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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mercado mantém projeção de inflação de 2011 e de 2012



O mercado financeiro manteve a projeção para a inflação em 2011 e 2012, segundo o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano ficou em 6,31%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

A projeção para a inflação em 2012 foi mantida em 5,20%. No caso da inflação de curto prazo, o mercado manteve em 0,20% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho de 2011. Para a inflação de agosto, a taxa prevista ficou estável em 0,29%.

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, de 3,94%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi reduzida de 4,10% para 4%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 caiu de 3,28% para 3,25%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria subiu de 4,38% para 4,40%.

Juros e dólar 

De acordo com a pesquisa Focus, os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 12,75% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,25% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 foi elevada de 12,50% ao ano para 12,63%.

Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 seguiu em R$ 1,60. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio subiu de R$ 1,68 para R$ 1,69.

Contas externas 

A previsão do mercado financeiro para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 60 bilhões para US$ 59,45 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos seguiu em US$ 70 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2011 subiu de US$ 20,06 bilhões para US$ 21 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial aumentou de US$ 10 bilhões para US$ 10,07 bilhões.

Analistas elevaram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011 de US$ 52,20 bilhões para US$ 55 bilhões. Para 2012, a previsão subiu de US$ 47,50 bilhões para US$ 49,40 bilhões. 


Fonte: O Estadão Online
 

Teste de bancos não convence e bolsas europeias despencam



Os resultados dos testes que avaliaram os bancos europeus não convenceram os investidores. De acordo com analistas, eles deram apenas uma visão parcial da situação financeira dessas instituições. Sem uma certeza sobre o grau de exposição dos bancos em títulos de países que correm risco de calote, investidores começaram um forte movimento de venda das ações dessas instituições. Às 12h (horário de Brasília), a Bolsa de Milão despenca 3,15%. Em Lisboa, a queda chega a 2,41% e, em Portugal, 1,50%. As ações do banco Intesa Sanpaolo, em Milão, caem 6,63%. Já as negociações com os papéis das instituições Unicredit e Monte Paschi foram suspenas.

Na sexta-feira, a Autoridade Bancária Europeia (ABE) informou que oito instituições financeiras fracassaram no teste de estresse. O objetivo dessa avaliação era provar a solidez do sistema financeiro do bloco, mesmo que a União Europeia atravesse sua mais grave crise desde o advento do euro. Para analistas do mercado financeiro, porém, o pequeno número de bancos reprovados, em um momento de grave crise na Europa, trouxe dúvidas sobre a credibilidade do teste

O balanço foi divulgado no fim da tarde, após o fechamento das bolsas europeias. Os bancos espanhóis foram os mais avaliados, com 25 companhias, e também os mais reprovados. Sem surpresa, as "caixas" se revelaram as mais frágeis: Caja Mediterraneo (CAM), CatalunyaCaixa, Unnim e CajaTres, assim como Banco Pastor, terão de se reestruturar. Nos testes de 2010, os espanhóis haviam se revelado os mais precários.

Na Grécia, os bancos Eurobank e ATEBank - já reprovado no ano passado - não passaram no teste. Já as incertezas sobre o Banco Nacional da Grécia (BNG), o maior do país, foram, segundo a ABE, dirimidas. Completa a lista dos fracassados o banco austríaco Österreichische Volksbank.

Segundo o Credit Suisse, 27 bancos europeus precisariam levantar um total de 82 bilhões de euros em capital novo para manter o nível de segurança . Esse montante é bem maior do que a deficiência de 2,5 bilhões de euros dividida entre os 8 bancos anunciados como problemáticos no resultado do teste.

Estados Unidos. A preocupação com o nível de endividamento dos Estados Unidos é outro foco de nervosismo nos mercados nessa Segunda-feira. A agência de classificação de risco Fitch Ratings reiterou seu alerta de que colocará a nota de risco dos EUA em observação com implicações negativas se o governo não aumentar o limite da dívida até 2 de agosto, embora ainda preveja que o país conseguirá fazer isso e pagará "inteiramente e no momento certo" todas as suas obrigações.

"O acordo sobre uma estratégia de consolidação fiscal vai garantir o status AAA (nível mais alto de confiança) dos EUA. Um fracasso sobre isso vai inevitavelmente enfraquecer o perfil de crédito soberano e pode resultar em um rebaixamento do rating soberano", disse a Fitch. Standard & Poor's e Moody's já colocaram o rating dos EUA em observação com implicações Negativas.

As bolsas americanas operam em baixa. O índice Dow Jones cai 1,16% e a Nasdaq, 1,27%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também opera no terreno negativo - queda de 0,49%. As informações são da Dow Jones. 



Fonte: O Estadão Online
 

Governo não estuda medidas para enfrentar crise dos EUA



O vice-presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira, 18, que o governo não prepara neste momento medidas econômicas para o caso de a situação na Europa e nos Estados Unidos piorar. "Não, neste momento, emergenciais, nenhuma", disse Temer a jornalistas, depois de ser questionado se havia medidas "no forno", esperando que a situação piore.

Segundo Temer, que conversou com a imprensa após reunião de coordenação, o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, fez "um breve relato" sobre a conjuntura na Europa, onde a crise da dívida tem atingido alguns países da periferia da zona do euro, e nos Estados Unidos, onde o Congresso ainda não chegou a um acordo para autorizar a elevação do teto da dívida.

"Houve uma análise principalmente da questão dos Estados Unidos", disse Temer, acrescentando que a expectativa é de que, se o acordo não sair, o presidente Barack Obama recorra à Corte Suprema para garantir os pagamentos da dívida.

"Não analisamos eventuais medidas que virão se eventualmente vier uma crise", disse o vice-presidente.

Os Estados Unidos precisam chegar a um acordo para elevar o limite da dívida e evitar um possível default. O Congresso norte-americano tem prazo até 2 de agosto para permitir o aumento do limite de financiamentos do país, atualmente em US$ 14,3 trilhões, para liberar o Tesouro a captar mais recursos e manter o governo solvente.

Apesar de haver preocupação com as dificuldades de Obama para conseguir elevar o teto da dívida, o governo brasileiro acredita que antes do prazo será construído um acordo entre republicanos e democratas.

"Nós consideramos muito pouco provável que não haja um acordo (para elevar o limite do teto da dívida)", disse à Reuters o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, após a reunião.

Na avaliação do governo, se não houver um consenso nos Estados Unidos, todas as economias seriam afetadas. "Aí é evidente que ninguém escapa das consequências. Muda o cenário econômico mundial", avaliou Carvalho, acrescentando que na reunião não foram analisadas possíveis dificuldades específicas para a economia brasileira.

Mais cedo, em entrevista coletiva em Florianópolis (SC), a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi na mesma linha e disse que o Brasil não é "impermeável" às crises na Europa e nos Estados Unidos e, por isso, "há uma permanente vigília da equipe econômica".

Essa é a segunda reunião de coordenação política do governo convocada por Dilma para debater o cenário econômico mundial. Na semana passada, Barbosa já havia feito uma apresentação aos principais ministros sobre o tema.


Fonte: O Estadão Online

Álcool tem leve alta, deixa de compensar no PR e agora vale a pena em quatro Estados



O preço médio do álcool teve uma leve alta na semana passada e agora é vendido a R$ 1,999 nos postos de combustível brasileiro. Com o aumento, o etanol deixou de ser vantajoso no Paraná e agora só compensa em quatro Estados brasileiros – Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Tocantins. 

O levantamento foi feito pelo R7 com base nos dados divulgados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A coleta de preços dos combustíveis foi feita entre os dias 10 e 16 de julho em cerca de 9.000 postos brasileiros.

Assim como na semana anterior, o litro de álcool mais barato do Brasil é encontrado no Mato Grosso, onde o combustível é vendido, em média, por R$ 1,645. Em São Paulo, o litro de etanol sai, em média, por R$ 1,81, enquanto no Rio de Janeiro o preço do combustível é de R$ 2,21.

A relação entre o álcool e a gasolina é calculada com base na informação de que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder nos motores à gasolina.
Para descobrir qual combustível compensa, o consumidor deve dividir o preço do álcool pelo da gasolina. Se a conta ficar abaixo de 0,70, vale a pena escolher o álcool. Vale lembrar que a forma de dirigir e o modelo de veículo também interferem no consumo de combustível do carro.
Ainda que seja uma tecnologia brasileira e as usinas de etanol trabalhem a todo vapor, ainda compensa encher o tanque com gasolina em 23 unidades federativas do país.

Compensa escolher o derivado de petróleo e deixar o álcool de lado no Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. 


Fonte: Record
 

Compensação de cheques fica mais rápida a partir de hoje



A partir desta terça-feira (19/7), o prazo para compensação de cheques com valor inferior a R$ 299,99 passará a ser de dois dias úteis, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Para cheques acima de R$ 300, o prazo será de um dia útil. Antes, os prazos eram de quatro e dois dias, respectivamente.

Segundo a Febraban, nos dois casos, o prazo menor irá vigorar em todo o território nacional, acabando com as diferenças regionais. Em locais de difícil acesso, os cheques, até então, poderiam levar até 20 dias úteis para ser compensados.

O prazo menor no processo de compensação estava previsto desde 20 de maio, quando os bancos passaram a operar a Compensação Digital por Imagem. O projeto começou a ser desenvolvido em 2009 pela Febraban.

De acordo com a Febraban, além de unificar a compensação no país, outra vantagem importante da Compensação Digital por Imagem é a segurança. “Com a eliminação do trajeto físico do cheque, reduz-se a possibilidade de clonagem, extravio, perdas e roubo”, diz a federação, em nota. A expectativa da Febraban é reduzir “a clonagem e a falsificação dos cheques, que proporcionaram, em 2010, prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão para o comércio e de R$ 283 milhões para os bancos”.
 
Do ponto de vista ambiental, o benefício também é importante, pois contribui para a redução expressiva de emissões de CO2 na atmosfera”, acrescenta a Febraban. 

No processo de compensação por imagem, o banco captura as informações do cheque, por meio de código de barras, e a imagem do cheque. Depois, encaminha as informações e o cheque escaneado para a Câmara de Compensação do Banco do Brasil (BB), que faz o processamento desse arquivo e o encaminha ao banco de origem, que fica com o cheque físico.


Fonte: Agência Brasil
 

Eletropaulo é multada em R$ 26,7 mipor falhas no fornecimento de energia



A Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) aplicou, no último dia 12 de julho, multa de R$ 26,76 milhões à AES Eletropaulo por problemas no fornecimento de energia em sua área de concessão.

A penalidade foi publicada no Diário Oficial do Estado e se refere à fiscalização técnica periódica realizada pela agência entre 21 de junho e 2 de julho, com vistas a analisar o período entre 2009 e maio de 2010.

Segundo a Arsesp, a notificação foi enviada à AES Eletropaulo no próprio dia 12 de julho. A partir do recebimento da autuação, a empresa tem até 10 dias para apresentar recurso junto ao Conselho de Orientação de Energia. No plano administrativo, cabe recurso em primeira instância na Arsesp e em segunda instância na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). 


Fonte: Record
 

Mercado de seguros cresce 25%; seguro-viagem aumenta 87%



O mercado de seguros pessoais, que engloba seguros de vida, acidentes pessoais e proteção financeira, entre outros, acumulou R$ 1,5 bilhão em prêmios no mês de maio, em crescimento de 25,37% sobre o desempenho registrado no mesmo mês de 2010.

Em cinco meses, esse segmento da indústria movimentou R$ 7,7 bilhões, em um aumento de 24,69% sobre o total de prêmios acumulados entre janeiro de maio de 2010, conforme levantamento da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Ainda conforme a Fenaprevi, ootal de sinistros pagos na indústria de seguros pessoais atingiu R$ 402,3 milhões em maio, número 2,25% maior que maio de 2010 

Entre janeiro a maio, o total de sinistros pagos foi de R$ 1,9 bilhão, num crescimento de 5,33%.

A Federação registrou um forte crescimento nos seguros para viagem, alavancados pelo forte incremento nos embarques para o exterior. Essa indústria acumulou R$ 2,9 milhões em maio, o que representa um crescimento de 87,03% sobre maio do ano passado.

Entre janeiro e maio, foram pagos R$ 16,9 milhões em prêmios nesse segmento, em um incremento de 48,11% sobre o total acumulado no período de janeiro a maio de 2010.

Outro forte crescimento foi detectado no segmento de seguros para acidentes pessoais, com prêmios acumulados de R$ 334,3 milhões em maio, o que representa um aumento de 42,12% sobre o total acumulado em maio do ano passado. Em cinco meses, os prêmios para esse segmento somaram R$ 1,6 bilhão, um incremento de 42% sobre o total registrado no mesmo período de 2010. 


Fonte: Folha Online
 

Vendas de consórcios sobem 28% e superam 1 mi até maio, diz Abac



As empresas e bancos que vendem consórcios superaram a marca histórica de 1 milhão de cotas vendidas de janeiro a maio, com a comercialização de 1,06 milhão de cotas, expansão de 28,1% no período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 18, pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

O setor acumulou volume de negócios da ordem de R$ 32 bilhões no período, expansão de 41%, segundo a Abac. Entre janeiro a maio, houve crescimentos em praticamente todas as linhas do setor, incluindo veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) com 57% de expansão, veículos pesados (caminhões, tratores, máquinas agrícolas, implementos) com 35,6%, motocicletas com 21,3%, imóveis (casas, apartamentos, terrenos e galpões, entre outros) com 15,4% e serviços, o mais novo setor de atuação dos consórcios, com 208,3%.

Em maio, o setor alcançou a marca de 4,32 milhões de participantes ativos, 11,3% mais que o registrado há um ano (3,88 milhões), segundo a Abac.

As contemplações acumuladas no período totalizaram 441,6 mil, 10,2% mais que as 400,7 mil dos primeiros cinco meses de 2010.


Veículos

A venda de novas cotas de consórcios de veículos automotores em geral registrou alta de 32,6% entre janeiro e maio de 2011 na comparação com igual período do ano anterior e o número de novos consorciados chegou a 929,5 mil, de acordo com a Abac.

Com isso, o número total de participantes em consórcios de veículos chegou a 3,63 milhões até maio, ante 3,22 milhões informado em maio de 2010, o que equivale a uma alta de 12,7%. O número de contemplações totalizaram 393 mil de janeiro a maio, ante 354,5 mil ao longo do mesmo período do ano passado, registrando alta de 10,9%.

Considerando apenas motocicletas e motonetas, segmento que responde por cerca de 50% do total de participantes do sistema de consórcios no Brasil, a venda de novas cotas cresceu 21,3% no acumulado do ano até maio, somando 568,8 mil. O número total de participantes chegou a 2,16 milhões no período, uma alta de 6,4% em relação a um ano antes.

No segmento de veículos leves foi apurada expansão de 57% no número de novas adesões nos cinco primeiros meses do ano em relação com o mesmo período do ano anterior. Foram 339,1 mil novas cotas, ante 216 mil nos cinco primeiros meses de 2010.

Já no segmento de veículos pesados, as novas cotas tiveram um avanço de 35,6% no acumulado do ano até maio ante igual período do ano anterior, somando 21,7 mil novas adesões.

Imóveis 

A venda de novas cotas de consórcios de imóveis registrou alta de 15,4% nos primeiros cinco meses desse ano em relação a igual período do ano anterior, somando 101,2 mil unidades. No mês de maio o valor médio das cotas para a compra de um imóvel subiu 6,5%, para R$ 99,8 mil, ante R$ 93,7 mil de um ano antes.

Em maio o segmento registrava 599 mil participantes, indicando acréscimo de 7,9% em relação a um ano antes. Na mesma base de comparação o número de contemplações cresceu 14,3%, para 32,7 mil participantes.

Entre março do ano passado e maio deste ano, 4.243 participantes utilizaram o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar parcelas, somando R$ 73,6 milhões.


Fonte: O Estadão Online
 

Corrida contra o relógio na Europa para salvar a Grécia e o euro



Os dirigentes da Zona do Euro ainda precisam superar importantes divergências, em particular entre o BCE e a Alemanha, para fechar na quinta-feira em Bruxelas o segundo pacote de resgate da Grécia e evitar que a crise da dívida se propague a economias muito maiores dentro da união monetária.

Convidando-se mais uma vez ao debate sobre a crise grega, o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, exortou nesta segunda-feira os dirigentes do velho continente a agir com mais firmeza. "O mundo precisa agora ver que os líderes europeus tomam medidas (...) para colocar em prática mudanças adicionais que ajudem a controlar os riscos de uma crise mais ampla", afirmou.

Por sua vez, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, expressou a confiança de seu país de que os dirigentes europeus chegarão a "um bom resultado" que levará a "calma" à Grécia, à beira da bancarrota.

O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, "não teria convocado uma cúpula se não houvesse tido sinais satisfatórios dos grandes países, em particular da Alemanha", disse à AFP uma fonte europeia próxima às negociações. No entanto, "restam coisas a solucionar entre Alemanha e o Banco Central Europeu (BCE), mas também entre os Estados da zona do euro", afirmou, pedindo o anonimato.

A participação dos credores privados da Grécia - bancos, seguros e fundos de investimento - é o pomo da discórdia entre a primeira potência europeia e o BCE.
A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou neste fim de semana que condiciona sua presença na cúpula de quinta-feira a "um resultado" concreto, sem descartar uma reestruturação da dívida.

Inclusive avalia-se a criação de uma taxa bancária para obrigar as entidades de crédito a participar do novo plano de ajuda, confirmou o ministro francês de Assuntos Europeus, Jean Leonetti. "É uma das soluções que aparecem, apresentaria a vantagem de não fazer intervir diretamente nos bancos e, portanto, de não criar potencialmente uma suspensão de pagamentos" da Grécia, explicou.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, se opõe fortemente a qualquer ideia de falta de pagamento da dívida grega, inclusive parcial. Esta opção obrigaria o BCE a não aceitar os títulos da Grécia como garantia para emprestar dinheiro aos bancos, e forçaria os governos a injetar dinheiro eles mesmos no sistema bancário na Grécia e na própria União Monetária. "Não poderíamos aceitar seus títulos como garantias normais", declarou Trichett ao jornal Financial Times Deutschland.

Na quarta-feira, para abrir caminho, funcionários de alto nível da zona do euro se reunirão na capital europeia para acabar com as últimas asperezas.

Chegar a um acordo torna-se urgente para evitar o contágio de outros países, como Itália e Espanha, que encontram-se cada dia mais pressionados pelos mercados. O nervosismo dos investidores foi palpável no mercado da dívida, onde as taxas de juros dos títulos espanhóis, italianos e gregos alcançaram novos recordes desde a criação da zona do euro. No caso dos primeiros, os bônus a dez anos superavam 6%, enquanto no dos gregos, 17,74%.

A publicação dos resultados dos "stress test" feitos em 91 bancos da zona do euro na sexta-feira, nos quais apenas oito falharam no exame, não conseguiu dissipar a preocupação geral.

As bolsas europeias fecharam no vermelho, assoladas pelas perdas dos bancos, que foram os valores mais castigados. Em Paris, o CAC 40 fechou em forte queda de 2,04%, a 3.650,71 pontos, seu nível mais baixo do ano, o Footsie-100 de Londres e o DAX de Frankfurt perderam ambos 1,55%, enquanto o Ibex 35 de Madri caiu 1,44%. A bolsa de Milão registrou a maior queda, com 3,06%. 



Fonte: France Presse
 

Inmetro reprova principais empresas em teste de banda larga




Um teste do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) reprovou as principais empresas que oferecem banda larga do tipo fixa residencial avaliadas pelo órgão segundo a metodologia desenvolvida em parceria com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o CGI.Br (Comitê Gestor da Internet no Brasil).

O estudo aponta que todos os provedores de banda larga apresentaram contratos de difícil compreensão, violando o CDC (Código de Defesa do Consumidor).

Outro ponto negativo detectado no levantamento é a não especificação da velocidade contratada, forçando o consumidor a buscar a informação em outros meios, como o site ou o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da empresa.

A garantia do serviço contratado foi outro problema detectado, já que o consumidor paga pelo serviço integral e recebe apenas parte do que foi contratado e as empresas não descontam da fatura os períodos em que o serviço esteve indisponível.

Nesses casos, alerta o estudo, a operadora deveria comunicar o consumidor e oferecer um desconto proporcional ao tempo em que o serviço ficou indisponível na fatura do mês seguinte.

OUTRO LADO

A Net informa que o contrato de prestação de serviço está em conformidade com as disposições do CDC e com as normas regulatórias da Anatel. A empresa ressalta ainda que a rede utiliza a tecnologia HFC (híbrida de fibra óptica e cobre), que, diz, garante a estabilidade do sinal e a qualidade do serviço. "Porém, a internet é um recurso compartilhado, sujeito a variáveis e interferências", completa.

A GVT destaca que os serviços foram avaliados em apenas uma das 103 cidades em que a operadora atua, "o que caracteriza um resultado parcial". A indisponibilidade encontrada, alega, "foi pontual e não representa a qualidade da banda larga da GVT".

A Telefônica ressalta que o único item considerado "não conforme" na pesquisa é o referente à análise contratual e afirma que não concorda com a avaliação.

"Uma vez que a resolução 272 da Anatel, de 09/08/2001, não elenca entre as cláusulas que devem constar no contrato firmado a obrigatoriedade de mencionar as modalidades de velocidade, nem a velocidade mínima e máxima de conexão, o site da empresa, fonte de informação mais consultada pelos clientes, descreve todas as velocidades."

A Oi considera que "nos principais itens foram perfeitamente atendidos os requisitos, ficando apenas alguns pontos a serem tratados e melhor esclarecidos com o Inmetro". Para a empresa, os resultados para o item "disponibilidade", por exemplo, necessitam de um detalhamento maior, "visando a verificação e levantamento das reais causas da disponibilidade naquele período especifico do teste".
 

Com aumento do risco, preço do ouro bate recorde



Com o aumento da aversão ao risco - provocada pelas incertezas em relação aos Estados Unidos e Europa -, a cotação do ouro bateu recorde nessa segunda-feira. O ativo, que é visto por investidores como um porto seguro, encerrou o pregão em alta de US$ 12,30, ou 0,77%, a US$ 1.602,40 por onça-troy - medida padrão utilizada para o ouro. Trata-se de uma cotação recorde para o fechamento. Durante o dia chegou até o patamar de US$ 1.607,90 por onça-troy.

Operadores disseram que nesta semana o mercado estará concentrado na Europa, visto que os resultados dos testes de saúde financeira dos bancos não convenceu os investidores. Na sexta-feira, a Autoridade Bancária Europeia (ABE) informou que oito instituições financeiras fracassaram no teste de estresse. O objetivo dessa avaliação era provar a solidez do sistema financeiro do bloco, mesmo que a União Europeia atravesse sua mais grave crise desde o advento do euro. Para analistas do mercado financeiro, porém, o pequeno número de bancos reprovados, em um momento de grave crise na Europa, trouxe dúvidas sobre a credibilidade do teste.

O balanço foi divulgado no fim da tarde, após o fechamento das bolsas europeias. Os bancos espanhóis foram os mais avaliados, com 25 companhias, e também os mais reprovados. Sem surpresa, as "caixas" se revelaram as mais frágeis: Caja Mediterraneo (CAM), CatalunyaCaixa, Unnim e CajaTres, assim como Banco Pastor, terão de se reestruturar. Nos testes de 2010, os espanhóis haviam se revelado os mais precários.

Na Grécia, os bancos Eurobank e ATEBank - já reprovado no ano passado - não passaram no teste. Já as incertezas sobre o Banco Nacional da Grécia (BNG), o maior do país, foram, segundo a ABE, dirimidas. Completa a lista dos fracassados o banco austríaco Österreichische Volksbank.

Segundo o Credit Suisse, 27 bancos europeus precisariam levantar um total de 82 bilhões de euros em capital novo para manter o nível de segurança . Esse montante é bem maior do que a deficiência de 2,5 bilhões de euros dividida entre os 8 bancos anunciados como problemáticos no resultado do teste.

Estados Unidos. As negociações no Congresso dos EUA sobre o aumento no teto de endividamento do país também estão em foco. Muitos investidores estão preocupados com a possibilidade de os norte-americanos não conseguirem mais captar recursos no mercado, o que poderia levar os EUA a uma situação de default (calote) seletivo.

Os receios com as dívidas norte-americanas e europeias ajudaram o preço do ouro a superar US$ 1.600 por onça-troy e atingir um novo recorde. "Se você está preocupado com a zona do euro ou com os EUA, há motivos para comprar ouro", disse o analista David Jollie, do Mitsui.

Mesmo com o ouro em franco avanço, "os investidores veem incerteza suficiente no mundo para justificar mais aquisições do metal", disse George Gero, vice-presidente da RBC Capital Markets Global Futures. "Desconfia-se mais do processo político, estamos de olho na questão do teto do endividamento e na zona do euro", acrescentou.

A quantidade de ouro detido por fundos com cotas negociáveis em bolsas (ETFs), ferramentas populares para investidores ganharem exposição ao metal precioso, atingiu um nível recorde na sexta-feira, de 2.156,40 toneladas, de acordo com o Barclays Capital. "Tanto o interesse do curto quanto do longo prazo tornou-se significativamente positivo nas sessões mais recentes", afirmou Suki Cooper, analista do Barclays. As informações são da Dow Jones.


Fonte: O Estadão Online
 

Brasil abriga até 43% da corrupção do mundo



Nos últimos anos, a economia brasileira avançou e virou referência para as nações ricas em crise, mas a chaga da corrupção ainda insiste em fazer sangrar parcela importante de tudo o que é pago pelo contribuinte. Dados da organização Transparência Internacional e projeções da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) revelam que, no cenário mais otimista, o Brasil responde por 26% de todo o dinheiro movimentado pela corrupção no mundo. Na pior hipótese, esse índice alcança 43%. Enquanto as perdas médias globais anuais com o problema giraram perto dos R$ 160 bilhões nos últimos seis anos, o prejuízo nacional pode ter chegado a R$ 70 bilhões por ano — ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

No dia a dia, não faltam episódios para engrossar as estatísticas que destroem a imagem brasileira mundo afora. O mais recente e, sem dúvida, o mais vultoso, envolve o Ministério dos Transportes. O escândalo que derrubou o ministro Alfredo Nascimento e vários assessores trouxe à tona, mais uma vez, prática antiga no mundo da corrupção: o superfaturamento. As suspeitas são de que, entre março de 2010 e junho de 2011, houve desvios de R$ 4,5 bilhões por meio de suspeitos aditivos em contratos referentes a 46 obras de ferrovias.

Mesmo se essa irregularidade for confirmada, a quantia só entrará nas projeções da Fiesp mais à frente. Por ora, a entidade conhece os números até 2008, ano em que a sangria chegou a R$ 41,5 bilhões, ou 1,38% do PIB. No mundo, entre 1990 e 2005, foram desviados em torno de US$ 300 bilhões (R$ 472,5 bilhões a valores da última sexta-feira), quantia que pode ter dobrado nos últimos seis anos, para US$ 600 bilhões (ou R$ 945 bilhões), conforme o Relatório Global da Corrupção, da Transparência Internacional.

Setor privado

Denúncias de superfaturamento em obras, como as de rodovias e ferroviárias, ou qualquer outro esquema de desvio de verbas, não passariam impunes se houvesse maior controle prévio dos acordos entre agentes públicos e companhias privadas no Brasil — que ocupa a 75ª colocação no ranking da corrupção elaborado pela Transparência Nacional. No mundo, há exemplos bem-sucedidos. Recém-aprovada, a legislação da Inglaterra chega a ser mais dura do que a dos Estados Unidos, onde a multa chega a 20% do benefício conseguido pelos corruptos. “O pagamento, na Inglaterra, é ilimitado e a indenização pode ser milionária”, afirma José Francisco Compagno, sócio da área de investigação de fraudes e suporte a litígios (FIDS) da Consultoria Ernst & Young Terco.

No Brasil, mais de 110 propostas se arrastam no Congresso Nacional para punir com mais rigor os casos de corrupção. Mas a aprovação esbarra na atuação dos próprios parlamentares. “Se tentamos aprovar uma lei mais dura, os próprios deputados jogam os projetos na gaveta. Eles se elegem com o dinheiro que vem da corrupção e isso cria um ciclo vicioso”, critica David Fleischer, professor de ciências políticas da Universidade de Brasília (UnB). “Os casos são descobertos, mas ninguém vai para a cadeia. Não há punição”, acrescenta.

Um dos projetos de lei em andamento que mais se aproxima da legislação aprovada no Reino Unido é o de nº 6.826/2010, que responsabiliza pessoas jurídicas pela prática de corrupção contra a administração pública nacional e estrangeira. A iniciativa é do Executivo, mas segue emperrada pela burocracia. Foi apresentada em fevereiro do ano passado, passou por várias comissões e aguarda encaminhamento da Câmara, apesar de a presidente Dilma Rousseff ter dado carta branca, em maio, para a constituição de uma comissão especial destinada a analisar o assunto. Só falta os partidos indicarem representantes — um movimento no qual eles não parecem engajados.


Fonte: Correio Brasiliense
 

BC restringe operação com cartão de crédito consignado



Para desestimular os financiamentos com desconto em folha de pagamento feitos com cartão de crédito consignado, o Banco Central decidiu equiparar essas operações aos demais empréstimos consignados.

Os bancos que concederem esse crédito em operações com prazo superior a 36 meses terão de ter uma reserva maior de capital para assegurar o empréstimo. Isso significa que um banco, com o mesmo capital, terá menos recursos para emprestar.

O BC informou que a norma que aumenta o percentual de pagamento mínimo de faturas de cartão de crédito não será aplicada aos cartões de crédito consignado, "que já têm regras próprias estabelecendo limite de crédito e percentual mínimo de pagamento, contribuindo para a redução do risco de endividamento excessivo do Consumidor".

Segundo a instituição, esses percentuais são definidos de acordo com a renda e os convênios firmados entre bancos e as entidades ou empresas responsáveis pelo pagamento de salários ou aposentadorias.
 


Fonte: Folha de São Paulo
 

FMI alerta para consequências 'globais' da crise europeia


O FMI (Fundo Monetário Internacional) fez um alerta nesta terça-feira (19) dizendo que se não houver rapidez para se lidar com a crise econômica na Europa, ela pode ter graves consequências em todo o mundo.

Segundo o FMI, a zona do euro precisa tomar uma ação decisiva que impeça que a crise se espalhe para fora da Europa e que restaure a confiança no bloco.
O órgão deixou claro que países como Grécia, Irlanda e Portugal precisam se manter fiéis às medidas de austeridade adotadas. Os três países receberam pacotes de ajuda, parcialmente financiados pelo FMI.

A maioria das nações da zona do euro está, de acordo com o Fundo, passando por uma "sólida recuperação", mas o FMI alertou para o fato de isso estar distanciando os países mais fortes dos mais fracos.

E essa tensão representa um risco "com possíveis implicações regionais e globais".

Crescimento 

O FMI estima que 17 países do bloco vão ter um crescimento econômico de 2% neste ano – mais alto do que a previsão anterior, de maio -, mas essa expansão cairá para taxas de 1,7% em 2012, mais baixas do que a estimativa prévia, de 1,9%.
"A crise na periferia ]da zona do euro] ainda não foi totalmente controlada. Os diretores [do órgão] acreditam que isso deve ser feito com urgência", disse Luc Everaert, do Departamento Europeu do FMI.

Grécia 

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, reduziu na segunda-feira as expectativas de que a reunião de emergência do bloco, nesta quinta-feira, termine com uma resolução para o problema grego.

Segundo ela, não haverá, no encontro, nenhuma decisão "espetacular" - caso, por exemplo, de uma eventual reestruturação da dívida grega. A reestruturação consistiria no pagamento apenas parcial e a longo prazo a parte dos credores.

O encontro discutirá um segundo pacote para a Grécia, com o objetivo de acalmar os mercados.

- A reunião de quinta-feira vai nos ajudar, mas serão necessários outros passos.
A Alemanha é um dos principais credores de Atenas.

No fim de semana, Merkel havia indicado que ela só participaria do encontro diante da possibilidade concreta de um acordo que viabilizasse um novo programa de ajuda à Grécia. 


Fonte: Record