As empresas dos EUA precisam de mais clareza sobre questões fiscais e regulatórias do que de afrouxamento monetário, disse o presidente do Federal Reserve de Dallas, Richard Fisher, durante um evento patrocinado pela instituição. "Há liquidez abundante disponível para financiar a expansão econômica e a criação de empregos na América", afirmou Fisher.
"O sistema bancário está inundado de liquidez. Os bancos domésticos estão abastecidos, eles possuem cerca de US$ 1,6 trilhão em reservas adicionais espalhados pelas 12 regionais do Federal Reserve. Essas reservas estão esperando para serem emprestadas às empresas", afirmou o presidente do Fed de Dallas. Ele acrescentou que o setor corporativo dos EUA também possui uma grande quantidade de dinheiro em caixa.
Fisher foi uma das três vozes dissonantes na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed, ocorrida em 9 de agosto. Na ocasião, a maioria das autoridades do grupo decidiu divulgar ao mercado que as taxas de juro dos EUA continuarão perto de zero até meados de 2013.
De acordo com o presidente do Fed de Dallas, não foi uma decisão sábia "assumir um compromisso maior" do que prometer taxas de juro baixas por um "período prolongado", como o Fed vinha fazendo, ou "sinalizar mais acomodação quando a liquidez barata e abundante que disponibilizamos está sem uso".
Fisher disse não estar preocupado com as pressões inflacionárias imediatas e que seu receio gira em torno dos "mecanismos de transmissão para ativar a liquidez que criamos".
"Fatores que não estão ligados à política monetária estão retardando a disposição e a capacidade de quem cria empregos para utilizar a liquidez que estamos oferecendo", acrescentou.
Ele acrescentou que as empresas não conseguem contratar porque não têm como "calcular ou gerenciar a incerteza das políticas fiscais e regulatórias. Nenhuma acomodação monetária pode suprir a necessidade de clareza". Fisher afirmou que as disputas políticas em torno do déficit e do orçamento dos EUA, do ponto de vista de um empresário, não esclareceram nada, exceto que "haverá mudanças indefinidas nos impostos, nos gastos e em outros subsídios e incentivos fiscais".
As informações são da Dow Jones
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