteza
“Em 2010, as vendas da loja foram bem altas e tivemos grandes lucros, mas agora o estoque de produtos importados está menor e por isso o fim de ano não será tão bom”, observou Eliane Evangelista da Silva, 27 anos, vendedora de uma loja de produtos eletrônicos. Kênio da Silva, 29, gerente de uma loja de calçados, também estima que o mercado será menos aquecido nesse Natal. “Em setembro, faturamos 8% a mais do que no ano passado. Mas, em dezembro acredito que as vendas serão menores do que em 2010”, afirmou.
Já Derivan Gonçalves, 29 anos, gerente de uma loja de vestuário masculino, está otimista. Ele acredita que os clientes fiéis vão garantir boas vendas no
Natal e que a crise não vai afetar tanto os consumidores. “Investi bastante na loja e estou com uma estimativa de faturamento de R$ 500 mil ante os R$ 300 mil do ano passado”, disse.
O ICEC revelou ainda um recuo de 0,3% no item que mede a confiança do empresariado na economia do país. Segundo o economista da CNC João Felipe Santoro Araújo, isso mostra que o comércio já sente o impacto da crise. Ele ressalta que as expectativas ainda são favoráveis, porém não tão fortes como ano passado. “Com isso, 2011 será um ano mais fraco em termos de vendas e contratações temporárias.”
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Aumento do dólar ainda não afetou bolso do consumidor
O aumento do dólar ainda não afetou preços dos produtos em São Paulo. O coordenador-adjunto do IPC (Índice de Preços ao Consumidor ), Rafael Costa Lima, afirmou nesta terça-feira (4) que a depreciação cambial ainda não foi sentida pelos preços ao consumidor em São Paulo.
De acordo com ele, o impacto sobre a inflação no varejo vai depender da persistência do dólar em níveis elevados nos próximos meses, que, se confirmada, pode pressionar, por exemplo, produtos eletrônicos, que têm boa parte de itens importados em sua composição.
Outro item sujeito às pressões no câmbio são as passagens aéreas. "O dólar pode puxar mais adiante", comentou sobre esse produtos, que em setembro esteve em segundo lugar na lista de quedas dos que mais contribuíram para o IPC. No mês passado, passagem aérea teve variação negativa de 2,52%, com variação ponderada de -0,01 ponto porcentual no IPC, ou contribuição de -5,30%. O primeiro lugar do ranking foi ocupado por tomate, com recuo de 6,12%.
Mas Costa Lima afirma que, particularmente, não acredita em um impacto do câmbio no curto prazo.
- Acho que o câmbio pode ser mais fortemente sentido só no ano que vem. Nos índices de varejo, esse efeito não tem sido tão forte assim.
Costa Lima ponderou ainda que a queda nos preços de commodities é um fator que ameniza efeito do câmbio na inflação.
Para o coordenador-adjunto, o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), em 30 pontos porcentuais, para automóveis não produzidos no Brasil também não deve ter influência sobre o IPC.
- A não ser que se reflita na competitividade do setor como um todo.
Ele argumentou que a participação de automóveis importados dentro do IPC é ínfima.
O novo IPI entrou em vigor no dia 16 de setembro, aplicado a empresas não habilitadas no regime automotivo, que exige contrapartidas em inovação, conteúdo regional e fábrica no Brasil, e ficará entre 37% e 55% para automóveis, 30% para caminhões e 34% para caminhonetes e comerciais leves.
De acordo com ele, o impacto sobre a inflação no varejo vai depender da persistência do dólar em níveis elevados nos próximos meses, que, se confirmada, pode pressionar, por exemplo, produtos eletrônicos, que têm boa parte de itens importados em sua composição.
Outro item sujeito às pressões no câmbio são as passagens aéreas. "O dólar pode puxar mais adiante", comentou sobre esse produtos, que em setembro esteve em segundo lugar na lista de quedas dos que mais contribuíram para o IPC. No mês passado, passagem aérea teve variação negativa de 2,52%, com variação ponderada de -0,01 ponto porcentual no IPC, ou contribuição de -5,30%. O primeiro lugar do ranking foi ocupado por tomate, com recuo de 6,12%.
Mas Costa Lima afirma que, particularmente, não acredita em um impacto do câmbio no curto prazo.
- Acho que o câmbio pode ser mais fortemente sentido só no ano que vem. Nos índices de varejo, esse efeito não tem sido tão forte assim.
Costa Lima ponderou ainda que a queda nos preços de commodities é um fator que ameniza efeito do câmbio na inflação.
Para o coordenador-adjunto, o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), em 30 pontos porcentuais, para automóveis não produzidos no Brasil também não deve ter influência sobre o IPC.
- A não ser que se reflita na competitividade do setor como um todo.
Ele argumentou que a participação de automóveis importados dentro do IPC é ínfima.
O novo IPI entrou em vigor no dia 16 de setembro, aplicado a empresas não habilitadas no regime automotivo, que exige contrapartidas em inovação, conteúdo regional e fábrica no Brasil, e ficará entre 37% e 55% para automóveis, 30% para caminhões e 34% para caminhonetes e comerciais leves.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Medo do desemprego é o menor em 15 anos, aponta CNI
O medo do desemprego, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu o menor nível desde o início do levantamento, em maio de 1996. Segundo o índice divulgado nesta segunda-feira (3/10) pela entidade, o indicador fechou setembro em 78,7 pontos. Tendo como base o referencial de 100 pontos, o índice é mais alto quanto maior o receio do trabalhador de perder o emprego.
O indicador recuou 3,9% na comparação com a pesquisa anterior, em julho, e 2,9% em relação a setembro de 2010. De acordo com a CNI, as baixas taxas de desemprego divulgadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que apontou desocupação de 6% em agosto – melhoraram a percepção sobre o mercado de trabalho. Outro fator apontado pela entidade foi a proximidade do fim do ano, época marcada por contratações temporárias.
No mês passado, 57% dos brasileiros declararam não ter medo algum do desemprego, o maior percentual detectado até agora. Em julho, a parcela da população que disse não ter qualquer medo do desemprego era 53,6%. A proporção de pessoas que informaram ter muito medo de serem demitidas atingiu 12,8%, o menor percentual da série. A parcela da população com pouco medo de perder o posto de trabalho caiu de 31% em julho para 30,2% em setembro.
Elaborado pela CNI com base em pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o levantamento ouviu 2.002 pessoas em todo o país. A pesquisa foi realizada entre 16 e 20 de setembro. Fonte: Agência Brasil
O indicador recuou 3,9% na comparação com a pesquisa anterior, em julho, e 2,9% em relação a setembro de 2010. De acordo com a CNI, as baixas taxas de desemprego divulgadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que apontou desocupação de 6% em agosto – melhoraram a percepção sobre o mercado de trabalho. Outro fator apontado pela entidade foi a proximidade do fim do ano, época marcada por contratações temporárias.
No mês passado, 57% dos brasileiros declararam não ter medo algum do desemprego, o maior percentual detectado até agora. Em julho, a parcela da população que disse não ter qualquer medo do desemprego era 53,6%. A proporção de pessoas que informaram ter muito medo de serem demitidas atingiu 12,8%, o menor percentual da série. A parcela da população com pouco medo de perder o posto de trabalho caiu de 31% em julho para 30,2% em setembro.
Elaborado pela CNI com base em pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o levantamento ouviu 2.002 pessoas em todo o país. A pesquisa foi realizada entre 16 e 20 de setembro. Fonte: Agência Brasil
Bancários manterão greve por tempo indeterminado
Os bancários de São Paulo, Osasco e região decidiram em assembleia realizada ontem manter a greve por tempo indeterminado. Segundo o sindicato, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou uma proposta.
A categoria está parada desde o dia 27 de setembro, após rejeitar proposta dos bancos de um aumento real de 0,56%. Foram realizadas cinco rodadas de negociação. Assim como o pedido de aumento, também não foram atendidas outras reivindicações feitas pelos bancários, como participação maior nos lucros e resultados.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirma que os patrões é que levaram os funcionários a entrar em greve.
- Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria, apesar de acumularem lucros 20% maiores, levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim à paralisação. Os bancos são um dos setores mais lucrativos do País, têm condições de apresentar proposta decente à categoria.
Balanço final aponta que 773 locais de trabalhos na região de São Paulo foram paralisados hoje, oitavo dia de greve. Uma nova assembleia está marcada para a próxima quarta-feira (5). Fonte: Record
A categoria está parada desde o dia 27 de setembro, após rejeitar proposta dos bancos de um aumento real de 0,56%. Foram realizadas cinco rodadas de negociação. Assim como o pedido de aumento, também não foram atendidas outras reivindicações feitas pelos bancários, como participação maior nos lucros e resultados.
A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, afirma que os patrões é que levaram os funcionários a entrar em greve.
- Os banqueiros, ao apresentar proposta insuficiente à categoria, apesar de acumularem lucros 20% maiores, levaram os trabalhadores à greve. Assim, são eles que têm a responsabilidade de colocar um fim à paralisação. Os bancos são um dos setores mais lucrativos do País, têm condições de apresentar proposta decente à categoria.
Balanço final aponta que 773 locais de trabalhos na região de São Paulo foram paralisados hoje, oitavo dia de greve. Uma nova assembleia está marcada para a próxima quarta-feira (5). Fonte: Record
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