O principal índice das ações europeias terminou em acentuada queda nesta quarta-feira, puxado por um forte movimento de vendas no setor bancário.
O papel do francês Société Générale, por exemplo, chegou a desabar 21% na mínima do dia, em meio a rumores sobre o banco.
O FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos mais importantes papéis do continente, caiu 3,96%, aos 910 pontos. Já o índice francês CAC 40 desabou 5,45%.
Um porta-voz do Société Générale negou categoricamente todos os rumores relacionados à solidez financeira do banco, mas as ações da instituição ainda assim fecharam em queda de 14,7%, após tocarem a mínima em dois anos e meio e registrarem a maior queda percentual diária em duas décadas.
Credit Agricole desabou 11,8%, enquanto o índice europeu para bancos recuou 6,7%.
"Estamos ficando sem países 'AAA'. Se a França tiver um 'downgrade' (rebaixamento da nota), isso levantaria questões sobre outros países também. Fundamentalmente, as finanças públicas não estão muito sólidas", disse o economista-chefe da Generali Investments, Klaus Wiener, que gerencia 330 bilhões de euros (US$ 469 bilhões) em ativos.
"É muito ruim ver tudo isso no momento em que temos um ambiente de mercado muito frágil."
Em Londres, o índice Financial Times fechou em baixa de 3,05%, a 5.007 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX despencou 5,13%, para 5.613 pontos.
Em Milão, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 6,65%, para 14.676 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 retrocedeu 5,49%, a 7.966 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 encerrou em queda de 1,25%, para 5.919 pontos.
MUNDO
A tensão sobre o rebaixamento da nota francesa e a preocupação com o sistema bancário europeu induzem perdas em mercados pelo mundo.
No Brasil, o Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, caia a 1,08% às 14h05. Os índices americanos também amargavam perdas no mesmo horário. O Dow Jones e o Nasdaq registravam queda de 3%.
A queda nas Bolsas mundiais seguem um dia de recuperação nos mercados de ações. Ontem, a maior parte dos principais índices fechou em alta depois de amargar um dos piores dias desde a crise financeira de 2008 no dia anterior.
A Bovespa, por exemplo, valorizou 5,10% ontem após recuar 8,08% na segunda-feira.
O Dow Jones, de Nova York, subiu 3,98%.
Ontem, o mercado reagia ao pronunciamento do FED (banco central americano).
A instituição reconheceu que a recuperação da economia do país está mais lenta do que o previsto, mas garantiu que as taxas de juros serão mantidas em nível praticamente nulo até o 2013.
Fonte: Folha Online
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